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8 habilidades atuais que o mercado de trabalho está exigindo dos profissionais

Postado por Fábio Albuquerque

A baixa qualificação da mão de obra é um dos temas mais abordados em relação ao mercado de trabalho nacional, sabia? Para você ter uma ideia, a divulgação de um ranking mundial elaborado em 2015 pelo Fórum Econômico Mundial colocou nosso país na constrangedora 78ª posição entre 124 nações, mostrando que por aqui até mesmo os profissionais com nível superior ainda estão muito abaixo das exigências do mercado.

Enquanto em alguns casos nem sequer a qualificação acadêmica se harmoniza às exigências do mundo corporativo, o mercado vem exigindo inúmeras habilidades extras que têm pegado muitos recém-formados de surpresa. Aí o sucesso profissional acaba demorando mais a acontecer. E foi exatamente pensando nesses percalços que decidimos produzir o post de hoje, listando as principais exigências do mercado, bem como algumas recomendações sobre a construção de um perfil profissional atraente às organizações. Então fique de olho:

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Capacidade de liderança

Os novos modelos de gestão e o aumento da complexidade do ambiente corporativo resultaram na descentralização das decisões, minimizando assim a burocracia empresarial. Com essa mudança de cenário, muitos comandos estratégicos acabaram se deslocando da cúpula para outros níveis da estrutura organizacional. Resultado: garantia de maior rapidez aos processos internos, assim como maior flexibilidade e significativas contribuições para a elevação da motivação dos funcionários — pela autonomia concedida.

Por essas e outras, o mercado de trabalho atual busca profissionais versáteis, que sejam capazes de coordenar equipes, recursos e ações. Exige-se, portanto, uma dose extra de inteligência emocional, paciência e estratégia, além de capacidade de delegar e estimular o potencial dos colaboradores. O problema é que, no decorrer de nossas vidas profissionais, acabamos não tendo tantas oportunidades para desenvolver a liderança. Assim, tal competência costuma ser exigida de forma repentina, em um momento em que não se pode cometer erros. Eis aí um ponto que pode ser trabalhado em uma boa pós-graduação.

Poder de negociação

A negociação é mais uma competência pouco explorada durante os cursos de graduação. Na maioria dos casos, o aluno é induzido a assumir uma postura passiva de aprendizado, com poucas oportunidades para aprender a argumentar e persuadir. Quando o fazem, costuma ser em grupos de trabalho, interagindo com pessoas parecidas, o que resulta em pouco efeito prático. Isso faz com os profissionais cheguem ao mercado com certo nível de ingenuidade, incapazes de negociar, vender uma ideia e conquistar pessoas por seus posicionamentos.

Habilidade da oratória

No dia a dia corporativo, apresentar-se em público em reuniões de trabalho, em exposições de resultados, na definição de estratégias departamentais e em tantas outras ocasiões é mais que rotina. A questão é que os profissionais costumam chegar ao mercado com pouco background nesse assunto, consequentemente assumindo uma postura retraída ou mais analítica. E não se engane: essa timidez pode ser duramente punida na escalada do sucesso. Não se esqueça de que não basta ser, sua aparência e postura precisam passar a mesma mensagem!

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Postura multidisciplinar e multicultural

Quando falamos em postura multidisciplinar e multicultural, estamos nos referindo não só a profissionais com amplo conhecimento sobre diversos assuntos (geopolítica, gestão, legislação, economia e assim por diante), mas a quem é capaz de inter-relacionar tais tópicos nas decisões diárias. E isso exige visão de mundo, construída com muita leitura, atualização a respeito dos movimentos macroeconômicos legais e políticos, vivência no exterior, além de uma pós-graduação de qualidade, seja especialização ou MBA, desenvolvendo sua capacidade de solucionar questões reais, de alto impacto à organização, de forma rápida e precisa.

