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10 cases de sucesso com incríveis lições de carreira

Postado por Fábio Albuquerque

O que é preciso fazer para se destacar no trabalho e crescer profissionalmente? Na ânsia de serem reconhecidas como verdadeiras referências dentro das suas respectivas áreas de atuação, muitas pessoas acabam buscando as respostas para essas perguntas dentro da sala de aula e em conteúdos técnicos, mas se esquecem de olhar em volta para absorver as verdadeiras lições de carreira que o dia a dia dá.

Basta analisar algumas notícias e cases com um pouco mais de atenção para perceber que existe um verdadeiro aprendizado por trás de cada uma dessas histórias. Mais do que inspiração, elas são capazes de ensinar, de forma prática e lúdica, princípios de gestão e empreendedorismo, que dificilmente aprenderíamos nos livros didáticos.

Não acredita? Então, confira a seguir 10 cases de sucesso que trazem incríveis ensinamentos de carreira e descubra o quanto a experiência do outro tem a nos acrescentar!

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1. Última missão Columbia da NASA

Em 1972, um programa da Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica, popularmente conhecido como NASA, deu início à construção de veículos espaciais que tornassem viáveis e rotineiras as viagens humanas até o espaço. O programa deu certo e, alguns anos depois, em 1981, aconteceu a primeira missão do Columbia, nome dado ao projeto.

Ao longo de pouco mais de duas décadas, dezenas de viagens se sucederam e ocorreram perfeitamente bem, sem que nenhum tipo de falha provocasse acidentes ou riscos à tripulação. Contudo, a missão espacial de número 28 não teve a mesma sorte.

Lançado em 16 de janeiro de 2003, o ônibus espacial passou pouco mais de 15 dias em órbita e, no dia primeiro de fevereiro do mesmo ano, se rompeu ao entrar na atmosfera da Terra. O acidente foi amplamente divulgado pela mídia e levou à morte de todos os sete tripulantes do Columbia 28.

Uma vez investigada as possíveis razões que conduziram à catástrofe, foi constatado que um pequeno pedaço de espuma isolante que se desprendeu do tanque e atingiu o painel térmico da asa foi o grande causador do acidente. Segundo consta, o material se soltou do propulsor da aeronave e atingiu parte da asa esquerda do ônibus espacial, pouco menos de dois minutos após o seu lançamento.

No dia primeiro de fevereiro, ao tentar reentrar na atmosfera terrestre após duas semanas em órbita, o revestimento da asa recebeu muito calor e vento. Já prejudicado pela espuma, não houve jeito: a asa acabou partindo e provocando o acidente que culminou na morte de sete astronautas.

Apesar do seu final infeliz, o fato é que o que houve com o Columbia 28 muito nos ensina sobre a gestão de processos. Caso os procedimentos de segurança tivessem sido seguidos antes do lançamento ou até mesmo quando a aeronave ainda estava em órbita, o problema poderia ter sido resolvido e os tripulantes, salvos.

2. Cacau Show e seu fundador

A história da Cacau Show teve início quando o seu fundador, Alexandre Tadeu da Costa, começou a revender chocolates. Na época, o rapaz tinha apenas 14 anos e, já talentoso, via nas vendas uma possibilidade de fazer um dinheiro extra para ajudar com as contas de casa.

Na Páscoa de 1988, contudo, um imprevisto aconteceu. Após vender cerca de dois mil ovos de chocolate, o jovem descobriu que o seu fornecedor não conseguiria suprir a sua demanda.

Para não deixar os seus clientes sem o produto e, consequentemente, perder as suas vendas, Alexandre comprou toda a matéria-prima necessária para a confecção dos ovos e procurou por algum cozinheiro que já possuísse experiência no ramo.

Foi nessa ocasião que o empreendedor encontrou aquela que viria a ser a primeira funcionária da Cacau Show. Empenhada e experiente, a cozinheira não hesitou em aceitar o desafio e, após três dias trabalhando exaustivamente, os dois conseguiram entregar a encomenda. Ao todo, o lucro líquido da operação foi de 500 dólares.

Encantado com o promissor mercado de chocolates artesanais, Alexandre iniciou, em 1989, uma pequena loja no bairro da Casa Verde, na cidade de São Paulo. Desde então, vários foram os momentos marcantes para a empresa. Um deles, em especial, chama muita atenção e merece ser destacado pelas lições de carreira que traz consigo.

Esse momento diz respeito ao verão de 1992, quando os chocolates começaram a estragar nos pontos de venda em razão do calor, e a Cacau Show já não tinha dinheiro suficiente para renovar o estoque dos lojistas que foram prejudicados pela temperatura.

