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Afinal, posso fazer pós-graduação em outra área?

Postado por Fábio Albuquerque

Investir em uma pós que complemente a graduação é uma forma de atualizar conhecimentos e ser valorizado pelo mercado de trabalho. De fato, é por meio da educação continuada que muitos profissionais conquistam o status de “experts”, alcançando cargos e salários inacessíveis para quem possui apenas graduação.

Mas será que cursar uma pós-graduação em outra área é recomendado? Se você tem essa dúvida, saiba que não está sozinho!

Na verdade, tantos jovens profissionais se questionam sobre a possibilidade de mudar de área que decidimos dedicar este artigo para discutir o tópico. A seguir, você vai entender a relação entre graduação e pós para compreender como ambas podem auxiliar na construção da sua carreira!

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A relação entre graduação e pós-graduação

Para começar, vamos esclarecer uma dúvida comum: qualquer pessoa que possua um diploma de graduação — bacharelado ou licenciatura — pode fazer pós-graduação, seja ela stricto ou lato sensu, em qualquer área.

A modalidade stricto sensu diz respeito aos cursos de mestrado e doutorado, ambos voltados para o ensino acadêmico e a pesquisa científica. Se você possui licenciatura em Direito, por exemplo, e deseja atuar como professor universitário, o caminho lógico para atingir esse objetivo é fazer mestrado e doutorado depois da graduação.

Mas atenção: a admissão nessas modalidades fica por conta da instituição de ensino e dos critérios que ela definir. Nos programas de mestrado e doutorado, é indispensável a apresentação de um projeto de pesquisa por parte dos proponentes.

Já a modalidade lato sensu diz respeito aos MBAs e especializações voltados à maturação de habilidades indispensáveis ao mercado de trabalho. Imagine, aqui, um administrador que atua como gerente de projetos em uma empresa de segurança e monitoramento. É natural que ele busque especializações que lhe proporcionem as competências necessárias para desempenhar sua função da melhor forma possível, certo?

Vale dizer que a multidisciplinaridade é cada vez mais valorizada em ambas as modalidades, pois amplia experiências, saberes e habilidades profissionais!

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A pós-graduação como uma ferramenta

Ok, todas essas possibilidades funcionam muito bem na teoria. Na hora de escolher, porém, nem tudo flui tão facilmente.

A verdade é que a escolha da pós-graduação depende mais da carreira que você quer construir do que da graduação em si. Quais conhecimentos e competências você precisa acumular para chegar à posição desejada? Qual curso e qual modalidade poderão ajudá-lo nessa trajetória?

O curso de graduação dá aos estudantes uma visão panorâmica sobre determinada área ou profissão, abordando questões de ordem geral, e não específica. Já a pós-graduação funciona como um afunilamento dos conhecimentos gerais obtidos. É tarefa do profissional diplomado, portanto, definir quais ferramentas podem ajudá-lo a alcançar seus objetivos.

Nesse contexto, não importa se a pós ideal for em uma área diferente da formação original, desde que os conhecimentos sejam complementares e os conteúdos aprendidos facilitem o alcance de seus objetivos!  

Os exemplos clássicos de multidisciplinaridade

Imagine um economista que deseja atuar no ramo do Agronegócio. É natural que ele precise procurar especializações — como Economia Agroindustrial — para conseguir um cargo condizente com suas aspirações.  

Um caso similar é o dos profissionais da área da saúde que desejam atuar como gestores em clínicas e hospitais. Geralmente, a partir da graduação em Farmácia, Enfermagem e similares, esses profissionais buscam especializações em gestão hospitalar para direcionar seu campo de conhecimento e deixar seu currículo mais competitivo.

Outro exemplo é o bacharel em Direito que deseja atuar como advogado tributarista. Sua pós-graduação obrigatoriamente precisará passar pela legislação tributária brasileira; assunto que é abordado apenas superficialmente na graduação. O mesmo ocorrerá, por exemplo, se ele quiser atuar como especialista em questões desportivas.   

O propósito por trás do investimento

O movimento natural da formação humana é evoluir de um conhecimento amplo para um domínio mais especializado. Essa evolução, porém, deve ser feita com cautela, a partir de planejamento e da definição de um objetivo claro de carreira.   

Imagine um carpinteiro que precisa parafusar uma cômoda em um trabalho de montagem, mas que, ao invés de comprar uma chave de fenda para completar o trabalho, investe em um martelo. É claro que ele não vai ficar satisfeito com o resultado de seu esforço e investimento, porque não houve um alinhamento com sua necessidade primordial — um instrumento que lhe permitisse apertar um parafuso.

Da mesma forma, um mestrado acadêmico em Jornalismo não vai servir para um administrador que trabalha com gestão de risco e deseja ser promovido.    

Portanto, quem mergulha em uma pós-graduação stricto ou lato sensu sem ter essa noção de propósito acaba se decepcionando, pois tem como resultado imprecisão e conhecimentos sem utilidade prática.

A pós-graduação como recolocação profissional

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Se o objetivo for uma recolocação profissional, também é preciso ter cuidado. As profissões regulamentadas por lei exigem um diploma de graduação e um registro no órgão de classe para serem exercidas.

Da mesma forma que apenas um bacharel em Direito pode realizar o exame da OAB, para atuar como nutricionista, por exemplo, é preciso ter diploma em Nutrição e registro no CRN. Não adianta de nada ter diploma em Marketing e fazer uma especialização em Nutrição ou Direito, pois os órgãos responsáveis pelas respectivas áreas entenderão que o profissional não possui os conhecimentos básicos para exercer o ofício.   

Portanto, grave bem: é preciso ter planejamento a fim de identificar a opção que melhor supre suas necessidades.

A complementaridade dos conhecimentos  

Como você pôde perceber, não importa se sua pós-graduação for um MBA ou um doutorado acadêmico, se for na mesma área de sua formação inicial ou em uma completamente diferente; o que importa é a complementaridade dos conhecimentos.

Você se interessou por uma atuação que exige uma perspectiva diferenciada, e, por isso, considera transitar entre áreas distintas? Não há problema algum. O que não pode acontecer é apostar num curso às cegas sem considerar a complementaridade de saberes.

Uma pós-graduação em outra área é um instrumento capaz de alavancar uma carreira, desde que alinhado a um objetivo e não empregado aleatoriamente. Lembre-se: todo conhecimento adquirido funciona como um acelerador, e é responsabilidade do profissional empregar esse acelerador para ir em direção aos seus objetivos.

Você já atua no mercado e tem uma percepção diferente sobre a pós-graduação? Conte pra gente aqui nos comentários: vamos adorar conhecer suas ideias!

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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