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10 erros fatais em uma entrevista de emprego

Postado por Fábio Albuquerque

Uma entrevista de emprego agendada significa que você está mais perto de conquistar uma vaga de trabalho, pois a etapa de triagem dos currículos já foi vencida. Para conseguir se destacar nessa fase, é preciso tomar cuidado com a sua apresentação e o seu comportamento na hora de conversar com o recrutador.

Uma ação impensada, um detalhe negligenciado ou algum exagero na comunicação pode pôr a perder a sua chance de ser contratado. Para que isso não aconteça, é importante preparar-se com antecedência e procurar dicas para melhorar o desempenho durante a entrevista.

Além, é claro, de atentar-se às atitudes que podem ser prejudiciais de modo a evitá-las. A seguir selecionamos dez desses itens que tiram a chance de vários candidatos e separamos recomendações para melhorar sua performance. Confira!

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Quais são os piores erros em uma entrevista de emprego?

Ao se candidatar a um emprego, muita gente se questiona se existe ou não uma estratégia ideal a ser seguida para aumentar a chance de ser escolhido. A resposta é que isso varia de acordo com a cultura e o tipo da empresa para a qual será feita a entrevista, as habilidades de comunicação do candidato, seu marketing pessoal e o perfil do entrevistador — entre outros pontos.

O que se pode fazer é seguir recomendações e colocar em prática dicas comportamentais que aumentam as chances de mostrar que você é o mais apto à vaga em disputa. Para começar, antes mesmo de enviar currículos, o candidato deve estar focado naquilo que ele deseja e possui maior qualificação.

Disparar currículos para muitas empresas pode transparecer insegurança e aumentar a frustração devido à falta de respostas. Nessas situações, em geral, comete-se o erro de sempre enviar um mesmo arquivo para economizar tempo, sem personalizar as informações de acordo com a vaga e a empresa que o receberá.

Em ambientes virtuais, por exemplo, recrutadores costumam selecionar currículos por meio de palavras-chaves e filtros — e logo descartam os generalistas ou não compatíveis com as exigências da vaga.

Caso o candidato consiga ser chamado à entrevista mesmo assim, ele terá o desafio de mostrar ao recrutador quais características suas combinam com o cargo em aberto. Além, é claro, de ter de justificar como suas experiências, conhecimentos e competências podem lhe indicar como o mais apto ao posto. Mesmo que esse seja bem diferente do que ele quer ou da sua área de atuação.

Tendo isso em vista, lembre-se sempre de definir bem as vagas às quais você deseja se candidatar e confeccionar currículos caprichados e direcionados para cada uma delas. Assim, suas chances de ser chamado para uma entrevista de emprego podem aumentar.

Desse modo, quando uma oportunidade aparecer, não será preciso se preocupar tanto com o fato de aparentar desespero ou falta de objetivos. Você até poderá se preparar melhor para evitar outros erros, alguns dos quais estão listados a seguir.

1. Não ser pontual

Falta de pontualidade no dia da entrevista pode ser fatal, pois impacta diretamente na impressão que o recrutador terá sobre você. Sabe aquela história da primeira impressão ter grande impacto em como as pessoas o avaliam? Pois é. Numa entrevista isso tem um peso enorme, sendo bem difícil reverter uma análise inicial desfavorável.

Chegar atrasado pode transparecer desorganização, desleixo, falta de preocupação ou até de interesse com a entrevista. Se por algum motivo você for chegar tarde, tente ligar antes e passar outro candidato na sua frente — ou remarcar seu horário. O ideal mesmo é se programar e tentar chegar, no máximo, com dez minutos de antecedência.

Se tiver algum compromisso depois, o melhor é avisar ao recrutador — embora o ideal seja reservar aquele período do dia somente para a entrevista. Dessa forma, evita-se o nervosismo e a ansiedade de ter de terminar logo para não se atrasar para a próxima obrigação.

Esse tipo de pressão pode impactar negativamente no desempenho e até transparecer falta de interesse na vaga. Muitas vezes, o recrutador tirou o dia só para se dedicar à seleção, então ele espera que a dedicação do candidato também seja integral.

Aliás, uma entrevista longa e demorada pode indicar que o desempenho está sendo positivo, pois está despertando interesse suficiente no entrevistador para conhecer mais sobre o profissional. Ou seja, ao buscar sair antes, perde-se uma boa oportunidade de impressionar.

2. Não ter cuidado com a imagem

Não ter o devido cuidado com a própria imagem é um dos erros mais comuns, especialmente com candidatos mais despojados. Roupas extravagantes, informais, ousadas ou curtas demais podem tirar pontos durante a entrevista e causar má impressão.

