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Temas de redação do Enem: casamento gay e intervenção militar

Quando o assunto é a preparação para o Enem, um ponto sempre vem à mente de todos os candidatos: a redação. Com um poder decisório (já que tem um peso alto na nota final), mandar bem nesse quesito é fundamental para ser bem-sucedido no exame.

Pensando nisso, vamos falar hoje sobre dois assuntos que podem ser temas de redação do Enem em 2017: casamento gay e intervenção militar. Assim, fica mais fácil se preparar e potencializar suas chances de arrasar na prova, concorda?

Se você ficou interessado, não deixe de ler a postagem de hoje até o final!

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Casamento Gay

A união homoafetiva é um assunto cada vez mais comum e pauta constante em debates sociais. O Ministério da Educação (MEC) está sempre trazendo a discussão à tona, principalmente demonstrando apoio à causa.

Os direitos do grupo LGBT continuam ganhando defensores e opositores — e podem, sim, ser questão de prova. Se você ainda não está convencido, pense que desde 2014 o próprio MEC garantiu o uso de banheiros de acordo com a maneira como o candidato se identifica nas provas, o que representa um avanço e tanto nesse sentido.

Como a união foi legalizada no Brasil em 2011, atualmente os casais homoafetivos têm os mesmos direitos que os heterossexuais, podendo desfrutar de benefícios como pensões, aposentadorias e até inclusão em planos de saúde.

Ainda assim, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) não funciona como uma lei, ponto que costuma trazer muitas controvérsias. É isso mesmo: os casais homossexuais ainda apresentam dificuldades quando o assunto é adotar uma criança, possíveis registros e questões de guarda.

Para concluir as dificuldades sobre a abordagem, não poderíamos deixar de falar sobre o conservadorismo em algumas comunidades, como as igrejas — alas ainda muito fortes e influentes em uma nação tão plural como o Brasil.

Vale lembrar que, no caso do nosso país, a questão ganhou frente no Judiciário e não por meio do Legislativo, como seria o caminho mais comum. Isso acontece pela forte influência que a Igreja e outros setores conservadores ainda mantêm nas decisões políticas.

É válido citar, também, que a decisão do STF não obriga nenhuma religião a celebrar a união homoafetiva.

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Como o tema pode ser explorado na prova

Todas essas questões podem ser exploradas pelo Enem. Afinal, não dá para negar que elas são bem atuais, não é mesmo? A prova pode trazer a influência histórica da Igreja ou da bancada evangélica sobre o Estado, além das diferentes perspectivas dependendo do país e da religião declarada.

Além disso, você pode considerar os direitos que os homossexuais devem ter, o crescimento do número de casamentos homoafetivos, a importância de um Estado cada vez mais laico e que enxerga cada indivíduo sem qualquer tipo de discriminação.

O número de homicídios causados por homofobia no país ainda é altíssimo e o preconceito está arraigado em grande parte da população. Afora isso, apesar da mudança de pensamento nos últimos anos, o povo brasileiro ainda é majoritariamente conservador e, por isso, grande parte é contra a união homoafetiva.

Por essas e outras, um assunto possível para a redação do Enem pode até ser mais abrangente, como as diversas discriminações (cor, gênero e religião) e ideias dos candidatos sobre como combatê-las.

Intervenção militar

O tema voltou com força máxima nos últimos tempos. Em parte, ele surge da ala mais radical da direita brasileira, que vê nessa alternativa uma possibilidade de retomar o poder. Por outro lado, essa opção é vista como uma opção para “colocar a casa em ordem” depois dos últimos anos de crise política e social.

Quando o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff entrou em pauta, a população entrou em um debate: foi golpe ou não? O assunto bombou nas redes sociais e nas rodas de conversa, e também pode ser uma boa pedida para a redação do Enem.

Nesse caso, você pode discorrer sobre sua perspectiva, mas é bom estar embasado, pois esse é o principal ponto de análise.

Algumas pessoas defendem que as dificuldades enfrentadas por um governo não deveriam ser motivo para anular o mandato de um candidato eleito democraticamente, ponto que traz muitas controvérsias.

Por outro lado, os defensores da medida acreditam que Dilma não tinha mais condições de guiar o País, então nada mais natural que fosse destituída. Enfim, como você deve imaginar, esse é um tema bastante polêmico e que rende “pano pra manga”.

No meio desse cenário, a ideia de intervenção militar começou a ser alimentada por parte da sociedade. Apesar da comprovação de torturas e censura da ditadura, parte dos brasileiros enxerga a época equivocadamente como “pacífica” e sem corrupção.

Já a parcela que é contra a intervenção militar argumenta que essa é uma maneira de ressuscitar a falta de liberdade de expressão, as torturas e os sombrios dias dos anos de chumbo.

Para essa parte da população, a intervenção militar é um primeiro passo para a violência policial e as práticas antidemocráticas e autoritárias. Isso sem contar que, provavelmente, os pobres e menos favorecidos sofrerão com seus direitos cessados, pois não vão ter acesso à Justiça nem aos Direitos Humanos.

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Como o tema pode ser explorado na prova

O aluno pode falar sobre como essa ideia começou a ser alimentada pelos brasileiros, as consequências da ditadura militar de 1964 nos dias de hoje e quais os principais argumentos, tanto dos seus defensores quanto dos opositores.

A prova também pode abordar a situação política dos últimos anos e, como resultado, questionar se esse caminho seria viável.

Como você deve imaginar, a intervenção militar tem tudo para ser tema da redação do Enem. É um assunto atual e discutido por diversas alas da sociedade.

Depois de ler este texto e entender um pouco mais sobre casamento gay e intervenção militar, dois possíveis temas de redação do Enem para 2017, não deixe de ler notícias e treinar redações sobre esses assuntos. Assim, você melhora sua escrita, desenvolve seu poder de argumentação e fica mais preparado para esse momento tão importante!

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ENEM

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.