Blog Pós-graduação UNIPÊ

BLOG PÓS-GRADUAÇÃO UNIPÊ

Fui demitido, e agora? Descubra como recomeçar e se recolocar no mercado

Postado por Fábio Albuquerque

No atual momento em que o país se encontra, é inevitável que o risco de desemprego tire o sono de milhares de pessoas. Somente quem já acordou no meio da madrugada com a frase na cabeça "fui demitido", sabe o quanto esta situação é delicada. Por isso, é importante saber como lidar com a situação, para que você consiga se recolocar no mercado.

Este artigo tem como finalidade responder a algumas questões comuns para este momento da vida. Questões como o que pode ser feito para que a pessoa consiga se recolocar no mercado, como recomeçar e como se planejar para que as contas não apertem, por exemplo.

Confira o texto e veja como é possível lidar com essa situação!

fui-demitido-e-agora-descubra-como-se-recolocar-no-mercado.jpg

Reavalie sua situação

Recomeçar é sempre trabalhoso. Ainda mais após uma saída traumática como costuma ser a demissão. Por isso, sinta o momento e amadureça com ele. Somente assim você terá condições de sair dessa situação mais forte do que quando entrou. Assim que perceber que já está pronto para outra é hora de repensar a sua carreira. É preciso se reposicionar no mercado para voltar com força.

Dessa forma, faça uma autoavaliação, relembrando as últimas reuniões que teve com seus superiores em busca de situações que já vinham aparecendo nas conversas e que podem ter evoluído até a demissão. Conselhos sobre conduta inadequada no trabalho costumam ser o primeiro aviso para profissionais que vão perder o emprego.

Da mesma forma, é possível avaliar também os pontos positivos para valorizar seu currículo e reavaliar seus objetivos de carreira.

Exija seus direitos

Se for inevitável sair, ao menos agora você pode contar com o dinheiro da demissão. Ele será útil para evitar que as dívidas acumulem. Para garantir seus direitos, saiba que existem três situações possíveis quando um funcionário é demitido da empresa: demissão sem justa causa e com aviso prévio trabalhado, demissão sem justa causa e com aviso prévio indenizado e demissão por justa causa.

No primeiro caso, a empresa demite o funcionário e pede para que ele trabalhe mais um mês, dando a ele direito a uma redução de jornada no aviso prévio, que pode corresponder a 2 horas por dia ou 7 dias no fim do mês. Neste caso, o trabalhador recebe no primeiro dia útil após o final do contrato de trabalho, correspondente ao último dia do aviso.

No caso da demissão sem justa causa e com aviso prévio indenizado, a empresa demite o funcionário sem justa causa e sem exigir que ele trabalhe por mais um mês. Neste caso, a empresa faz o pagamento em até 10 dias após o desligamento do funcionário.

Já na demissão por justa causa, a empresa demite o funcionário em função de um erro considerado grave, geralmente caracterizado como indisciplina e desonestidade, sendo estas justificativas aceitas por lei. A empresa precisa pagar tudo o que o funcionário tem direito a receber, como férias e salário dos dias trabalhados, podendo fazer o pagamento em até 10 dias após a demissão.

Baixe agora

Turbine seu currículo

Você já passou pela fase das lamentações, já repensou em sua carreira, exigiu e obteve seus direitos trabalhistas, agora é hora de voltar à luta. Para tanto, é preciso planejar seu currículo de modo a apresentar ao mercado o grande profissional que você é. É hora de colocar tudo isso no currículo.

Aquele documento que reúne suas informações profissionais, a partir de agora, deve ser o seu principal cartão de visitas. Ele deve ser rico, demonstrar uma experiência cultural, oferecer soluções para o empregador. Mas também deve ser objetivo.

Procure imaginar o tipo de profissional que uma empresa quer. Avalie se suas competências são suficientes para essa tarefa e caso a resposta não seja afirmativa, não perca tempo: atualize-se.

Atualize-se

Atualizar-se não significa necessariamente voltar para a sala de aula e começar uma faculdade. Entretanto, esse é um dos recursos que mais tem surtido efeito entre profissionais que buscam a recolocação no mercado. Cursos que podem ir desde uma simples especialização na área em que a pessoa já trabalha até uma completa mudança de segmento, são a chave para um reinício promissor.

Ao mesmo tempo, também é possível apostar em cursos mais rápidos e que tem como objetivo atender a exigências específicas, como cursos de idiomas, por exemplo. Aqui a dica é optar por cursos alinhados à sua carreira.

Mestrado e doutorado são ideais para quem pretende seguir carreira acadêmica, permitindo que profissionais com anos no mercado darem aulas ou atuarem em pesquisas nas universidades.

Considere abrir seu próprio negócio

Quando a autoavaliação que o profissional faz sobre sua atuação na área não é satisfatória, uma saída pode ser a mudança de área. Muitos trabalhadores sonham com o dia em que sairão de seus empregos para viver de um negócio próprio, sem chefe, sem exigência de horário e acreditam que com o dinheiro recebido na rescisão de contrato podem realizar isso.

Se este for o seu caso, saiba que é preciso ter cuidado com as ideias mirabolantes. Empreender exige esforço e aptidão, por isso, vários fatores devem ser analisados. Um deles é a própria crise econômica, pois se ela afetou a empresa em que trabalhava, também pode afetar seu novo empreendimento.

Logo, é preciso pensar muito bem antes de iniciar uma nova empreitada e avaliar questões como mercado, clientes e concorrência. Caso seja viável, procure instituições como o SEBRAE para começar a investir com prudência.

Procure o emprego certo para se recolocar no mercado

Comece ativando a sua rede de relacionamentos. Com sua experiência na área, certamente você deve conhecer outros profissionais que já passaram pela mesma situação e outros que podem te ajudar. Antigos colegas, chefes e conhecidos da área, podem simplesmente apontando caminhos para novas oportunidades. Assim, mostrando-se disponível, você engaja outras pessoas na sua busca, mesmo que seja através de informações.

Além disso, é preciso também usar o potencial da internet. Cadastre seu currículo nos sites das empresas quando possível e não abra mão de criar um perfil profissional no LinkedIn, uma rede social especializada em negócios. Nela é possível conferir vagas anunciadas diariamente. Sites de busca de emprego também podem ser úteis. Cadastre-se em todos, preencha seu perfil adequadamente e fique de olho nos e-mails.

Saiba o que fazer quando surgir a pergunta "Fui demitido, e agora?"

Respire fundo, tire um período para reavaliar sua situação e logo que possível, levante a cabeça e vá à luta. O mercado de trabalho é restrito e em momento de crise econômica, são poucos os privilegiados que têm emprego garantido.

Por isso, não esmoreça: trabalhe sua autoestima acordando cedo, lendo muito sobre tudo o que for possível em relação à sua área, conversando com outros profissionais e fazendo exercícios. Isso ajudará a manter a sua cabeça equilibrada e favorecerá uma postura proativa na sua missão de encontrar um novo emprego. Com paciência e foco certamente a oportunidade aparecerá.

Agora que a frase "fui demitido" não te assustará tanto, pois você saberá lidar com a situação para se recolocar no mercado, não deixe de assinar a  nossa newsletter para receber mais dicas!

Acessar material

pós-graduação, mercado de trabalho

Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

ASSINE A NEWS

VÍDEOS

ACOMPANHE O UNIPÊ

REDE SOCIAIS