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Pesquisas Científicas na faculdade: bem-vindo a um mundo novo

Quando o tema é faculdade ou ensino superior, muito se fala das expectativas de emprego e do mercado de trabalho, mas quase nada sobre um dos grandes propósitos da graduação: a iniciação dos alunos na pesquisa científica. Incentivar a curiosidade, a habilidade e a criatividade dos alunos é o principal objetivo das pesquisas realizadas ao longo do curso na forma de projetos experimentais ou mesmo bolsas de estudo patrocinadas.

Se você se interessou pelo assunto e sempre quis fazer, acima de tudo, pesquisas na faculdade, continue lendo, pois este artigo foi feito para você!

Perfil do pesquisador: você tem?

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Antes de pensar no tema de uma pesquisa que realmente desperte seu interesse, é preciso que o aluno reflita sobre o próprio perfil. Afinal, não é todo mundo que apresenta inclinação para o universo das pesquisas, vindo a desistir logo nas primeiras etapas. Veja a seguir algumas das perguntas que você precisa se fazer:

  • Sou curioso?
  • Gosto de me aprofundar sobre diversos assuntos?
  • Gosto de ler?
  • Estou sempre querendo ver o lado oculto dos fatos?
  • Tenho a intenção de melhorar o mundo?

Respondeu “Sim” a pelo menos três perguntas? Opa, então você provavelmente está no caminho certo… Um pesquisador é aquele que não só é capaz de buscar conhecimento, mas também sabe usá-lo a seu favor.

Tipos de pesquisa

1)- Textos de divulgação científica:

Para o aluno que, desde cedo, toma gosto pela pesquisa científica, os textos de divulgação apresentam grande peso ao currículo. Esses textos têm o formato de artigos, com mais ou menos 20 páginas, e são voltados para a comunicação oral em congressos, simpósios e seminários, vindo a ser publicados em atas, revistas da área ou em forma de sinopse. Os textos de divulgação são diferentes dos ensaios, usados para informar à comunidade acadêmica sobre o andamento de alguma pesquisa.

2)- Iniciação Científica:

Na Iniciação Científica, alunos com pouca ou nenhuma experiência como pesquisadores são acompanhados por professores que orientam o desenvolvimento da pesquisa. Essas pesquisas são totalmente financiadas por agências federais como o CNPq ou estaduais, como é o caso da Fapesp em São Paulo, vindo o aluno a receber em média um salário mínimo por mês, até a conclusão do trabalho, além de se comprometer com a apresentação de um relatório todos os meses.

3)- Projeto de Pesquisa :

O projeto é o que chamamos de escopo ou planejamento da pesquisa. Ou seja, o projeto são as hipóteses que o aluno, a partir de um tema, pretende gerar. E é justamente da investigação dessas hipóteses que nasce a pesquisa mais aprofundada, que tentará encontrar uma solução para um possível problema. Os projetos de pesquisa são menos complexos que as monografias e podem ser realizados ao longo do curso, dentro de qualquer disciplina ou mesmo interdisciplinares.

 A incrível batalha do Ensino Superior

4)- Monografias ou TCCs (Trabalho de Conclusão de Curso):

A forma mais comum de pesquisa científica é a monografia, basicamente um texto analítico composto por meio de referências bibliográficas contendo, no corpo, elementos como identificação, posicionamento e fechamento de algum tema ou problema. Um detalhe é que as monografias geralmente evidenciam um grande déficit do aprendizado nas escolas, que é a prática de redação, o que talvez venha a explicar a gravíssima questão dos textos plagiados, um desafio enfrentado por professores e orientadores.

Topo do processo de pesquisa científica:

5)- Dissertação de Mestrado e/ou Doutorado:

A conclusão da dissertação - em forma de relatório científico ou monografia - é o que se exige do aluno para a obtenção do título de Mestre. Para a obtenção do grau acadêmico de Doutor, o aluno deve defender uma tese perante uma banca de avaliadores.

Primeiras descobertas

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O caminho mais comum para a maior parte dos graduandos é se envolver com a monografia na reta final do curso. Além de ter este caráter científico, ela deve ser desenvolvida conforme as regras da ABNT (um Calcanhar de Aquiles na vida de muita gente durante a faculdade).

Tendo definido o objeto empírico (o fenômeno ou fato que se deseja conhecer melhor), o aluno designa um professor - que assumirá o papel de orientador - para ajudá-lo nessa empreitada que, em função da extensa bibliografia, envolve partes maçantes, mas também proporciona muitas descobertas instigantes, principalmente durante a fase da coleta de amostragens que ilustrarão o conteúdo teórico da pesquisa. Mas para que isso aconteça, é importante que o aluno escolha um tema do seu real interesse, pois serão meses e meses tratando de várias camadas ou nuances do mesmo assunto.

Independentemente da área e do tema da pesquisa que for escolher, com certeza as experiências científicas lhe trarão mais conhecimento e ferramentas para desenvolver suas ideias no mercado de trabalho, tornando-se um profissional de ponta altamente disputado por empresas que buscam inovação em seus produtos e serviços. A receita do sucesso? Não parar de estudar!

Tem alguma dúvida sobre pesquisas científicas? Compartilhe com a gente.

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Dicas

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.