pós-graduação

Entenda o que é e como funciona a gestão compartilhada

Fábio Albuquerque
24-04-2018 8:14

Existe uma série de maneiras de gerir uma empresa ou instituição e, de tempos em tempos, elas mudam para trazer maior eficácia e melhores resultados. Um dos modelos em proeminência na atualidade é a gestão compartilhada, uma maneira moderna de lidar com equipes e processos.

Mas como funciona a gestão compartilhada? Onde ela pode ser aplicada? Quais as suas vantagens e desvantagens? Nos tópicos a seguir responderemos essas questões e mostraremos como ela pode revolucionar a maneira como uma companhia se organiza e se posiciona no mercado! Confira!

Entenda-o-que-é-e-como-funciona-a-gestão-compartilhada-unipê

O que é a gestão compartilhada?

A gestão compartilhada pode ser definida como uma administração realizada em conjunto por vários indivíduos ligados a uma empresa. A ideia dela é uni-los para gerir projetos ou processos visando um objetivo comum.

O diferencial dessa estratégia está justamente em aliar qualidades indispensáveis de diferentes profissionais (conhecimento e experiência) para que os resultados sejam alcançados em um curto espaço de tempo.

Ela funciona da seguinte maneira: quando uma equipe — independentemente de ser multidisciplinar ou não — precisa resolver um problema ou fazer um projeto, é criada uma sub equipe responsável por gerenciar o processo. Ou seja, a administração não fica centralizada em uma única pessoa e as responsabilidades são divididas, tornando o trabalho mais eficaz.

Resumidamente, podemos então dizer que a gestão compartilhada une forças para garantir maior inteligência à equipe, fortalecendo-a e trazendo ainda mais qualidade para as ações desenvolvidas por ela.

Baixe agora

Como funciona a gestão compartilhada?

Um exemplo simples de como a gestão compartilhada funciona é o seguinte: imagine um projeto da equipe de marketing, que tenha por objetivo aumentar atratividade dos produtos e serviços oferecidos pela marca ao cliente. A equipe de vendas, por exemplo, poderá atuar diretamente nesse projeto, já que o assunto em questão faz parte do cotidiano dela de maneira direta.

O que estimula a adoção dessa metodologia é principalmente a troca de conhecimentos detalhados de todas as áreas de um negócio, sempre acompanhando as transformações do mercado, para que as melhores decisões possam ser tomadas.

Voltando ao exemplo do início desse tópico, a multidisciplinaridade adquirida é a maneira mais fácil de se alcançar os resultados esperados. O marketing, nesse caso, tem pouco contato com o público — o que é realidade no setor de vendas. Unindo forças, os setores conseguem vislumbrar estratégias para melhorar a jornada de compra do consumidor e adaptar as ações de acordo com os seus anseios e desejos.

Onde se aplica?

Esse modelo de gestão pode ser aplicado em empresas de diferentes setores e tamanhos, mas também em instituições públicas. No entanto, vale ressaltar que a organização precisa estar alinhada para esse tipo de administração, pois o despreparo pode levar a conflitos de interesses.

Ou seja, ela precisa ser madura o suficiente para deliberar questões urgentes, sem que um líder tire o poder do outro. Como dissemos, a ideia é trabalhar em conjunto, logo, é necessária uma horizontalidade para que haja a participação de todos os membros envolvidos em um projeto, criando um envolvimento consciente e integrado das atividades.

Quais suas vantagens e desvantagens?

entenda-o-que-e-e-como-funciona-a-gestao-compartilhada

A união de gestores de diferentes áreas, com visões distintas a respeito de algo, pode ajudar na criação de um projeto mais completo e com a cobertura de todas as possibilidades. Essa é uma das grandes vantagens da gestão compartilhada, mas existem outras, como explicaremos melhor a seguir. No entanto, toda metodologia que envolva profissionais com perfis distintos também tem os seus pontos fracos, que mostraremos também.

Diferentes perspectivas sobre um mesmo problema

Como dissemos no início deste tópico, uma das grandes vantagens da gestão compartilhada é justamente as diferentes possibilidades de resolução de um mesmo problema. E vale a pena destacá-lo para que a compreensão seja mais ampla.

Profissionais de diferentes áreas pensam em soluções relacionadas às suas perspectivas de mundo. Por exemplo, o setor financeiro terá mais habilidade em avaliar a viabilidade de um projeto e o quanto ele pode gerar em ativos para a empresa, pontuando se vale a pena ou não realizá-lo. O setor de projetos, por sua vez, fará o escopo do que e como deverá ser feito.

Ao uni-los a empresa consegue, por exemplo, otimizar um projeto para que ele gere mais lucro, sem que para isso haja perda em qualidade. Isso pode acontecer de diferentes formas, como na realização de economias em determinada etapa. A solução será mais fluida do que se o projeto estivesse concentrado apenas nas mãos da gestão de projetos.

Desenvolvimento maior das lideranças na empresa

Na gestão centralizada o poder de decisão fica concentrado nas mãos de um único líder. Só que um único gestor não detém conhecimento suficiente sobre todas as áreas, fazendo com que a diluição da gestão seja a melhor alternativa.

Quando há uma divisão entre lideranças, há um maior aproveitamento dos profissionais talentosos da empresa, mas não só isso. As equipes também adquirem maior autonomia, permitindo que elas cresçam e se desenvolvam melhor. Isso tem reflexo direto na organização, pois os valores que a embasam se tornam ainda mais dominantes, visto que todos os profissionais se entendem.

Perda do foco

A gestão compartilhada não precisa ser necessariamente fixa. A estratégia pode ser aplicada apenas quando houver a necessidade. No entanto, muitas vezes é aí que reside o problema, levando a organização a perder o foco e não concluir o projeto.

A estratégia só funciona bem se todos os líderes e demais profissionais da equipe entrarem em um acordo e souberem qual é o principal objetivo de unir forças entre os setores. Se houver a disputa para que uma área sobressaia a outra, o modelo tende a não funcionar.

Dificuldade de se chegar a uma solução

Ao mesmo tempo em que é válido ter ideias divergentes, isso também pode funcionar como um ponto fraco. Quando elas são muito díspares e os líderes não entram em um acordo, há uma grande dificuldade na conquista das metas. Por essa razão, é de suma importância que haja uma sinergia organizacional.

A base de uma boa gestão compartilhada é o planejamento e uma cultura empresarial que estimule a união e as trocas entre equipes. Quando o ambiente favorece e valoriza os funcionários de maneira igualitária, há muito mais facilidade na implementação da estratégia.

Agora que você já sabe como funciona a gestão compartilhada, ainda tem alguma dúvida ou quer mostrar a sua opinião sobre o assunto? Então deixe o seu comentário logo abaixo!

Acessar material

Recém adicionados

Veja nossas últimas atualizações
Materiais Gratuitos