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PMI, PMBoK e PMP: saiba como essas letrinhas podem impulsionar sua carreira

Postado por Fábio Albuquerque

Muito se engana quem acredita que gerenciamento de projetos tem a ver apenas com profissionais de engenharia ou arquitetura. Conceber, planejar e executar ações estratégicas para a sua área de atuação são diferenciais competitivos para todo profissional que deseja ascender na carreira e deixar a sua marca no mundo corporativo.

No entanto, essa capacidade não é inerente a todos e mesmo aqueles com talento para o gerenciamento de projetos precisam sempre se manter atualizados. Afinal, buscar novos conhecimentos é imprescindível para não ser deixado para trás pelo mercado, que está cada vez mais competitivo.

Para ajudar profissionais que pretendem se tornar cada vez melhores no gerenciamento de projetos, foi criada a PMI — ela é responsável pela elaboração do PMBoK e da certificação PMP.

Você não sabe o que é PMI, PMBoK e PMP? Tudo bem! Estamos aqui justamente para elucidar essa sopa de letrinhas e mostrar como elas podem fazer a diferença na sua profissão. Ficou curioso? Confira!

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O que é o PMI?

PMI é a sigla para Project Management Institute ou, em tradução direta, Instituto de Gerenciamento de Projetos. Fundado em 1969 e com sede na Filadélfia, nos Estados Unidos, o instituto tem mais de 700 mil associados espalhados por todo mundo. Sem fins lucrativos, o PMI se dedica a realizar extensas pesquisas sobre o gerenciamento de projetos.

Para isso, o instituto desenvolve, fomenta e oferece cursos, seminários, treinamentos e periódicos exclusivamente voltados para esse tema aos seus associados. O conhecimento acumulado e gerido pelo PMI é sempre respaldado em experiências reais e suas propostas são reconhecidas por grandes organizações e governos por trazer resultados concretos e mensuráreis.

Por ser uma organização com atuação global, o PMI possui uma estrutura sólida: ele é dirigido por um conselho diretor composto por 15 membros e coordenado pelo time executivo de gerenciamento. Os seus associados são divididos em capítulos, ou seja, em grandes grupos de pessoas reunidas, a princípio, por proximidade geográfica.

Dentro dos capítulos, os associados têm a oportunidade de melhorar o seu networking e de trocar informações e soluções entre gerenciadores de projetos que vivenciam realidades similares. Ao todo, existem cerca de 250 capítulos espalhados pelo mundo.

Além disso, os membros ainda têm a oportunidade de fazer trabalhos voluntários e de integrar comunidades práticas, nas quais prestam consultoria para clientes reais.

O que é o PMBoK?

Todo o conhecimento gerado pelos mais de 700 mil associados do PMI é transmitido entre os membros e também para interessados por meio dos já citados seminários, cursos e periódicos. Mas, para ir além do lugar comum, o instituto também criou o PMBoK (Project Management Base of Knowledgment), um verdadeiro guia que compila as melhores práticas para o gerenciamento de projetos.

A primeira edição do PMBoK foi disponibilizada em 1996. Nesses 20 anos de existência, o documento ganhou uma série de revisões e melhorias para acompanhar as transformações do mundo, do mercado e dos próprios profissionais. Hoje, o PMBoK se encontra na sua 5ª edição, lançada em 2013.

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Para ser mais efetivo, o documento é dividido em 10 partes, que falam sobre áreas essenciais do gerenciamento de projetos. São elas:

  1. Gerenciamento de escopo;
  2. Gerenciamento de tempo;
  3. Gerenciamento de qualidade;
  4. Gerenciamento de custos;
  5. Gerenciamento de aquisições;
  6. Gerenciamento de comunicações;
  7. Gerenciamento de recursos humanos;
  8. Gerenciamento de riscos;
  9. Gerenciamento de integração;
  10. Relacionamento com stakeholders.

O grande trunfo do PMBoK é estabelecer alguns pontos de partida para o gerenciamento de projetos, em especial pela definição de termos padronizados que podem ser entendidos por profissionais de todo mundo. Além disso, ele compila práticas já testadas e reconhecidas como eficientes para que elas possam ser replicadas em outras realidades.

No entanto, vale lembrar que o PMBoK não é uma receita de bolo, ou seja, ele não deve ser transposto de maneira direta em todo e qualquer projeto, mas deve ser visto como uma referência que carece de adaptações às necessidades específicas de cada projeto.

Esses projetos, aliás, podem variar dos mais complexos — como o planejamento e a execução de uma campanha de marketing ou a construção de um estádio de futebol —, até os mais simples, como o desenvolvimento de um blog.

Por fim, vale lembrar que o PMBoK é constantemente atualizado e conta com as contribuições de profissionais de vários países para se manter abrangente, coerente e aplicável nas mais diversas realidades com as quais os gestores trabalham.

O que é o PMP?

Outra importante contribuição do PMI, além do PMBoK, é o PMP (Project Management Professional). Ele é um certificado expedido pelo instituto para profissionais de gerenciamento de projetos que tenham comprovada experiência na área e conhecimento acadêmico sobre o assunto.

O título é reconhecido no mercado e, em alguns casos, praticamente obrigatório para quem deseja atuar na área. Além disso, ele é reconhecido pela Organização Internacional de Padronização, a famosa ISO (International Organization for Standardization).

Para obter a certificação, o primeiro passo é comprovar experiência no gerenciamento de projetos. Nesse ponto, existem duas categorias. Na primeira, o profissional precisa ter formação superior e 4.500 horas de prática no período de seis anos.

Na segunda, esse banco de horas sobe para 7.500 horas em um período de oito anos. Depois, é preciso que o profissional passe por um teste que revela se ele tem as habilidades requisitadas.

Essa espécie de prova é aplicada por instituições autorizadas pelo próprio PMI e, em alguns casos, por faculdades de administração. Por fim, o profissional precisa se comprometer com um código de ética da profissão.

A certificação não é vitalícia, o que significa que todo gestor deve passar pela certificação de tempos em tempos para comprovar que vem se mantendo atualizado com as mudanças do mercado.

Além do PMP, o PMI também oferece outros títulos específicos para a área de gerenciamento de projetos, voltados para profissionais de gerenciamento de riscos, de cronogramas ou de portfólio, por exemplo.

Agora que você já conhece três principais termos do gerenciamento de projetos, chegou a hora de colocar a mão na massa! Conheça o site do PMI e os padrões do PMBoK e procure acompanhar as atividades do capítulo da sua região para aplicar as melhores diretrizes de gerenciamento de projetos no seu trabalho.

E então? Você tem alguma dúvida sobre gestão de projetos? Conta pra gente nos comentários.

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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