Acessórios exagerados, como pulseiras que fazem barulho, maquiagem pesada, roupas com partes rasgadas e perfume ou desodorante em excesso também devem ser evitados. Tatuagens e piercings à mostra não são recomendados, embora em algumas empresas mais ousadas isso não represente tanto problema. Porém, na dúvida, é melhor cobri-los.

O ideal é buscar vestir-se conforme a cultura da empresa onde será realizada a entrevista de emprego. Por exemplo, organizações ligadas ao setor financeiro tendem a ser mais formais e rígidas com as vestimentas. Já empresas da área de comunicação, marketing ou agências de publicidade são mais descontraídas e aceitam roupas mais informais.

Contudo, para entrevistas em qualquer uma delas, é essencial que as roupas estejam limpas, passadas e arrumadas. O candidato deve cuidar igualmente de sua aparência, mantendo unhas limpas, cabelo arrumado e tendo boa postura ao se sentar.

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3. Não ter desenvoltura durante a conversa

Comunicação é fundamental. Aqueles que conseguem se comunicar melhor possuem mais chances de serem contratados. Porém, é importante também se atentar a algumas atitudes que prejudicam a conversa e sua desenvoltura na entrevista, como:

  • Ser simpático em excesso, o que pode transparecer bajulação, muita liberdade ou intimidade com o recrutador. É preciso ser simpático, mas contido e respeitoso. Você e o recrutador ainda não se conhecem a fundo para que se tenha um grau de liberalidade maior;
  • Não ser objetivo nas respostas, de modo que aparente enrolação ou fuga de algumas perguntas. O importante é ser conciso e dar informações de forma clara, direta e com tranquilidade. Quando a questão for um pouco mais difícil, busque pensar um pouco a respeito de modo a evitar respostas precipitadas;
  • Usar gírias e regionalismos que prejudiquem o entendimento ou transpareçam linguajar muito informal, grosseiro ou até imaturidade do candidato.

4. Não saber nada sobre a empresa ou mercado no qual ela atua

Esse é um erro comum e que desqualifica muita gente: não pesquisar sobre a empresa e o mercado na qual ela atua. Muitos recrutadores fazem perguntas sobre a organização para avaliar o grau de interesse do candidato e se ele pode contribuir de forma estratégica para ela.

Também é uma forma de identificar e eliminar aqueles que só estão interessados na vaga por conta da remuneração ou se estão tentando um emprego não importa onde. Aliás, isso já foi citado acima como um erro: falta de foco na área em que se quer trabalhar.

É importante pesquisar bem sobre a empresa, especialmente sua história, cultura, missão, valores, mercado de atuação, concorrentes diretos (e até indiretos, se possível), quais os objetivos que persegue, etc. Geralmente, uma boa olhada no site institucional dela pode oferecer detalhes sobre esses pontos, além de uma pesquisa no Google.

5. Não fazer perguntas e demonstrar falta de interesse

A entrevista não é só uma sessão de perguntas feitas pelo entrevistador e respostas do candidato. É importante conversar sobre a organização, sobre o cargo e mostrar interesse pelas atividades do cotidiano organizacional — mas sem exageros.

Perguntar sobre as funções do cargo em questão, querer saber do dia a dia dentro da empresa e até indagar sobre os pontos positivos de se trabalhar nela podem ser favoráveis ao candidato. Isso mostrará que se tem interesse e vontade de trabalhar na organização.

Tente também saber dos benefícios e o valor da remuneração, caso não tenham sido mencionados na descrição da vaga. Senão, você poderá ser chamado para o cargo sem saber quanto receberá, o que pode virar uma situação chata ao descobrir que o valor pago é bem aquém do que se esperava. No entanto, cuidado: não pergunte só sobre o salário para não transparecer que esse é seu único interesse.

Deve-se evitar responder frequentemente de forma monossilábica (“sim”, “não”, “quase”...), pois isso pode dar a entender que o candidato está inseguro, nervoso ou até fechado. Caso não entenda uma pergunta, peça para que o recrutador repita. Porém, evite ficar pedindo isso várias vezes, pois pode parecer que está desatento ou possui baixa concentração. Se restarem dúvidas, tente saná-las depois.

6. Mostrar-se uma pessoa arrogante

O candidato precisa destacar suas habilidades, realizações, competências, conhecimentos e resultados obtidos onde trabalhou. Porém, isso não pode ser feito de modo a transparecer arrogância. Evite começar a entrevista já se gabando dos seus feitos.

É preciso ser humilde e responder sobre esses pontos ao ser questionado, o que ocorre geralmente quando o recrutador começa a falar sobre suas formações ou experiências anteriores.

