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Você já conhece o Marketing 3.0?

A história do Marketing pode ser dividida em três eras: Marketing 1.0, 2.0 e 3.0. Essa divisão acontece pelo fato de que o Marketing, como ciência, está intimamente relacionado ao contexto histórico e cultural em que a sociedade se insere.

Marketing 3.0

Sendo assim, conforme a sociedade se desenvolve, o Marketing também muda, fazendo com que as técnicas que o envolvem sejam alteradas para atingir os objetivos de comunicação. Como cada época possui suas peculiaridades, é inevitável considerar as mudanças que a área sofre a cada nova fase, uma vez que o comportamento do consumidor também evolui.

Entenda mais no post de hoje sobre as fases do Marketing e como a área está revolucionando a forma de pensar e trabalhar estratégias para cativar os consumidores — exigentes e conectados! — nos dias atuais. Acompanhe!

As eras do Marketing

Considerando o livro de Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, “Marketing 3.0 — As Forças que Estão Definindo o Novo Marketing Centrado no Ser Humano”, é possível dividir as três eras do Marketing de maneira mais precisa, da seguinte forma:

Marketing 1.0: surgiu a partir de 1900, no contexto da Revolução Industrial. Foi a era do Marketing centrada no produto.

Marketing 2.0: surgiu a partir de 1990, no contexto da chamada Tecnologia da Informação. Foi a era do Marketing centrado no consumidor.

Marketing 3.0: de 2010 em diante: é era atual dos consumidores altamente conscientes, com o Marketing centrado no ser humano.

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O Marketing 3.0 e as suas novas percepções

De acordo com a definição, o Marketing 3.0 é aquele voltado ao ser humano. Mas como assim? Quais as diferenças que o separam das outras eras? O Marketing anteriormente não era voltado para o ser humano?

A questão é que no momento em que vivemos, ou seja, no auge do Marketing 3.0, o consumidor simplesmente mudou sua maneira de comprar devido aos avanços tecnológicos que o cercam. Em função disso, se antes o objetivo era atender às suas necessidades básicas, agora é preciso considerar muito mais elementos tidos como emocionais e não necessariamente racionais.

Assim, enquanto nos outros momentos os objetivos de Marketing eram centrados no produto (1.0) ou no consumidor (2.0), no 3.0 o objetivo é guiado por valores. Isso significa trabalhar missão, valores e visão e pensar no consumidor como um ser que tem funções emocionais, físicas e espirituais. E, nessa fase, a comunicação é colaborativa, ou seja, ela acontece de muitos para muitos.

Neuromarketing e a lógica de consumo

Diante disso, podemos citar a colaboração, a comunitização e a construção do caráter como os três pilares para o Marketing do futuro.

Colaboração no sentido de interligar empresas, fornecedores e consumidores numa mesma rede. A comunitização diz respeito a empresas ajudarem clientes a se conectarem, dando vida a uma experiência de globalização de cultura de valores, e a criação de caráter tem a ver com a ideia de a empresa enxergar as novas capacidades e possibilidades de análise que o ser humano tem em sua plenitude: corpo, mente e coração.

Assim, o neuromarketing, campo do Marketing que estuda a essência do comportamento do consumidor, surge como uma ferramenta capaz de ajudar na compreensão da lógica de consumo por meio de análise de impulsos e motivações dos clientes.

Em resumo, pensar no Marketing 3.0 é pensar em estratégias voltadas para as pessoas. É considerá-los indivíduos complexos com sentimentos, expectativas e anseios de compra. E, para alcançar êxito nessa área, é preciso que o profissional estrategista em Marketing seja, mais do que dotado de conhecimentos técnicos, um profundo conhecedor do ser humano.

E você, o que acha dessa fase do Marketing que estamos vivendo atualmente? Se identifica com área? Compartilhe com a gente a sua opinião! Queremos te ouvir!

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.