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Técnico ou graduação: qual a melhor opção para a área pública?

Atualmente, o profissional moderno, independentemente de atuar ou não no setor, deve buscar conhecimento sobre assuntos relativos à administração pública em sua formação. Isso acontece porque, no Brasil, até mesmo as empresas do setor privado são submetidas a um conjunto extenso e bastante complexo de normas e regulamentações estabelecidas pelo poder público. Além do mais, não é nada raro que empresas privadas se relacionem com empresas públicas, autarquias e sociedades de economia mista, seja participando de licitações, prestando serviços ou, simplesmente, recolhendo seus tributos.

Com a crescente preocupação em relação à formação na área, a maioria das pessoas ainda tem dúvidas sobre a diferença entre cursos técnicos e tecnólogos (graduação) na área de gestão pública. Ficou curioso? Então confira!

Qual a melhor forma de se especializar como gestor público?

Qual é o objetivo dos cursos?

Com a atual crise econômica e governamental de nosso país, a busca por uma administração pública mais dinâmica e capaz de atender aos anseios da população a partir da eficiência na prestação dos serviços aumenta, consideravelmente, assim como a demanda por mão de obra qualificada.

E é nesse contexto que devemos encaixar a finalidade dos cursos voltados para a gestão pública, que pretendem formar profissionais realmente preparados para ser tornarem peças fundamentais dessa revolução. 

Quais são as diferenças fundamentais?

Talvez a maior diferença entre os cursos técnicos e de tecnólogos em gestão ou administração pública seja o nível de escolaridade: o curso técnico em Administração Pública proporciona uma formação em nível médio enquanto o de tecnólogo em Gestão Pública se encaixa no nível superior.

Como consequência, o estudante que não tem formação no ensino médio não está habilitado a se matricular em um curso de graduação em nível superior.

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Qual é a duração dos cursos?

Do ponto de vista prático, outra diferença que pode ser importante para quem deseja dar continuidade aos estudos nessa área diz respeito à duração dos programas. Cursos técnicos variam de 2 meses a dois anos, enquanto os tecnólogos, equivalentes a cursos de graduação em nível superior, podem chegar a três anos de estudo.

Como cada profissional atua no mercado?

A formação técnica visa formar profissionais ligados ao setor operacional das organizações, ao passo que os cursos de graduação superior têm a pretensão de formar gestores, supervisores, analistas e coordenadores.

Mas o que isso tudo quer dizer?

Podemos afirmar, resumidamente, que o técnico em administração pública é aquele que está na linha de frente, isto é, que efetivamente coloca a mão na massa. Já o tecnólogo em gestão pública atua no nível gerencial, sendo aquele que desenvolve projetos e políticas públicas, organizando, de forma eficiente, a mão de obra, as finanças e os recursos, além de fiscalizar a correta execução das ações.

Por fim, resta dizer que ambos os cursos estão em alta, justamente por conta da grande demanda por administradores e gestores públicos no mercado de trabalho. Assim, um profissional especializado nessa área dificilmente fica muito tempo sem trabalho.

No entanto, é preciso chamar a atenção para o fato de que o curso de tecnólogo é, obviamente, mais completo e, consequentemente, fornece ao aluno um leque maior de ferramentas para encarar a vida profissional dali em diante. Isso sem falar que a formação em nível superior também permite um planejamento de carreira mais sólido, podendo o profissional alçar voos cada vez mais altos por meio de especializações.

E então, pronto para se especializar na área pública? Que tal aproveitar para dar uma olhadinha no que se estuda durante o curso de Gestão Pública?

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.