Deve-se cumprimentar e tratar com cordialidade os demais funcionários ao se chegar na empresa, pois eles poderão ser colegas futuros (ou até seus gestores). Por isso, nada de ignorá-los ou agir de forma seca e ríspida com eles. Isso pode ser interpretado como prepotência.

Cuidado com o egocentrismo e com o pronome “eu”. Ao comentar sobre realizações, fale de forma que transpareça que foi trabalho da equipe à qual pertencia e explique o seu papel nela.

Fale de projetos, programas ou outros eventos que participou e que tiveram resultados positivos, salientando a colaboração e o trabalho do grupo. Isso pode até se tornar um ponto positivo, já que mostra que sabe trabalhar em equipe, algo fundamental hoje em dia.

Lembre-se também de não ficar muito na ofensiva durante as perguntas, tentando parecer mais inteligente ou “dono da situação”. É importante respeitar o recrutador e saber o momento certo para falar.

7. Falar mal de empregos anteriores

Criticar negativamente empregos anteriores é um péssimo comportamento, pois transparece imaturidade e até falta de incapacidade de aprender com experiências passadas. Isso pode até ser considerado antiético.

Se algo que não foi bem antes for questionado pelo recrutador, o importante é comentar qual foi o aprendizado obtido. Nada de denegrir ex-chefes, colegas ou as empresas onde se trabalhou. Se você é capaz de falar mal deles, qual a garantia de que não fará o mesmo com a atual? Isso, é claro, se conseguir a vaga.

8. Demonstrar descontrole emocional

Por mais que durante a entrevista de emprego você fique tenso, é importante não se deixar levar pelo nervosismo ou pela ansiedade. O entrevistador sabe que essa situação nem sempre é tranquila, por isso é importante tentar manter o controle e se cobrar menos.

Insegurança e descontrole emocional podem fazer com que o recrutador pense que o profissional não conseguirá lidar com as responsabilidades do cargo, especialmente se for de liderança. Ou que não consegue trabalhar sob pressão, o que nos tempos atuais é muito valorizado.  É necessário ainda evitar atitudes como:

  • Interromper o outro com frequência;
  • Falar exageradamente, mudando de assunto e desviando do tema;
  • Fazer comentários negativos ou apáticos;
  • Agir de modo reativo ou acomodado;
  • Ficar na defensiva, sentindo-se vítima de problemas ocorridos em empregos anteriores.

Por fim, se possuir tiques nervosos, tente mantê-los sob controle.

9. Mentir sobre formação e experiências anteriores

Esse erro geralmente ocorre primeiro no currículo, quando para turbinar as qualificações e aumentar as chances de ser chamado, o candidato inventa cursos e experiências profissionais. Geralmente as invenções ficam por conta de cargos mais altos do que ele realmente ocupou ou da fluência em idiomas.

Várias dessas informações podem ser checadas antes do candidato chegar para a entrevista, colocando-o numa “saia justa”. Informações profissionais inventadas podem ser conferidas com apenas uma ligação às empresas relatadas. O próprio recrutador pode decidir conversar no idioma mencionado, deixando o entrevistado envergonhado por ter sido pego na mentira.

Do mesmo modo, pode-se verificar formações nas instituições descritas no currículo ou ao pedir certificados/diplomas para serem levados na entrevista. Ou até para montar um arquivo do funcionário no RH, caso ele seja contratado, o que aumenta o problema e ainda traz transtornos à organização.

10. Questionar a cultura, os costumes e a idoneidade da empresa

Em tempos de internet, qualquer notícia ou boato negativo sobre uma empresa se espalha rapidamente. O candidato que pesquisar sobre ela para evitar o erro da desinformação pode encontrar algo do tipo.

Porém, é importante checar bem os dados e refletir se você quer trabalhar nessa organização mesmo com esses pontos negativos. Caso decida, ainda assim, tentar a vaga, evite perguntar ou questionar esses assuntos ao recrutador.

Deixe isso para depois, pois a entrevista não é o momento adequado. Você precisa impressionar o entrevistador, não colocá-lo na parede em relação a questões internas que talvez nem façam parte de suas responsabilidades e atribuições.  

O melhor é depois pesquisar por fora, buscar conversar com quem trabalha na empresa ou até com clientes e fornecedores dela. Deve-se evitar questionar ou até impor restrições para sua contratação durante a conversa, principalmente os que signifiquem mudança de costumes ou cultura da organização.

Se ela dá 15 minutos de tolerância para atrasos, evite tentar negociar 30 (exceto se tiver uma boa justificativa, embora saiba que poderá perder pontos na seleção). Perguntar se ela libera uso de smartphone no expediente, se pode acessar internet e outros itens que impliquem paradas no trabalho também passam uma impressão ruim.

Quais são as falhas que os recrutadores consideram mais graves?

