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Quais são as profissões na área de Direito mais bem-sucedidas?

Depois de anos e mais anos de estudos, trabalhos e provas, chegará a hora de encerrar um ciclo da sua vida para dar lugar a outro, com novos desafios, dilemas e decisões importantes. E então, já consegue imaginar quais serão os rumos da sua carreira? Sim, a faculdade é o ponto de partida para a construção da sua trajetória, demandando a tomada de decisões no presente que provavelmente valerão para a vida toda. Acha um pouco tenso? Mas calma! Preparamos este post justamente para mostrar que a coisa não é tão monstruosa assim!

Se você está pensando em prestar Direito, mas não tem muitas informações sobre cargos e salários, vamos dar uma mãozinha. A partir de agora, mostraremos quais são as profissões na área de Direito mais bem-sucedidas do mercado para que possa conhecê-las e já ir traçando seus planos para o futuro. Pronto? Então fique de olho:

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Juiz federal

O sucesso do juiz Sérgio Moro deu ainda mais luz a esse cargo que é o mais lembrado quando alguém relaciona Direito e sucesso. Um juiz federal pode atuar na justiça comum (propriamente a Justiça Federal) ou em áreas especializadas (como na Justiça do Trabalho ou na Justiça Eleitoral, por exemplo). Ele ingressa na carreira por meio de concurso público nível hard, de 5 fases, que tem até prova oral. Mas você verá, mais à frente, que definitivamente vale a pena! Há também a exigência de ter 3 anos de atividade jurídica comprovada no momento de apresentação dos documentos, sendo que estágio não conta, viu?

Quanto às atribuições, esse magistrado atua aplicando a lei, ou seja, resolvendo conflitos entre pessoas físicas, empresas ou o poder púbico. A diferença entre o juiz federal e o estadual é que cabe ao primeiro julgar ações em que a União, suas autarquias ou empresas públicas federais sejam de alguma forma interessadas. Um juiz tem que ter coragem, senso de justiça, gosto pela leitura e muita (muita mesmo) sensibilidade, pois atuará decidindo o futuro de inúmeras pessoas, usando a lei como base. Responsabilidade e tanto, não acha?

Os benefícios proporcionados são diversos. O que você acha de ser vitalício (só perder o cargo por sentença judicial definitiva) após 2 anos de atividade, por exemplo? Isso sem falar no salário (chamado de remuneração, no serviço público): em torno de 25 mil reais! Viu como todo o esforço pode valer muito a pena?

Procurador do trabalho

Essa profissão também é tudo de bom, mas nem todo mundo conhece. O procurador do trabalho é o “cara” do Ministério Público do Trabalho (MPT), órgão responsável por combater as irregularidades trabalhistas. Defende especialmente os interesses de menores, deficientes e índios, desde que decorrentes de relações de trabalho. Mas também pode atuar denunciando à justiça qualquer ilegalidade ou comportamento abusivo por parte das empresas no que se refere a seus funcionários, independentemente de seu perfil. Tais ações propostas pelo procurador serão julgadas por um juiz federal em uma ação trabalhista. Viu como as coisas se amarram?

As exigências são semelhantes às do cargo de juiz federal: é preciso passar em um concurso público de diversas fases (no caso, 4), obviamente ser formado em Direito e ter ao menos 3 anos de prática jurídica. A remuneração? Por volta de 26 mil reais está bom pra você?

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Defensor público

O que você acha de trabalhar para ajudar juridicamente os mais necessitados, que não têm recursos para contratar um advogado? É exatamente nessa área que atua o defensor público, orientando àqueles que não podem pagar  em prol da promoção dos direitos humanos, na defesa (judicial e extrajudicial) dos direitos individuais e coletivos.

Para se tornar defensor público federal também é necessário ter 3 anos de atividades jurídicas comprovadas e passar em um concurso de 5 fases (provas objetiva, dissertativa e oral, além de avaliação de títulos, sindicância e vida pregressa). Na esfera estadual, os requisitos são semelhantes.

É uma das mais nobres profissões na área de Direito! Para você ter uma ideia, no último concurso para a Defensoria Pública da Paraíba, foram 3.544 inscritos e 20 vagas, com remuneração inicial de 7,1 mil reais. Lembrando que existe um plano de carreira que pode fazer com que esse valor chegue a dobrar ao longo do caminho! Já para defensor público federal, a remuneração inicial é de mais de 16 mil reais. Nada mal, certo?

Advogado da União

O Advogado da União é, como o nome já sugere, o advogado dos órgãos ligados ao Estado brasileiro (chamado de União federal). Atualmente, o nome mais famoso da área é o José Eduardo Cardozo, que ocupava o cargo de Advogado-Geral da União, chefia máxima do órgão que, ao contrário dos outros da carreira, é nomeado politicamente.

Os requisitos incluem, além do bacharelado em Direito, ter no mínimo 2 anos de prática forense comprovada no momento da inscrição definitiva. Daí já dá para imaginar que, diferentemente dos cargos anteriormente citados, para se tornar advogado da União é preciso ter carteirinha da OAB. A remuneração, em janeiro de 2015, estava na casa dos 17 mil reais.

Advogado sócio de escritório ou contratado

Colocamos essa opção aqui para deixar bem claro que quem faz Direito não está destinado a trabalhar única e exclusivamente na carreira púbica, se não quiser.

Dá para atuar por conta própria e ser extremamente bem-sucedido, assim como são aqueles que defendem o interesse de grandes empresas. Sabia que alguns chegam a faturar acima de 250 mil reais por ano? O problema é que, como existem muitos profissionais no mercado, para vencer é preciso ser bem acima da média. Por isso, pense bem antes de escolher uma universidade, combinado?

E por mais que você provavelmente já saiba, vale relembrar que o advogado atua na defesa dos direitos ou interesses de pessoas físicas e empresas, em qualquer instância. Ele estuda os casos com base nas brechas da lei para convencer o juiz da razão de seu cliente. Para isso, formula provas orais e documentais, recomenda procedimentos e movimenta o processo no poder judiciário. Realiza pesquisas de jurisprudência (entendimento comum dos tribunais), elabora peças, contestações e recursos, além de sustentar oralmente a defesa de seu cliente nas audiências. É, sem dúvida, uma profissão desafiadora, instigante e que pode ser muito bem recompensada, se você for fera!

De forma geral, todos esses cargos com alta remuneração são de ingresso extremamente difícil. Na carreira pública, os concursos são de altíssimo nível, exigindo conhecimento aprofundado em diversas áreas do Direito. Na área privada, a seleção é densa, com teste escrito de múltipla escolha, prova discursiva, estudo de caso (em que o candidato aplica seus conhecimentos a uma situação concreta), entrevista, verificação de antecedentes e o que mais o contratante achar necessário!

Para se sair bem em quaisquer desses cargos, é preciso começar bem desde o início, ou seja, entrar em uma universidade top é fundamental para desenhar seu sucesso com o diploma na mão. Lembre-se: quem estuda em uma instituição de ensino superior de excelência já trabalha, desde o primeiro dia de aula, para assimilar conceitos e visões que serão cobrados lá na frente. Claro que boa parte do sucesso depende do seu esforço individual, mas se a base não for boa, as dificuldades serão muito maiores, pois será preciso recuperar o tempo para se igualar a quem estudou com os melhores.

Assim, se você quer mandar bem na carreira lá no futuro, não comece tropeçando! Antes de escolher uma das profissões na área de Direito, encontre uma universidade que tenha um grande complexo universitário, com tecnologia de ponta e os melhores professores do país! Quer stalkear um pouquinho uma delas? Clique aqui!

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.