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Fui bem na entrevista, mas não fui contratado. Entenda os porquês!

Postado por Fábio Albuquerque

Você passa com louvor por todas as etapas do processo seletivo e, finalmente, é chamado para se apresentar à empresa. A conversa flui, o entrevistador se mostra empolgado e elogia o seu desempenho. Mas o tempo passa e você não recebe a resposta que esperava. Com isso, só resta a dúvida: se fui bem na entrevista, por que não fui contratado?

Não há nada mais frustrante do que colocar todas as expectativas em uma vaga, chegar à etapa final e não ter sucesso — principalmente em um período de recessão econômica em que o desemprego assombra em nossos piores pesadelos. Mas ouvir um, ou vários, “não” é um processo natural em qualquer profissão.

Um dos mais populares e bem-sucedidos escritores britânicos, John Creasey, foi rejeitado 743 vezes antes de conseguir publicar o seu primeiro romance, por exemplo. Isso mostra que não ser aprovado para uma oportunidade não quer dizer que você não tenha talento.

Ainda duvida disso? Confira, aqui, alguns motivos que podem explicar por que você não foi contratado depois da entrevista!

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Seu perfil (realmente) não corresponde à vaga

O retorno que “o seu perfil profissional não corresponde ao que a empresa procura” é uma das desculpas mais comuns dos headhunters ao descartarem um candidato. O que pode parecer um clichê ou uma resposta pronta, na maioria dos casos, é realmente verdade.

Muitas empresas buscam profissionais mais agressivos para fazer negócios, já outras preferem os mais empáticos para lidar com o público. Umas priorizam a contratação pelo tempo de atuação no mercado, enquanto outras valorizam mais as pessoas que estão começando, mas que são extremamente inovadoras.

É comum encarar a rejeição sob um ponto de vista pessoal e se sentir incapacitado como profissional, sendo que nem sempre o problema está diretamente relacionado a você. O candidato pode possuir um currículo invejável e uma ótima desenvoltura, mas não corresponder ao que a empresa precisa naquele momento.

Você não foi genuíno

Se deparar com a oportunidade dos sonhos pode motivar os profissionais a fazerem de tudo para agradar aos entrevistadores. Inclusive simularem aquilo que não são. Esse é um erro muito comum que pode justificar uma rejeição.

Mesmo que a entrevista flua bem e um headhunter se rasgue em elogios a sua personalidade, não esqueça que ele é um profissional treinado para perceber que um candidato não está sendo genuíno. E, como carta na manga, ele já pode ter o feedback dos seus antigos empregadores sobre a sua personalidade e desempenho profissional.

Durante a entrevista, deixe claro quais são as suas expectativas, o motivo para se candidatar àquela vaga e como você pode contribuir para aquela função. Puxar o saco, ser artificial ou tentar agradar a todos pode custar a sua oportunidade de emprego. Na dúvida do que fazer, seja você mesmo. Pode ser exatamente esse "jeito de ser" que a empresa procura.

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Sua agenda não bate

Muitas empresas procuram profissionais com disponibilidade para viajar, atuar em uma filial no exterior ou trabalhar aos finais de semana. Mesmo que você já tenha declarado sua disponibilidade para fazer tudo isso, os entrevistadores costumam levar em consideração os aspectos da vida de um candidato, que podem comprometer o que eles querem.

Por exemplo, se você acabou de ter um filho ou declarou, durante a entrevista, que não abre mão da qualidade de vida pelo lado profissional, as empresas, dificilmente, irão pressioná-lo para estender horas de trabalho ou sair da cidade. Nesse momento, a prioridade acaba sendo os candidatos que estarão inteiramente disponíveis.

A empresa não pode oferecer o que você busca

O que uma organização busca em um futuro colaborador é que ele se sinta motivado e queira continuar a trabalhar naquela função por muitos anos. Mas se um funcionário não tem suas expectativas superadas ou não encontra aquilo que esperava, dificilmente, ele se manterá por muito tempo ali ou fará um trabalho com excelência.

Muitos profissionais buscam um determinado salário ou oportunidades de crescimento que, nem sempre, a empresa pode oferecer. E isso só fica claro no momento da entrevista, comprometendo a contratação.

Para evitar frustrações, antes de se candidatar a uma vaga, o ideal é pesquisar sobre a visão e rotina da empresa, avaliar se aquilo é realmente o que você busca e conversar com alguém que trabalha ou já trabalhou no local.

Mesmo que você não conheça ninguém, a internet fornece muitas fontes de pesquisa, como o LinkedIn, onde funcionários podem avaliar uma determinada empresa, seu ambiente de trabalho, colegas e, até mesmo, os líderes.

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A primeira impressão do entrevistador não foi boa

Todo processo de avaliação em uma entrevista é formado pelos elementos verbais — a forma com que o candidato se comunica e sua desenvoltura — e os não-verbais — pontualidade, empatia e vestuário. Muitas vezes, são esses fatores que determinam uma contratação.

Mesmo que você acredite que a sua entrevista tenha sido um sucesso, talvez o entrevistador o descarte como um bom funcionário, por conta de um atraso, uma roupa inapropriada ou, simplesmente, porque não simpatizou com você.

Parece duro, mas é a verdade. Imagine trabalhar 40 horas por semana com alguém com o qual você não se identifica, ou indicar para a vaga um candidato que não causou uma boa primeira impressão?

São inúmeros os motivos que podem virar um empecilho para a contratação de um profissional. Assim como, muitas vezes, apenas não era para ser. O que vai diferenciar o resto da sua jornada profissional é a forma como você lidará com essa rejeição.

Não adianta perder tempo se lamentando ou, até mesmo, intimidando os headhunters com perguntas, como: “por que não fui contratado?”, ou “o que há de errado comigo?”. Isso demonstra falta de equilíbrio emocional e pode comprometer as suas futuras oportunidades naquela empresa, ou em outras.

O resultado de uma entrevista não define todo o seu valor como profissional. Agradeça pela oportunidade, busque melhorias e siga em frente!

E você, já passou por essa situação? Já teve certeza que uma vaga era sua e, no final, não foi contratado? Compartilhe sua experiência nos comentários e vamos enriquecer o debate!

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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