Em vez de se desesperar ou se lamentar pela estação mais quente do ano, Alexandre preferiu olhar para as oportunidades e investir na produção e comercialização de panetones. O jovem investiu, também, em novos pontos de venda (pequenos quiosques em feiras natalinas) e em um novo mix de produtos, apostando em salgados e sucos para variar o cardápio e torná-lo mais convidativo para o verão.

Hoje, a Cacau Show é um verdadeiro sucesso e a sua história nos ensina a acreditar no que fazemos e a estar, sempre, de olho no mercado e nas suas oportunidades.

3. China in Box e seu fundador

É provável que você estranhe, mas Robinson Shiba, o fundador da empresa brasileira China in Box, é formado em Odontologia e trabalhava como dentista em um consultório odontológico antes de largar tudo para se tornar um empreendedor.

Depois de voltar de uma temporada nos Estados Unidos, onde trabalhou lavando a louça em um restaurante chinês e descobriu que boa parte dos clientes faziam os seus pedidos pelo telefone, Robinson resolveu lançar um modelo de negócio semelhante ao que viu durante a sua viagem.

Foi assim que surgiu a China in Box, um serviço que consiste, basicamente, no delivery de comida chinesa. Embora possa parecer um tanto quanto comum nos dias atuais, a empresa já existe há mais de 20 anos no país e exigiu muita coragem e persistência logo nos seus primeiros anos de vida.

O motivo? Simples. As pessoas não apostavam no segmento e acreditavam que Shiba estava desperdiçando um futuro brilhante como dentista em prol de um negócio que sequer daria certo. Hoje, a China in Box é uma franqueadora com mais de 150 unidades espalhadas pelo Brasil e que se mostra, cada vez mais, como uma empresa bem consolidada perante o mercado.

A lição de carreira que fica não poderia ser outra: é preciso ter coragem para correr atrás dos nossos sonhos, sair da nossa zona de conforto, arriscar e deixar para trás tudo aquilo que já não nos acrescenta tanto quanto gostaríamos.

Se tivesse permanecido no seu consultório odontológico em vez de arriscar e contrariar as expectativas de todos, Robinson dificilmente teria chegado tão longe quanto chegou graças ao seu compromisso e dedicação para com a China in Box.

4. Natura

A Indústria e Comércio de Cosméticos G. Berjeaut surgiu no fim da década de 60, quando Jean-Pierre Berjeaut e Antônio Luiz da Cunha Seabra decidiram vender produtos de beleza e cosméticos produzidos a partir de composições naturais de altíssima qualidade.

Um ano após a sua fundação, em 1970, a empresa passou a ser chamada de Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. e os seus produtos começaram a ser vendidos de porta em porta, dando início a um novo segmento de atuação: a consultoria. Graças a ela, o consultor tem contato direto com o cliente e o ajuda a encontrar aquilo que procura para ficar ainda mais bonito.

Pouco mais de quarenta anos depois da primeira venda de porta em porta, a Natura conta hoje com mais de 250 mil consultores vendendo cosméticos de modo direto em mais de 4.500 municípios brasileiros.

E os resultados, obviamente, não param por aí. Além dos significativos números em vendas, a Natura passou por uma reformulação de marca que realmente impressiona pela estratégia e qualidade. Após a realização de diversas entrevistas e pesquisas com os seus colaboradores, concluiu-se que a razão de ser da empresa girava em torno da sua filosofia: Bem Estar Bem.

Lúcida e bem posicionada, não é à toa que, hoje, é difícil encontrar um brasileiro que não conheça a Natura e que não a associe à ideia de uma marca sustentável e amiga da natureza.

Quais lições podemos extrair de tanto sucesso? Bom, a primeira delas é que o modelo de negócio é o início de tudo. Sem as vendas diretas a partir do catálogo, dificilmente, a empresa teria se difundido tanto e chegado onde está hoje. A segunda lição é que posicionamento realmente importa. Quando bem definido, ele é capaz de vender não só produtos, mas também causas.

5. Coco Chanel

Quem gosta e pesquisa sobre o universo da moda sabe que poucos nomes foram tão marcantes e fizeram tanto barulho quanto o de Coco Chanel. Nascida em 1883, a francesa e fundadora da marca Chanel S.A. é a única estilista do mundo a figurar entre a lista dos cem nomes mais importantes da história.

Abandonada pelos pais e criada em um orfanato até os 18 anos, Coco dividiu-se por muito tempo entre os ofícios de costureira e cantora, sem nunca se conformar com os padrões a ela impostos.

