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Conheça o promissor mercado de games no Brasil

Fábio Albuquerque
16-10-2018 6:20

Se, antigamente, os games eram vistos apenas como uma forma de lazer, hoje, saiba que o cenário é completamente diferente. Embora continuem sendo excelentes meios de entretenimento para todas as idades, os jogos eletrônicos são levados cada vez mais a sério — afinal, eles já são considerados esportes eletrônicos (eSports) e existem até mesmo times e competições de nível mundial para testar as habilidades dos jogadores.

Com isso, era de se esperar que o mercado de games crescesse cada vez mais, com um número expressivo de desenvolvedores de jogos, empresas apoiadoras e até mesmo profissionais autônomos entrando no segmento — o que não poderia ser diferente no Brasil.

E você, o que já sabe sobre o mercado de games brasileiro? Tem alguma ideia sobre quais são as possibilidades de ascensão profissional na área e como é possível se capacitar? Para ajudar na resposta dessas e de outras questões, preparamos o artigo de hoje. Confira!

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O mercado de games no Brasil

O cenário atual do mercado de games brasileiro é, no geral, bastante favorável. Isso porque ele cresceu em todas as regiões do país — como apontado pelo 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais. Somente de 2013 a 2018, por exemplo, o número de estúdios de desenvolvimento passou de 142 para 364 — com destaque para o Rio Grande do Sul, onde foram registrados 26 novos estúdios de criação em 2018.

A pesquisa concluiu que, nos últimos anos, foram produzidos 1718 jogos no Brasil, sendo 43% deles desenvolvidos para dispositivos móveis (smartphones, tablets, etc.), 24% para computadores, 10% para plataformas de realidade virtual e aumentada e 5% para consoles. Para obter tais dados, foram ouvidas as 375 desenvolvedoras, 85 empresas apoiadoras e 225 profissionais autônomos.

A expansão do segmento em detalhes

Ainda segundo a pesquisa citada no item anterior, é possível detalhar ainda mais o panorama do mercado de games brasileiro, observando seu crescimento por meio de categorias como região, gênero e raça. Quanto ao primeiro aspecto, constatou-se que o número de estúdios de jogos aumentou em todas as regiões:

  • No Norte, passando de 2 produtoras para 10;
  • No Sudeste, de 77 para 196;
  • No Nordeste, de 20 para 61;
  • No Centro-Oeste, de 8 para 31;
  • No Sul, de 35 para 77.

Já em relação ao segundo aspecto, foi observado que a indústria de games ainda é um meio predominantemente masculino, embora o número de mulheres no segmento tenha triplicado nos últimos 5 anos — agora, elas já correspondem a 20,7% dos profissionais. Por fim, quanto ao último fator, dos 2.731 trabalhadores da indústria, constatou-se que apenas 273 são negros e 24 são indígenas.

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A geração de oportunidades

Como já abordamos, a produção de games apresenta um crescimento consistente no país. Segundo dados da Newzoo e da Global Games Market Report 2017, o Brasil já ocupa o 13° lugar na lista de países que mais geraram receita no mercado em questão.

Com isso, o mercado de games vem abrindo várias oportunidades para os desenvolvedores e estúdios. O setor se profissionalizou com o surgimento de entidades, como a Associação Brasileira de Games (AbraGames) e a Associação Comercial, Industrial e Cultural dos Jogos Eletrônicos no Brasil (Acigames). Isso foi possível, sobretudo, por causa do envolvimento do governo e do intercâmbio de conhecimento entre jogadores nacionais e internacionais.

Essa expansão também proporcionou o surgimento de inovações como as mídias especializadas, novos e mais seguros meios de pagamento, canais de distribuição e prestadores de serviços (com conhecimento dos aspectos legais, financeiros e na terceirização de partes do processo de produção de jogos).

Já com relação às atividades profissionais (incluindo as autônomas), percebe-se que as áreas que mais concentram trabalhadores são:

  • Arte;
  • Game design;
  • Gestão de projetos;
  • Animação e controle de qualidade;
  • Programação de jogos (principal fonte de renda dos profissionais autônomos).

Os principais desafios e suas soluções

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É claro que, embora seja notória a ascensão do mercado de games, existem alguns desafios tanto para as empresas brasileiras quanto para as internacionais, sendo o principal deles a promoção e distribuição de jogos. Isso porque, com tantos estúdios lançando títulos, conquistar visibilidade e se diferenciar entre os demais não é uma tarefa tão simples assim.

Para reverter a situação, é necessário que cada vez mais desenvolvedores e demais profissionais se especializem em áreas como o marketing e monetização (o que não é uma tarefa difícil, considerando o grande número de formações nessas áreas), além de prezar e manter o alto nível de qualidade em suas produções.

Além disso, por mais que produzir um jogo ou aplicativo, por exemplo, tenha se tornado mais fácil, permitindo que até mesmo os pequenos desenvolvedores criem e lancem seus produtos, isso só mostra que a concorrência também aumentou, fazendo com que pequenos e grandes estúdios disputem o mesmo espaço e os mesmos usuários.

Contudo, é válido ressaltar que, apesar desse cenário, o ecossistema dos negócios no universo dos games não é mais o mesmo: com o aumento das empresas desenvolvedoras, cresceram também os negócios complementares e especializados na indústria — uma grande evolução para o mercado.

A capacitação como porta de entrada no mercado de games

Se você conferiu o panorama do mercado de games até aqui, provavelmente deve estar se perguntando sobre como é possível ingressar nessa área tão promissora, não é mesmo? Hoje, existem diversas capacitações que abordam as noções necessárias para atuar com o desenvolvimento de jogos, como graduações, pós-graduações, cursos tecnólogos, entre outros.

A pós-graduação em Computação e TI, do Unipê, é uma excelente oportunidade para quem tem interesse em atuar com o desenvolvimento de aplicações e jogos para dispositivos móveis, por exemplo. Nela, são exploradas as seguintes disciplinas:

  • Machine Learning com Internet das Coisas;
  • Desenvolvimento de Software;
  • Desenvolvimento de Aplicações e Jogos para Dispositivos Móveis;
  • Segurança da Informação;
  • Engenharia e Qualidade de Software;
  • Desenvolvimento de Aplicações para Web.

Como você pode ver por meio do panorama que trouxemos neste artigo, o mercado de games no Brasil está em constante ascensão e promete oportunidades cada vez melhores para quem se capacita na área. Para isso, é fundamental optar por cursos de qualidade e oferecidos por instituições de renome.

Caso tenha se interessado pelo assunto e queira ingressar no mercado de games, não deixe de entrar em contato agora mesmo com o Unipê. Vamos ajudar em um importante passo em sua carreira!

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