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Quais habilidades são necessárias para se tornar um engenheiro civil?

Realmente, diante de tamanha evolução tecnológica, associada à crise econômica mundial dos últimos anos, a vida não está fácil para ninguém. Independentemente da profissão ou área, a ralação é geral.

Mas, e para quem quer se tornar um engenheiro civil? Hoje, o que é preciso para se transformar em um profissional de ponta e tirar proveito da crise? De fato, a engenharia civil é, talvez, a mais ampla das engenharias.

Nesse sentido, é essencial conhecer as várias faces dessa profissão, que concentra habilidades técnicas, gerenciais e comportamentais. Especialmente com tantos avanços tecnológicos, que exigem uma atualização constante de quem é da área!

Por isso, listamos neste post os 3 grupos de habilidades necessárias para você se tornar um engenheiro civil “fera”. Interessado? Então continue lendo e confira!

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Quais são as habilidades exigidas para se tornar engenheiro civil?

1. Habilidades técnicas

Como o engenheiro civil atua em várias frentes, é fundamental que ele desenvolva conhecimentos sólidos sobre estrutura, sistema de transportes, hidráulica, geotécnica, estradas, materiais construtivos, e tantas outras competências.

Afinal, como alguém poderia se formar em engenharia civil sem conhecer as principais técnicas de construção? Por isso, essas habilidades técnicas são primordiais. Vejamos, então, as principais delas:

  • Desenhar, projetar e analisar obras;
  • Ter aptidão para cálculos e afinidade com exatas;
  • Representar as obras graficamente;
  • Construir e supervisionar obras;
  • Inspecionar e reabilitar obras;
  • Avaliar o impacto ambiental das obras;
  • Utilizar tecnologias da informação, software e ferramentas para a engenharia civil;
  • Propor soluções que incentivem o desenvolvimento sustentável;
  • Administrar equipamentos e materiais;
  • Prevenir e avaliar os riscos nas obras.

2. Habilidades gerenciais

Aliado às habilidades técnicas, o gerenciamento de equipes, projetos e materiais requer responsabilidade e disciplina. Quem acompanhava o noticiário na década de 1980, por exemplo, se lembra até hoje do desabamento do prédio Palace 2 do Rio, na Barra da Tijuca, dias depois de ficar pronto.

Assim, uma obra de qualidade exige um perfil de liderança: um engenheiro que conduza cronogramas, que consiga motivar seus funcionários, monitorar resultados e manter a produtividade. Entre as atribuições gerenciais, é função do engenheiro civil:

  • Ter perfil de liderança;
  • Coordenar setores de recursos humanos;
  • Ter proatividade para gerenciar equipes;
  • Gerenciar projetos;
  • Resolver conflitos;
  • Propor soluções;
  • Interagir com grupos de outras áreas (administração, computação etc.);
  • Empregar técnicas de controle de qualidade dos materiais e serviços;
  • Promover ações que motivem os funcionários;
  • Atualizar-se por meio de cursos extracurriculares e participação em feiras e congressos na área.

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3. Habilidades comportamentais

Por fim, as características pessoais também podem determinar se a empresa poderá ou não contar com um funcionário. Afinal, como você se porta? Qual é sua atitude diante de determinadas situações? Sabe agir sob pressão?

Você é capaz de se responsabilizar por uma edificação, garantindo total segurança e qualidade ao comprador de um apartamento feito por sua construtora? Saberá lidar com qualquer adversidade que porventura venha a ocorrer? Pois é; pense nisso.

Grosso modo, entre as atribuições comportamentais, é função do engenheiro civil:

  • Ser prático e objetivo;
  • Ter raciocínio lógico;
  • Ter senso apurado de observação;
  • Ter habilidade para se comunicar;
  • Ser criativo;
  • Ter espírito de equipe;
  • Ter visão de mercado;
  • Ter afinidade com a área de exatas;
  • Falar inglês fluentemente;
  • Ser flexível.