Muito à frente do seu tempo e dona de uma personalidade extremamente forte e marcante, a moça foi a grande responsável por inúmeras quebras de padrões dentro do mundo da moda — entre eles, o uso das calças femininas — e revolucionou o estilo de toda uma geração.

Obstinada pelo que fazia, a sua dedicação e bom gosto fizeram com que o seu trabalho ganhasse o mundo e fosse gratuitamente admirado (e divulgado) por celebridades como Marilyn Monroe. Entre as lições deixadas pela estilista francesa estão, sem sombra de dúvidas, a importância de ser você mesmo e ter coragem para quebrar regras e padrões, assumindo o papel de protagonista perante o seu próprio futuro.

Também é impossível falar de Coco Chanel e não se lembrar do valor de uma marca pessoal bem construída. Graças ao seu esforço, ousadia e compromisso para com o seu trabalho, a marca da estilista é reconhecida de longe até os dias atuais. Não há mulher que não saiba o valor das duas letras C que aparecem cruzadas na construção do logotipo.

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6. Grupo Pão de Açúcar

Não tem jeito: falar do Grupo Pão de Açúcar é associar a marca a inovação e pioneirismo. Fundada há quase setenta anos, em 1948, a organização foi pioneira no varejo de alimentos e é, hoje, a maior distribuidora do país.

Ao todo, são mais de duas mil lojas — entre mercados, hipermercados, drogarias e lojas especializadas — funcionando em todas as regiões do país e mais de cento e cinquenta mil funcionários. Isso faz do Grupo Pão de Açúcar a empresa privada que mais emprega no Brasil.

Em 1948, quando foi fundada, a marca desafiou o status quo e foi uma das primeiras a apostar no formato varejista tal qual se tem hoje, oferecendo ao consumidor final uma sortimento de produtos amplo e profundo. Também coube ao Grupo Pão de Açúcar introduzir no mercado a primeira geração de mercados virtuais e no formato delivery, os quais eram, inicialmente, acessados por meio de CD-ROM e telefone.

Outra inovação que também foi feita pela empresa diz respeito à comercialização de marcas próprias. Embora sejam responsáveis por quase metade das vendas realizadas nos Estados Unidos, esse tipo de produto ainda está começando a ganhar força no Brasil. O Pão de Açúcar teve grande influência nesse processo, fazendo com que a Qualitá seja uma das marcas próprias mais fortes e consolidadas do país.

De modo geral, o que fica de lição a partir da análise da história do Grupo Pão de Açúcar é que estar sempre de olho no mercado e ser capaz de inovar são características essenciais para todos aqueles que desejam continuar aprendendo e crescendo.

7. Azul Linhas Aéreas

A Azul Linhas Aéreas foi fundada por David Neeleman em 2008 e, com apenas oito anos de mercado, já conseguiu mudar o jeito do brasileiro voar, tornando-se uma das melhores opções em custo-benefício. Para entender a razão disso é simples. Um rápido mergulho na história da companhia já é mais do que suficiente para perceber quantos diferenciais ela possui desde o seu lançamento.

Do ponto de vista técnico, a Azul é a única empresa aérea do mundo a utilizar apenas aeronaves com head up displays duplos, tecnologia que permite que o piloto receba todas as informações que precisa sem que, para isso, tenha que tirar os olhos da pista.

O conforto é outro atributo da Azul. Em toda a aviação comercial do país, a empresa de Neeleman é a que oferece o maior espaço entre as fileiras das poltronas, tornando a viagem muito mais agradável e confortável.

Os mimos também continuam quando o assunto é comida. Sem que o consumidor precise pagar mais nada por isso, a companhia oferece cinco tipos de snacks durante o voo, com consumo ilimitado.

São tantos os diferenciais da marca que não é difícil entender porque a Azul conquistou o coração dos brasileiros tão rapidamente. Ao conciliar preço acessível e qualidade, a empresa dá uma verdadeira lição de carreira a todos aqueles que ainda têm alguma dúvida de que focar no cliente é essencial, sempre.

8. O Boticário

Se você acompanha os jornais ou gosta de propaganda, é bem provável que se lembre da polêmica que aconteceu em junho de 2015 e envolveu a marca O Boticário. Para celebrar o dia dos namorados, a marca apostou em um comercial delicado e um tanto quanto ousado.

Nele, pessoas do gênero feminino e masculino aparecem, individualmente, se arrumando e escolhendo os seus respectivos presentes. Em seguida, cada uma dessas pessoas se dirige ao encontro do seu par romântico. Em vez de abordar somente os casais heterossexuais, a empresa optou por ir além e abranger, também, os casais homoafetivos. Tudo isso, é claro, com muita delicadeza e cuidado.