Geralmente os recrutadores costumam ser treinados para identificar as personalidades dos entrevistados por meio de gestos, respostas e atitudes. Dessa forma, conseguem analisar se eles possuem características que se encaixam no perfil da vaga ofertada e que se alinham com a organização.  

Porém, mesmo que o candidato seja bem qualificado e tenha um perfil atrativo, alguns itens podem desqualificá-lo de imediato, especialmente os comportamentais. Profissionais que não se entrosam bem ou possuem dificuldade de atuar em equipe geralmente perdem muitos pontos.

Perfis contrastantes com os desejados para a vaga também são eliminados rapidamente. Por exemplo, pessoas tímidas e/ou introspectivas para funções de atendimento ao público, vendas ou suporte a clientes.

Gestos como atender ao celular durante a entrevista também costumam ser fatais, pois demonstram completa falta de interesse e devido valor pelo momento. Pior ainda se o toque for algo bem chamativo e exagerado, o que pode impactar na impressão que se tem sobre o candidato.

Ficar toda hora olhando para o relógio, como se estivesse com pressa para que a entrevista acabe, também ocasiona uma péssima impressão. Isso pode até mesmo fazer com que o entrevistador encerre a conversa e libere o candidato antes do pretendido.

Mascar chicletes, chupar balas ou até comer durante a conversa também não é algo a se fazer, exceto se o candidato precisar se alimentar no horário da entrevista. Isso, por exemplo, pode ocorrer com quem possui hipoglicemia — é bom explicar esse fato para não ser entendido de uma forma equivocada.

Já mencionamos acima: a arrogância e a desonestidade em relação às informações do currículo também costumam ser falhas graves. Isso porque elas sinalizam aspectos comportamentais e de personalidade que podem vir a se repetir em outras situações dentro da empresa, gerando transtornos e situações de atrito com colegas e com a organização.

Negativismo é outro critério de eliminação, pois pode contaminar o humor e afetar o desempenho da equipe onde a vaga foi aberta.

Como evitar esses erros?

Para evitar esses erros é importante se policiar e buscar mudar atitudes comportamentais que podem ser consideradas ruins na hora da entrevista. Elas são as mais difíceis de mudar, mas isso é fundamental não só para conseguir a vaga, como para obter crescimento profissional.

Alguns truques, como falar de frente a um espelho e simular uma entrevista com um amigo ajudam a se preparar melhor e a evitar problemas na hora H. Pesquisar vídeos de especialistas e mais dicas para a hora da entrevista também colaboram bastante.

Nos demais casos, um pouco de cuidado e atenção antes e no dia da entrevista já resolvem. Encaixam-se aqui a escolha da roupa, a pesquisa sobre a empresa e a pontualidade — entre outros pontos.

Como impressionar os recrutadores?

Para impressionar os recrutadores é preciso, primeiro, ter uma boa formação. Tente sempre ressaltar no currículo (e durante a conversa) aqueles cursos que melhor se encaixam nas atribuições da vaga.

Entre eles destacam-se MBAs, cursos de informática, especializações e pós-graduações — principalmente esses últimos. Se você não tiver esses diplomas, é hora de correr atrás e investir numa pós-graduação de qualidade.

Isso aumenta significativamente suas chances de obter a vaga, já que currículos com apenas uma graduação estão se tornando comuns. É preciso se diferenciar. Outra forma de impressionar é ressaltando feitos positivos em experiências profissionais anteriores, especialmente se eles trouxeram resultados significativos para a organização.

Também é interessante pesquisar quais são as habilidades que o mercado de trabalho exige dos profissionais no momento, as que mais estão em alta, de modo a avaliar se você as possui. Se sim, destaque-as no currículo e na entrevista. Se não, busque desenvolvê-las.

Para conseguir se destacar na entrevista de emprego é fundamental ser honesto, manter-se calmo e demonstrar bom humor. A situação pode até ser tensa, mas não deixe isso transparecer e tirar a sua tranquilidade.

Também é importante não se assustar com os demais candidatos, achando-os mais qualificados do que você. Não é só qualificação e experiência que garantem uma vaga — isso sem falar que todos podem estar tão nervosos quanto você.

Busque seguir as sugestões que recomendamos e evite os erros listados acima — mesmo que eles pareçam óbvios e insignificantes. É nos detalhes que um candidato obtém sucesso. Por fim, invista no seu networking para aumentar as chances de conseguir mais entrevistas e até chegar bem recomendado a uma.  

Se você tiver alguma experiência de entrevista de emprego que colabore ou exemplifique as recomendações acima, compartilhe nos comentários! Caso possua e queira deixar aqui algumas outras dicas, fique à vontade!

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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