Aptidão para inovar

Por mais que a princípio possa parecer abstrata, essa virtude é exigida a todo tempo no cotidiano das empresas. Na área jurídico-tributária, por exemplo, encontrar brechas na legislação que facilitem a redução legal do peso da carga tributária nas empresas costuma demandar um bocado de criatividade. Na área publicitária, estruturar novas formas de comunicar a marca da empresa ou desenvolver novos produtos, mais alinhados às mudanças de tendência de consumo, também pede inovação. Na área de TI, encontrar soluções digitais que automatizem processos e reduzam custos nas organizações também não deixa a criatividade para trás.

É fato: reinventar-se é condição básica para que uma organização sobreviva no mercado. No setor público, a transição de uma gestão patrimonialista para uma gestão moderna e mais voltada a resultados faz com que a capacidade de inovação também seja exigida de seus servidores. Não tem como fugir: a necessidade de adaptação constante das organizações públicas e privadas impõe que seus colaboradores também sejam facilmente adaptáveis, criativos e inovadores. Sente-se pronto para esse desafio?

Multiplicação de contatos

O mercado de trabalho requer socialização e integração com profissionais de culturas e perfis diferentes. Por isso, quem fica fechado dentro de seu pequeno círculo social (geralmente homogêneo) acaba perdendo a oportunidade de compartilhar informações, aprender novas habilidades e até de expandir sua rede de contatos. A verdade é que, no Brasil, ainda há uma certa valoração social negativa em relação à multiplicação do networking, o que acaba se tornando uma barreira para o crescimento de muitos profissionais.

Trabalho em equipe

Essa virtude já nem é mais uma novidade, não é mesmo? Está claro nas dinâmicas de grupo o quanto o mercado de trabalho valoriza a capacidade de se trabalhar em equipe, a habilidade de fundir seus próprios conceitos com as visões de mundo de outros profissionais, encontrando soluções para as demandas corporativas em um processo permanente de construção coletiva. Mas vale um adendo: o estímulo ao trabalho em grupo na maioria das universidades acaba não produzindo o efeito desejado na vida profissional, já que a grande dificuldade de se trabalhar harmonicamente em equipe está na interação com pessoas de características e histórias de vida distintas da sua, sem afinidades pessoais e com alta competitividade mútua.

Na vida profissional, de fato, a história é um pouco mais complicada. Em geral, os projetos são organizados com pessoas de formações diferentes, perfis complementares e visões de mundo muitas vezes opostas. É preciso se preparar para esse desafio desde já. Para isso, que tal apostar em uma pós-graduação de excelência, que elabore seus processos didáticos com atenção especialmente voltada ao preenchimento desses gaps?

Inclinação à auto-organização

O home office é uma tendência mundial e já envolve 32,5% da população economicamente ativa. Mas por mais que essa novidade soe interessante à primeira vista, mostrar alta performance trabalhando longe da ação diretiva do empregador impõe extrema concentração, disciplina e capacidade de se auto-organizar. Nos Estados Unidos, há ainda outras formas de integração do profissional à dinâmica empresarial, como é o caso do Bring Your Own Device (BYOD), em que os funcionários trabalham no escritório, mas utilizando seus próprios aparelhos (laptops, smartphones, tablets ou o que for), liberdade que também exige do funcionário altíssima disciplina e foco nos resultados.

Vale lembrar aqui alguns dados que dizem muito sobre a defasagem entre o que mercado de trabalho espera e a realidade brasileira. Uma famosa pesquisa feita há alguns anos, por exemplo, revelou que 38% dos estudantes de ensino superior próximos à formatura não dominam habilidades básicas de escrita e leitura. No mesmo sentido, um levantamento divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2013 mostrou o assustador percentual de 81,5% dos recém-formados em Direito que não conseguem aprovação no exame da OAB em primeira tentativa. Da mesma forma, uma pesquisa global da área de tecnologia revelou que 93% dos gerentes de TI não confiam nos conhecimentos de seus subordinados. Esses dados nada animadores mostram que quem se prepara adequadamente tende a ter ampla vantagem competitiva na consolidação do sucesso profissional.

A propósito, que outras habilidades você percebe que o mercado de trabalho atual vem exigindo? Deixe aqui seu comentário e enriqueça nosso post!

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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