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Tudo o que você precisa saber sobre a redação do ENEM

Se você também está em contagem regressiva para o ENEM, já deve ter perdido algumas boas noites de sono só pensando no tema da redação, não é? A diferença entre a redação e as outras matérias é que português e matemática, por exemplo, você pode estudar com base nas provas anteriores, prevendo o teor das questões que te aguardam na hora da prova. Quanto à redação, não há como adivinhar qual será o tema. Mas não se desespere, nem você e nem nenhum dos seus concorrentes têm bola de cristal. A redação pode até intimidar no princípio, mas ela não é esse bicho de sete cabeças todo não! Com nossas dicas de como fazer uma boa redação do ENEM, você tirará de letra qualquer tema. Vamos lá?

Saiba mais sobre a redação do ENEM!

Saiba o que acontece  no mundo

No mundo essencialmente tecnológico em que vivemos hoje, é fácil estarmos sempre conectados a mídias sociais e à internet, “bombardeados” com milhares de notícias — da cotação do dólar até a descoberta de um novo planeta. A redação geralmente pede que você se posicione de maneira crítica diante desses assuntos e que saiba defender seu ponto de vista com argumentos sólidos. Para não dar “branco” na hora de escrever, quanto mais jornais, revistas, blogs e sites informativos você ler, melhor.   

Redação: mas, enfim, o que cai no ENEM?

Sei que não podemos adivinhar qual será o tema da redação do ENEM 2015. Porém, podemos analisar os temas anteriores, tentar prever o tema escolhido, e assim, conseguir nos preparar melhor na hora da produção.
  • Violência contra a mulher (2015);
  • Publicidade Infantil (2014);
  • Lei Seca (2013);
  • O movimento imigratório para o Brasil no século XXI (2012);
  • Viver em rede no século 21 (2011);
  • O trabalho na construção da dignidade humana (2010).

Não enxergou um padrão na escolha dos temas? Não se preocupe, não existe um padrão pré-definido para escolha dos temas. A única coisa que podemos afirmar é que são temas abrangentes, que exigem de nós, estudantes, visão crítica, posicionamento e argumentação. 

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Comece SEMPRE por um rascunho

Nada de sair escrevendo o que vier à cabeça sem antes montar um roteiro com todas os argumentos organizados, certo? O rascunho é imprescindível para criar um texto que seja coeso e coerente (calma, já já explicamos o que é isso!). Como a maioria dos textos cobrados é do tipo dissertativo-argumentativo, é necessário que a sua redação apresente aquele esqueminha básico de introdução, desenvolvimento e conclusão.

  • Na introdução, apresente a ideia geral do tema e crie uma expectativa em seu leitor sobre como você o desenvolverá em seu texto (com uma pergunta, por exemplo).

  • No desenvolvimento, apresente a defesa do seu ponto de vista (dica amiga: escreva todos os argumentos que vierem à cabeça, por mais bobos que pareçam ser. Depois, selecione os três mais fortes e fale mais sobre cada um em um parágrafo). Não tenha medo de ser original! Não pense apenas no que a banca quer ler, tenha ideias diferentes e pessoais, saia do senso comum e não tenha medo de inovar! Mas tudo isso, claro, sem escapar do tema da redação.

  • Na conclusão, faça um apanhado geral do que foi dito e retome alguma parte da introdução, ou mesmo do título. Se a proposta da redação pedir uma solução do problema exposto, escreva aqui esta solução, de forma enfática e persuasiva, a fim de convencer o leitor.

Leia, releia e leia de novo

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Lembre-se de que você terá 5 horas para fazer não apenas a prova de redação, mas também como as demais matérias escaladas para o dia. Especialistas recomendam que, dessas 5 horas, você reserve ao menos 1h30 para fazer a redação e passá-la a limpo. Mas isso não significa que você deva fazer tudo na correria: uma boa interpretação do enunciado é determinante para que você não fuja do assunto na hora do texto. Então, não tenha pressa! Leia e releia o que pedem as questões, quantas vezes forem necessárias para fixar bem qual é o tema.

Não se esqueça da revisão

Hora de redobrar a atenção! Agora é aquela parte chatinha de prestar atenção nos erros gramaticais, bem como se o texto está escrito de forma coesa e coerente.

  • Coesão é a ligação bem feita entre os parágrafos, de forma a garantir que fiquem harmoniosos e façam sentido. Isso quer dizer que deve haver uma relação de significância entre eles, ou seja, os parágrafos devem possuir uma sequência lógico-semântica. A coesão é feita por meio de termos de referência e de reiteração — por substituições lexicais (quando um termo é substituído por outro ou mesmo quando a palavra é repetida); por conectores (conjunções, preposições e advérbios conectivos); e pela coesão temporal e aspectual dos verbos (mesmo tempo verbal para todos os verbos).
  • Já a coerência consiste basicamente em saber se o seu texto faz sentido ou não. Imagine um texto que começa falando sobre plantações de bananas e, repentinamente, passa a falar sobre a vida em Marte. Coerência nenhuma, certo?! Por isso, existem três princípios de coerência, que são: o da não contradição (as ideias não podem se contrariar); o da não tautologia (repetição de ideias com as mesmas palavras); e o da relevância (os assuntos devem estar conectados entre si e apresentarem ideias relevantes).Por fim, passe o texto a limpo, mantendo a escrita dentro das linhas do papel e, de preferência, com uma letra legível.  Ufa! Agora é só esperar para conferir sua ótima pontuação no resultado do ENEM!

Está se sentindo mais preparado para a redaçãoO que achou dessas dicas? Deixe seu comentário e aproveite ainda para conferir outras sugestões valiosas para se dar bem na redação do ENEM neste post aqui!

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ENEM

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.

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