Afinal, para se tornar engenheiro civil, é preciso ser bom com números?

De fato, esse é um dos maiores dilemas de quem pretende fazer engenharia civil. É possível tornar-se um engenheiro civil sem ter aptidão para cálculos? A resposta é difícil, porque ser engenheiro significa ser bom em cálculo, trigonometria, álgebra, geometria, física, matemática e ciências afins.

Além disso, ter aptidão para ciências exatas envolve o aprendizado de fórmulas — às vezes, o tradicional “decoreba” —, exercícios que envolvem raciocínio lógico, experimentos e aplicação prática de aspectos quantitativos etc.

Não é à toa que os estudantes de engenharia têm “pavor” de repetir a disciplina de cálculo I e cálculo II na faculdade, o que é muito comum nas principais universidades do país. E, falando sério: como projetar um prédio ou uma casa sem calcular a altura de um pé direito ou o comprimento de uma vaga de estacionamento?

Realmente, é muito importante que um estudante que pretende se transformar em engenheiro civil consiga pensar, organizar as ideias, apresentar os problemas e, posteriormente, soluções.

E quem disse que engenheiro civil só serve pra construir prédios?

Quem foi engenheiro nos anos 1950 ou 1960 nunca poderia imaginar que a engenharia civil chegaria a um nível tal de excelência proporcionado pelo desenvolvimento das novas tecnologias.

Prédios gigantes, com os mais variados avanços e superestruturas complexas de funcionamento, totalmente digitais, com sistemas de segurança inacreditáveis! De fato, é incrível. Mas, afinal, como esses profissionais chegaram a essa perfeição?

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Nessa área, é preciso se atualizar constantemente?

Aí é que está a questão: um engenheiro civil nunca pode se considerar totalmente pronto. Ao longo da carreira, é essencial que ele se atualize por meio de cursos como pós-graduação (especialização), mestrado ou doutorado, e também cursos menores, mais específicos, ligados à própria área de atuação.

Até porque a responsabilidade é muito grande. Recentemente, vários foram os incidentes envolvendo mais de 30 vítimas durante o carnaval do Rio de Janeiro. Dois carros alegóricos tiveram problemas, e pessoas foram internadas — algumas, em estado grave. Foi um engenheiro que fez a avaliação técnica das alegorias. E agora? A quem cabe se responsabilizar?

É por isso que é necessário o profissional estar sempre conectado às tendências do setor. E, como vimos, o campo é imensamente amplo. Há uma série de funções e possibilidades em multinacionais, empresas privadas e públicas, ou em construtoras de pequeno, médio e grande porte.

Contudo, mais importante que a função é a atitude proativa. Galgar posições estratégicas nas companhias vai depender somente da sua capacidade de propor projetos, soluções inovadoras e mudanças eficazes.

Enfim, a engenharia civil é, sim, uma profissão digna, como várias outras. Cabe àquele que deseja ser um profissional diferenciado qualificar-se da melhor maneira possível. Afinal de contas, você quer ou não quer se tornar engenheiro civil bem-sucedido? Pense nisso!

Então, e agora? Será que, depois de ler esse artigo, você chegou à conclusão de que sua praia é mesmo a engenharia civil? E, se gostou da leitura, aproveite e curta nossa página no Facebook e continue por dentro dos nossos conteúdos!

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Engenharia Civil, carreira

Antônio da Silva Sobrinho Júnior

Antônio da Silva Sobrinho Júnior

Doutor em Engenharia Mecânica pela UFPB, o prof. Antonio Sobrinho é engenheiro civil do quadro efetivo da Universidade Federal da Paraíba, atuando nas áreas de Construção Civil, Fiscalização de Obras, Orçamentos, Projetos, Materiais e Estruturas. Ele fez mestrado em Engenharia Urbana e concluiu sua graduação em Engenharia Civil, também pela UFPB.