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Descubra o que é gig economy

Fábio Albuquerque
21-08-2018 5:52

A economia mundial é um sistema heterogêneo e mutável, dadas as constantes transformações proporcionadas pelo processo de globalização. Até a forma como são estabelecidas as relações de trabalho entre empregados e empregadores tornou-se diferente ao longo do tempo, o que fez com que surgisse a gig economy. Mas, afinal, o que é gig economy?

Você deve estar se perguntando isso, mas é bem provável que já tenha ouvido muito sobre o seu significado. Talvez até conheça pessoas que façam parte dela. Ainda não descobriu? Continue a leitura e aprenda mais sobre o assunto!

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Afinal, o que é gig economy?

Pode parecer um daqueles termos utilizados na área de TI, mas é bem diferente disso. Na verdade, a gig economy é definida como economia sob demanda, ou freelance economy. Sim — o conceito está diretamente ligado à movimentação econômica promovida pelo trabalho remoto ou freelancer.

Contextualizando, ela compreende os trabalhadores remotos (freelancers), que não têm vínculo empregatício, e as empresas que contratam esses profissionais para realizar projetos pontuais sem que, para isso, tenham a obrigações trabalhistas, como pagamento de 13º salário, FGTS, entre outros.

Como surgiu o termo?

Apesar de o trabalho remoto ter crescido muito nas últimas décadas e se tornado uma tendência devido às tecnologias, o termo gig economy foi cunhado há um bom tempo.

De acordo com estudiosos, a primeira vez que o conceito foi usado foi em meados da década de 1950. O termo “gig” teria aparecido nos escritos de Jack Kerouac, nos quais relata o caso de um trabalho remoto realizado para uma ferrovia.

Foi nessa década também que a população americana passou a incorporar a aceitação de trabalhos sem, necessariamente, um vínculo empregatício. Então, o conceito foi se desenvolvendo ao longo do tempo, até a inserção cada vez maior dessa economia sob demanda no nosso dia a dia.

A seguir, falaremos sobre a sua evolução.

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Como a economia sob demanda evoluiu ao longo do tempo?

A maneira como as pessoas consomem se transformou muito nas últimas décadas, o que exigiu uma adaptação das empresas a essa nova realidade. Com o uso cada vez maior de tecnologias e internet, ainda outras questões foram sendo transformadas — entre elas, as relações de trabalho.

De acordo com uma pesquisa denominada The 2017 State of Telecommuting in the U.S. Employee Workforce, cerca de 2,9% da força de trabalho americana em 2017 (o que corresponde a 3,9 milhões de profissionais) já trabalhava de casa, ao menos, na metade do tempo — número que cresceu 115% desde 2005. Segundo o Intuit Research, é esperado que esse número compreenda mais de 40% dos trabalhadores dos EUA até 2020.

O crescimento exponencial se deve principalmente à evolução de plataformas como Uber, Freelancer.com e Fiverr, que passaram a movimentar a economia oferecendo serviços sob demanda. Nelas, o consumidor adquire apenas o que utilizará — um grande reflexo da necessidade de um consumo consciente e de produtos e serviços mais personalizados.

Quais são as facilidades proporcionadas às empresas?

As empresas que optam por entrar na gig economy podem aproveitar uma série de oportunidades, formando um leque de benefícios oferecidos. Veremos isso melhor a seguir!

Profissionais mais alinhados às demandas específicas

Talvez a maior vantagem para as empresas seja o maior alinhamento dos profissionais às suas expectativas. Afinal, ao contratar freelancers para projetos delimitados, as organizações aproveitam uma expertise maior em demandas específicas.

Como existe uma obrigação de cumprimento do contrato apenas referente ao projeto ou por um tempo predeterminado, a empresa poderá se manter com uma equipe mais enxuta.

Maior economia em relação aos gastos

Os gastos fixos de algumas empresas podem ser bastante altos — o que interfere diretamente na lucratividade, restringindo as possibilidades de investimentos.

Agora, quando opta por contratar trabalhadores remotos, ou mesmo permite que seus contratados trabalhem alguns dias da semana de casa, a organização obtém uma economia em aspectos como aluguel de espaço, energia elétrica, transporte para colaboradores, entre outros.

E aos freelancers?

Os trabalhadores que integram a gig economy também obtêm diversos benefícios ao atuar nesse modelo de negócio. Entre eles, destacamos:

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Maior variabilidade de clientes

Como não tem um contrato fixo com uma empresa, o profissional pode atuar em diferentes projetos, adquirindo mais expertise em sua área de atuação.

Aliás, essa vantagem pode ser considerada até como um diferencial, visto que as contratações acontecerão devido ao seu networking, mas também ao conhecimento que o profissional já tem.

Possibilidade de trabalhar em qualquer lugar

Outra vantagem é poder trabalhar de qualquer lugar. O profissional pode atuar tanto de casa quanto de espaços de coworking, no seu país ou de qualquer lugar do mundo. Ou seja, não terá de lidar com o trânsito das grandes cidades, por exemplo, o que otimiza o seu tempo de trabalho.

Menor estresse para atuar

As cobranças sobre o trabalhador remoto são iguais ou maiores que as de um profissional fixo. No entanto, ele é seu próprio chefe. Isso quer dizer que pode controlar os afazeres para entregar o trabalho no momento certo.

Essa pressão menor faz com que o estresse diminua, o que ajuda na promoção de uma maior qualidade de vida.

Quais são os efeitos da gig economy no cotidiano?

Nem tudo são flores na economia sob demanda: há algumas discussões em voga que põem ela à prova.

Em primeiro lugar, não são todas as empresas e profissionais que se adaptam bem ao trabalho remoto. Isso é um fato. Consequentemente, alguns talentos podem ser perdidos se a empresa, por exemplo, optar por contratar colaboradores remotos para atuar em seus projetos.

Além disso, a informalidade — o que inclui a ausência de direitos e benefícios trabalhistas — faz com que o freelancer tenha que lidar com muita imprevisibilidade financeira. Algumas empresas, inclusive, sofrem com a sazonalidade de bons profissionais. Isso quer dizer que nem sempre aquele trabalhador talentoso estará disponível.

Por isso, é muito importante ter equilíbrio para manter as relações de trabalho sustentáveis. Transparência e espírito de comunidade são fundamentais para a harmonia dos colaboradores e empresas.

Enfim, como vimos, a gig economy é algo bastante positivo para o mercado moderno. Não é à toa que mostramos o percentual do seu crescimento para os próximos anos!

Além de aumentar as opções de renda para a população economicamente ativa, ela promove a maior mobilidade e liberdade para o desenvolvimento da carreira. No entanto, para isso, o profissional precisa estar em constante qualificação e comprometido em oferecer um trabalho de excelência.

Depois de entender o que é gig economy, é possível ter um panorama das suas mudanças e revoluções causadas à sociedade. O fato é que ela continuará crescendo, e cabe aos trabalhadores e às empresas continuarem se adaptando para atender às novas demandas do mercado.

E então, gostou do nosso artigo? Tem alguma dúvida ou gostaria de compartilhar informações a respeito da economia sob demanda e o trabalho remoto? Deixe o seu comentário!

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