Embora o único contato físico que aparecesse no VT publicitário se resumisse a um abraço, os conservadores de plantão não perdoaram e atacaram o comercial, alegando que a veiculação da peça em rede nacional poderia "desrespeitar a família brasileira".

A mensagem repercutiu em diversos meios de comunicação e a propaganda chegou a ser alvo de um processo do Conar, do qual foi absolvida. Por conta de toda a polêmica, a visibilidade da marca aumentou absurdamente: de 24 de maio até o dia 7 de junho, foram mais de 3,2 milhões de visualizações no VT.

Apesar das críticas, o número de avaliações positivas foi mais do que o dobro das negativas. Também houve um aumento de 41% no número de seguidores no canal do YouTube e de 77 mil novos fãs na página no Facebook. Por fim, em outubro de 2015, a peça foi premiada no Effie Awards Brasil, onde faturou o Grand Effie, o prêmio máximo.

Inegavelmente, todos esses números ensinam uma preciosa lição que sempre devemos levar ao longo das nossas carreiras: é preciso, sim, ousar e tomar partido para se destacar em meio à multidão que segue fazendo mais do mesmo.

9. Faber-Castell

Basicamente, toda volta às aulas é marcada pelas mesmas coisas: uma lista com os materiais necessários e lojas de papelaria lotadas de criança. Um ponto, porém, merece especial atenção: qual é a marca que primeiro vem à sua cabeça em um momento como esse? Para muitos, a Faber-Castell é a única lembrança.

E não é à toa. Há mais de 200 anos no mercado, a marca é referência, sendo reconhecida pela qualidade dos seus produtos e pela grande variedade de linhas e materiais. Outro grande destaque da marca diz respeito à sustentabilidade. Presente em mais de setenta países, a empresa é a única do mundo a plantar as madeiras que utiliza para produzir os EcoLápis.

Além dos hectares que são dedicados à produção dos lápis e demais produtos, mais de dois mil deles são destinados à preservação permanente do parque florestal local. Ao todo, são nove mil hectares — área equivalente a dez parques florestais — dedicados à preservação ambiental.

Mais uma vez, a lição que se tem aqui é clara: de nada adianta manter um belo discurso e nada fazer a respeito dele. Coerência é uma característica importante para as marcas e ainda mais fundamental para aqueles que querem se destacar profissionalmente.

10. Havaianas

É possível que você ainda se lembre de quando as Havaianas, em sua histórica versão branca com tiras e solado azul-claro, era vista como brega ou desarrumada. Associada às classes mais baixas, a sandália mais famosa do Brasil tinha, até meados da década de 90, o seu uso restrito ao ambiente doméstico ou, no máximo, às áreas de praia.

Foi só a partir de 1994 que a marca decidiu parar de competir por preço e ingressar de uma vez por todas no universo das empresas que possuem e se diferenciam a partir do seu valor agregado. A partir daí, tudo mudou. O produto, antes limitado a poucas cores, foi redesenhado com novos tons, estampas e formatos de tiras.

Os preços, outrora baixos, subiram e acabaram com a ideia de que Havaianas era um produto destinado às pessoas de menor poder aquisitivo. As praças também mudaram. O que, antes, podia ser encontrado em qualquer mercado popular passou a ser vendido em locais mais sofisticados e com maior zelo (hoje, a marca possui uma loja conceito na Oscar Freire, em São Paulo).

Com a promoção não foi diferente. Durante o final da década de 90 e o início dos anos 2000, inúmeros foram os comerciais que associaram o uso das sandálias Havaianas à imagem de globais. O resultado? Uma marca valiosa e que, agora, acompanha você até nos ambientes mais sofisticados.

Um exemplo de comunicação integrada para profissionais de comunicação e marketing. Além de uma grande lição para todos aqueles que ainda têm alguma dúvida, de que o modo como você se posiciona e a imagem que transmite são aspectos essenciais para aumentar ou diminuir o seu valor no mercado.

A importância das lições de carreira

É possível aprender muito com diferentes marcas que estão no mercado. Logo, se você sonha com o aperfeiçoamento e melhores cargos, é fundamental buscar e aprender mais sobre as lições de carreira que as organizações, que são referência no mercado, oferecem. Isso, com certeza, será um diferencial. Principalmente porque você descobrirá como lidar com diferentes situações que porventura vierem a acontecer na organização para a qual você trabalha.

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Fábio Albuquerque

Fábio Albuquerque

Pró-Reitor da Pós-graduação do Unipê. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade da Paraíba, Especialista em Estratégia Empresarial e Pesquisador de Marketing, Consumo e Sociedade, além de Tecnologia da Informação e Sociedade.

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