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A vez das mulheres: as conquistas femininas no mercado de trabalho

Postado por Fábio Albuquerque

Historicamente, percebemos que as mulheres vêm ganhando dentro da esfera pública um espaço que antes era predominantemente masculino. E alguns exemplos disso são as conquistas femininas no mercado de trabalho, na formação profissional, na liberdade de escolha, que são de extrema importância para superar as barreiras machistas que ainda imperam em nossa sociedade.

As mulheres, no decorrer do século XX e início do século XXI, se apresentam como uma importante força de movimentação social, política e, sobretudo, econômica. Elas passaram a conquistar espaços que já eram seus por direito. E a principal reivindicação dessa luta é a igualdade — nos salários, na carreira, nos estudos —, entre tantos outros objetivos que impulsionam o movimento.

Você gostaria de conhecer quais são as conquistas das mulheres no mercado de trabalho nos últimos anos? Siga abaixo e continue lendo sobre a luta feminina e seus progressos dentro do campo profissional!

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Uma permanente luta histórica

O século XX é marcado por duas grandes guerras mundiais, que provocaram em nossa sociedade importantes mudanças, como reformulações sociais, econômicas e políticas. Uma dessas transformações ocorre, primeiramente, na organização familiar e, depois, dentro do mercado de trabalho.

No âmbito familiar, a partir da Primeira Guerra Mundial, as mulheres que, em sua maioria, ocupavam um papel secundário na economia, sendo mães e esposas, foram obrigadas, durante a guerra, a assumir o posto de chefes da família e participar efetivamente como provedoras da casa, enquanto os homens, que antes ocupavam essa função, estavam nos campos de batalha.

Logo após, veio o fim da guerra e o retorno masculino a suas funções. A partir de então, as mulheres passaram a perder lugar no mercado de trabalho. Mas, apesar disso, o primeiro passo tinha sido dado, e o movimento feminista surgiu no final dos anos 60 e início dos anos 70 como uma instituição para dar voz à luta pelos direitos de igualdade das mulheres.

Embora o processo seja lento e gradual, hoje podemos acompanhar de perto a mudança no cenário das organizações trabalhistas. Não há uma única área de atuação no mercado em que uma mulher não esteja presente, o que mostra as conquistas femininas no mercado de trabalho.

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As leis trabalhistas: direitos para todas

Ainda no século XX, as mulheres ocupavam um espaço de desvantagem em relação aos homens. Embora tivessem partido para o mercado de trabalho, continuavam com o ativo papel doméstico, como mães e esposas.

Por isso, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), no caso brasileiro, tem importantes normas de trabalho voltadas às mulheres, que enfrentam jornadas duplas e até triplas em seus ofícios. A licença-maternidade e o direito de não serem demitidas por estarem grávidas são alguns bons exemplos.

Tais leis garantem a estabilidade da mulher, mas de maneira nenhuma funcionam como medidas protecionistas. Afinal, estudos comprovam que o rendimento feminino é igual ou até superior ao masculino. Uma amostra dessa situação é que, em média, as mulheres levam três anos a menos para serem promovidas, em comparação aos homens.

Um dos espaços de maior preconceito é no campo profissional. Diariamente, a qualidade do trabalho desenvolvido pelas mulheres vem sendo colocada à prova, seja pela disparidade de salários ou pela desvalorização da mão de obra.

No entanto, é também no campo profissional que vemos a acumulação de conquistas femininas, as quais são fruto da resistência, do trabalho e da competência de mulheres que não se abalam pelos obstáculos.

Então, percebe-se que é no ramo da informação que as mulheres estão passando para frente seus conhecimentos — e isso contribui para as conquistas femininas no mercado de trabalho. E o progresso da inserção e estabilidade feminina no mercado de trabalho é uma das grandes conquistas dessa luta.

A necessidade de uma melhor qualificação

Um dos principais pontos da luta feminista é a educação e o acesso ao ensino superior, o que resulta no melhor desenvolvimento profissional e na qualificação curricular. Por isso, vemos cada vez mais mulheres se preparando e se qualificando, o que mostra um grande diferencial na hora de apresentar-se para o mercado de trabalho.

Segundo dados do IBGE de 2010, entre 2000 e 2010, o percentual de jovens mulheres entre 15 e 17 anos que cursavam o nível educacional equivalente à sua idade aumentou de 34,4% em 2000 para 47,3% em 2010.

Segundo os dados de 2011, os maiores percentuais dos níveis de escolaridade são ocupados pela população feminina. Ou seja, as mulheres estão se conscientizando de que a educação é o caminho mais adequado para mais conquistas no trabalho.

Outro exemplo sobre esse cenário é que, segundo dados da Capes sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação, as mulheres são maioria dentro desse campo da educação brasileira. Os números mais recentes, de 2015, indicam 175.419 mulheres matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado. Ou seja, elas aproveitam a importante conquista de acesso à educação e ao conhecimento para a busca de um crescimento profissional e social.

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A participação efetiva no mercado de trabalho

Estatísticas do Censo do IBGE de 2003 mostram que, no Brasil, há mais mulheres que homens, sendo que elas são 51,4% da população. Revelam, também, que elas vêm conseguindo empregos com mais facilidade: das 10,1 milhões de vagas de trabalho abertas entre 1989 e 1999, quase 7 milhões foram preenchidas por mulheres.

Embora a disparidade de salários ainda aconteça — segundo dados do IBGE de 2002, 71,3% das mulheres que trabalham recebem até dois salários mínimos, contra 55,1% dos homens —, as conquistas das mulheres vão muito além da dedicação, mas também por necessidade. O cenário atual tem nos apresentado que cada vez mais a situação da mulher que se torna o arrimo da família, o que demonstra o seu papel de protagonista dentro da sociedade.

Em análise dos números do Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), temos um significativo crescimento da taxa de atividades para as mulheres em todas as faixas etárias. Em se tratando da parcela feminina do População Economicamente Ativa (PEA), nota-se que em 2003 o indicador aponta que 40,5% das mulheres estavam atuantes no mercado de trabalho, já em 2011 esse percentual aumentou para 45,3%.

Portanto, sabe-se que ainda ainda há muito o que conquistar. É importante buscar aprimorar suas competências e qualificar-se de maneira a criar novas habilidades e técnicas de conhecimento. O estudo não será apenas para enfrentar o mercado de trabalho, mas funcionará para que o mercado de trabalho procure por alguém como você!

E aí, gostou da análise das conquistas femininas no mercado de trabalho? Deixe aqui seu comentário, vamos discutir essas e muitas outras conquistas feministas e contribuir para esse avanço!

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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