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Você possui inteligência de mercado?

Postado por Fábio Albuquerque

Com a disseminação das informações e o acesso cada vez mais democrático aos diferentes tipos de conhecimentos — novos idiomas, pós-graduações, sem falar nos aspectos técnicos de inúmeras profissões — o que ainda resta como diferencial competitivo?

Talentos, por si só, já não garantem uma permanência constante no concorrido mercado de trabalho. Então, o que faz realmente a diferença? Na verdade, hoje, quem tem inteligência de mercado é quem sai na frente na conquista de melhores vagas. E, consequentemente, salários mais atrativos.

Mas, você sabe quais motivos explicam isso? Afinal, saber empresariar o próprio talento não é uma tarefa fácil, e necessita de muitos esforços, análises e tomadas de decisões certeiras.

Então, para te ajudar a buscar essa característica para as suas ações a partir de agora, mostraremos neste post cinco dicas para você descobrir se essa linha de pensamento e atitude está sendo praticada em sua vida. Venha conosco e não pare de ler!

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A inteligência de mercado

Chamamos de inteligência de mercado a capacidade de olhar analiticamente para o mercado, focando nas tendências de negócios que ainda não foram observadas por outros profissionais ou pela concorrência. Trata-se de garimpar, analisar e aplicar informações de acordo com ações estratégicas, aumentando o sucesso nas tomadas de decisões.

Assim, ela é uma vantagem competitiva que traça tendências, estabelece ações de vendas e ainda previne riscos. E podendo ser, também, uma excelente maneira de visualizar oportunidades tanto para empresas quanto para profissionais que agem com os olhos bem abertos.

Basicamente, ela consiste no levantamento de dados e monitoramento de informações ligadas ao seu ramo de atuação. Além das possíveis influências de outros mercados, como no caso de uma decisão política externa afetar as vendas de um produto aqui no Brasil, ou vice-versa.

Com esse tipo de conhecimento antecipado, é possível prevenir abalos financeiros e evitar perdas dentro da empresa, o que se repete no caso de gestores antenados.

Mas, hoje, nosso foco é demonstrar aspectos que caracterizem um profissional que a possua. Então, vejamos agora as dicas:

Características de quem a possui

Em primeiro lugar, os profissionais que têm e praticam essa atitude são obstinados e querem sempre se destacar no mercado. Portanto, privam pela qualidade e investem no perfeccionismo em suas apresentações ou ações práticas, como na elaboração de projetos, por exemplo.

São capazes de prever possíveis influências negativas e apresentar-lhes soluções. Para isso, analisam constantemente o mercado, e fazem projeções realistas baseadas em dados concretos e fontes confiáveis de informação.

Além disso, são muito críticos e nunca se contentam com as informações que recebem. Sempre indo além, buscando novos dados, fazendo pesquisas sobre a empresa em que atuam, e seus concorrentes.

Assim, privam pela atualização constante, participando de eventos corporativos, fazendo networkings interessantes e ouvindo os concorrentes sobre determinados produtos e ações mercadológicas.

Possuem, portanto, uma visão estratégica dos negócios e não deixam o comodismo falar mais alto. Estão sempre de olho em novas oportunidades antes que uma crise pontual atinja a empresa. E, para isso, também analisam profundamente os clientes:

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1. Analisam criteriosamente os clientes  

Pessoas que privam pela inteligência de mercado sabem não só vender, mas sim vender mais. Isso porque valorizam, de fato, os clientes, conhecendo de perto suas preferências e mantendo um laço afetivo que faz a diferença nas negociações.

Ao conhecer mais os consumidores, elas conseguem entrar em contato com eles no dia de uma promoção, oferecer um desconto em uma data comemorativa ou até mesmo convidá-los para uma ação da empresa.

Ou seja, eles garantem, assim, que as vendas tenham uma qualidade bem superior. E, no caso de um negócio mais sofisticado, ainda demonstram todos os itens do produto e esclarecem as dúvidas do cliente, sempre com gentileza e confiabilidade nas informações repassadas.

2. Encontram soluções para problemas internos  

Pelo fato de sempre analisarem dados internos e externos, os profissionais com inteligência competitiva são mais criativos e estão sempre abertos a buscar soluções para problemas enfrentados pela empresa.  

Dessa maneira, frequentemente dão boas dicas para determinadas demandas ou, até mesmo, esclarecem pontos de questionamentos por parte da diretoria. Logo, são mais valorizados e conseguem uma estabilidade por mérito das próprias atitudes.   

E esse olhar mercadológico contribui para que tenham um plano de ação bem planejado e estruturado de acordo com as possibilidades orçamentárias da empresa. Ou seja, eles não vislumbram projetos fora da realidade.

Por meio da pesquisa de nova ideias, conseguem estabelecer metas para o posicionamento de um determinado produto no mercado ou até ainda formas inovadoras para enfrentar a concorrência, mesmo que o suporte financeiro não seja tão atrativo.

Assim, são verdadeiros gurus de inovações. E chegam a desbancar a concorrência muitas vezes, por meio de uma campanha de marketing sem muitos investimentos, mas recheada de ideias criativas e focada em informações que podem derrubar os adversários.

3. Buscam sempre a capacitação profissional       

Como estão sempre antenados nas dinâmicas do mercado, os profissionais que têm essa característica não perdem oportunidades de se capacitar quando observam tendências do mercado em determinada área.

Se o governo já projeta investimentos que vão refletir positivamente no mercado de gestão para os próximos 10 anos, por exemplo, eles procuram logo um curso de pós-graduação na área.

Assim, sua atualização é constante, e voltada sempre para nichos do mercado que renderão um bom retorno do investimento aplicado nos estudos.

4. Investem no autoconhecimento

Por fim, vale ressaltar que enfrentar um mercado altamente competitivo exige muito mais recursos do que, simplesmente, possuir essa característica. É claro que ela ajuda muito, e é um diferencial — mas ainda é preciso ir além.

Por isso, o autoconhecimento se faz necessário para suportar pressões e buscar sempre a motivação no dia a dia, além de investir constantemente em si mesmo.

Como a vida não é feita somente de trabalho, quem encontra o equilíbrio entre as diversas atividades, conciliando profissão e família, consegue obter mais sucesso diante das adversidades.

E ainda acaba tendo uma inteligência emocional mais fortalecida para encarar situações críticas, como quedas no faturamento ou demissões, por exemplo. Enfim, fica preparado para possíveis mudanças sem se abalar de uma maneira tão negativa.

Por meio do autoconhecimento, quem tem essa atitude reconhece profundamente as próprias habilidades e sabe muito bem em que setores pode se dar bem em outros empregos, ou até mesmo para se transformar em um empreendedor individual.

Ou seja, cria-se oportunidades para caminhar de maneira mais cautelosa diante deste mercado tão diversificado e recheado de inovações. E você, já pratica algumas características de quem tem inteligência de mercado? Gostou do post? Deixe-nos o seu comentário e participe dessa discussão!

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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