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Conheça a especialização em medicina do esporte e da atividade física

Fábio Albuquerque
16-08-2018 6:00

A saúde é uma das principais preocupações do brasileiro. É por isso que o mercado esportivo, estético e nutricional cresceu tanto nos últimos anos. Isso fez com que a especialização em medicina do esporte e da atividade física se tornasse um título imprescindível, graças à grande procura pela associação entre a saúde e o bem-estar.

A ideia dessa especialização é desenvolver pesquisas associadas ao impacto do esporte no organismo, melhorar a performance e desenvolver métodos para obter o maior aproveitamento do atleta, seja ele amador ou profissional. Confira, a seguir, um pouco mais sobre essa especialidade!

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O que é a medicina do esporte e da atividade física?

A medicina do esporte e da atividade física ou medicina esportiva é uma especialidade que tem como foco o estudo do exercício físico e dos seus impactos na saúde das pessoas, sejam elas atletas ou não. Isso inclui estudo sobre indivíduos de todas as idades e com diferentes hábitos cotidianos, desde os mais ativos até os sedentários.

A ideia é unir conhecimentos teóricos e práticos a fim de prevenir, tratar e reabilitar pacientes, acompanhando-os tanto antes quanto durante e depois da prática da atividade física além de aconselhar e adaptar os cuidados à realidade daqueles indivíduos que desejam melhorar a saúde por meio do esporte.

Como é o trabalho desenvolvido pelo profissional da área?

Como mencionamos, a medicina esportiva não se restringe aos atletas, mas abrange também aquelas pessoas que pretendem praticar alguma atividade física.

O trabalho do profissional da área inclui, ainda, apresentar os benefícios da atividade regular para a saúde, reduzir a taxa de mortalidade e a incidência de doenças, promover a maior qualidade de vida de pacientes com doenças cardiovasculares, pulmonares, endocrinológicas, renais e neurológicas.

Isso faz com que a especialização em medicina do esporte seja subdividida em diferentes especialidades. Ou seja, o profissional também precisa saber sobre a associação do exercício com doenças crônico-degenerativas como asma brônquica e diabetes, hipertensão arterial, osteoporose, obesidade, entre outras.

Logo, temos entre as qualificações principais a Traumato-Ortopedia e a Cardiologia do Esporte. Elas focam desde problemas cotidianos, como um simples teste de pisada para verificar a força dos ossos na prática esportiva até a adequação do exercício para pacientes que apresentam algum problema cardiovascular.

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Qual é a importância da especialização em medicina do esporte na atualidade?

O sedentarismo e a obesidade são dois dos maiores problemas de saúde mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em todo mundo cerca de 20% dos adultos e 80% dos adolescentes não praticam exercícios físicos com regularidade ideal para a sua faixa etária.

Isso tem agravado o número de doentes crônicos do coração e aumentado a quantidade de derrames e a incidência de câncer.

Em vista desse problema de saúde pública e dos gastos que giram em torno de US$ 54 bilhões em assistência médica a pacientes sedentários, a OMS criou um plano global para aumentar a prática de atividades físicas em 15% entre 2018 e 2030.

A ideia é incentivar as pessoas a fazer caminhadas, a praticar esportes e modalidades de dança. Diante desse cenário, a demanda por especialistas em medicina esportiva tende a crescer exponencialmente. Quanto mais qualificado o profissional for, melhor pois ele precisa lidar com demandas específicas de cada indivíduo.

Ele deverá criar planos de atividades para pacientes obesos sem que isso interfira de maneira negativa na saúde deles, por exemplo, e também tratar lesões em pessoas que praticam atividade física intensa e não podem parar de fazer esportes. Enfim, o profissional servirá a diferentes propósitos e deve estar preparado para isso.

Para quem é indicado o curso?

Quando se fala em medicina esportiva muitas pessoas acreditam que a especialização se restrinja ao público formado apenas por médicos. No entanto, o título de especialista pode ser obtido também por profissionais formados em outras áreas da saúde como educação física, fisioterapia, nutrição, psicologia e enfermagem.

No entanto, vale lembrar que cada um desses profissionais atuará em questões específicas e que competem à sua formação. O nutricionista, por exemplo, precisará contar com o trabalho de um cardiologista a fim de prescrever uma dieta específica para o paciente com uma doença crônica no coração e que precisa praticar atividades físicas.

Como é o curso?

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Agora que já sabemos mais sobre o conceito de medicina do esporte, bem como os profissionais que podem atuar na área e o mercado, é importante conhecermos a estrutura do curso.

Como mostramos, profissionais de diferentes áreas da saúde podem qualificar-se por meio dessa especialização. Isso interfere diretamente na grade do curso, que compreende matérias que abrangem todas essas áreas, o que dá ao especialista a chance de ter uma formação mais completa.

A especialização em medicina do esporte e atividade física tem, em média, 360 horas de duração e abrange matérias como:

  • adaptações endócrinas, metabólicas e neuromusculares imediatas e tardias, induzidas pelo exercício físico;
  • bioenergética do exercício e fisiologia muscular aplicada;
  • efeitos fisiológicos agudos e crônicos do exercício físico sobre os sistemas;
  • nutrição para a saúde, prevenção de doenças crônicas não transmissíveis e desempenho esportivo;
  • biomecânica aplicada ao exercício físico e ao esporte;
  • aspectos da fisiologia da criança e do idoso em relação ao exercício físico;
  • traumatologia e reabilitação de lesões no exercício e esporte;
  • exame do sistema locomotor e profilaxia e critérios para orientação do calçado desportivo;
  • cardiologia esportiva: adaptações do sistema cardiorrespiratório e interpretação clínica do teste cardiopulmonar ao exercício;
  • psicologia para a saúde, prevenção de doenças crônicas não transmissíveis e desempenho esportivo.

A ideia é fornecer ao estudante o máximo de conhecimento para que ele possa atuar com eficácia no tratamento e reabilitação de patologias relativas à saúde e ao esporte. Com isso, ele compreenderá a influência direta que o exercício físico tem no corpo e como é possível adaptar-se a essas condições.

Vale lembrar que o especialista pode atuar em clubes de futebol, associações atléticas, confederações desportivas, mas também em hospitais e clínicas bem como fazer atendimento em consultório particular.

Segundo o portal Nursing, a média salarial pode variar entre R$ 4 mil em pequenas organizações e R$ 16 mil em grandes empresas. No entanto, o valor não é algo fixo, fazendo com que as cifras possam ser diferentes dependendo do local, da experiência do profissional e de outros fatores.

Estudar a anatomia humana e entender sobre os hábitos de cada indivíduo e seus anseios faz parte do dia a dia do profissional que faz a especialização em medicina do esporte e atividade física. Esperamos que o artigo tenha esclarecido para você os principais pontos sobre a profissão.

Você ainda tem alguma dúvida sobre a especialização, sobre a grade curricular ou outra questão? Não se esqueça de deixar o seu comentário aqui! Estamos sempre prontos para ajudá-lo!

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