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O que você precisa saber sobre o método de correção do ENEM

Imagine que você e um amigo fizeram o Exame Nacional de Ensino Médio e acertaram o mesmo número de questões da prova. Entende-se que vocês tiraram a mesma nota, correto? Errado! No ENEM, o cálculo é baseado na chamada TRI – Teoria da Resposta ao Item. Nesse método de correção, basicamente,  as questões mais difíceis valem mais e as questões mais fáceis valem menos. Neste post, você ficará por dentro desse e outros detalhes sobre a correção da prova do ENEM. Boa leitura!!

Afinal, o que é essa tal de Teoria de Resposta ao Item?

Correção do ENEM

A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é uma metodologia de avaliação utilizada para a correção do ENEM. O método foi implementado no exame com duas finalidades: comparar os resultados dos alunos entre os anos e permitir a aplicação do exame várias vezes ao ano. A TRI não contabiliza somente o número de acertos que estudante teve na avaliação, mas sim o seu grau de conhecimento com base nas respostas dadas e no nível de dificuldade das questões.

Para as correções, a TRI utiliza três parâmetros para avaliação:

  • Parâmetro de Discriminação:

Neste parâmetro é possível distinguir se o estudante domina o assunto abordado da questão ou não.

  • Parâmetro de Dificuldade

As questões são formuladas separadamente e possuem diferentes níveis de dificuldade para avaliar os conhecimentos dos alunos.

  • Parâmetro de Acerto Casual

Neste parâmetro é avaliado se o aluno “chutou”, garantindo assim o acerto ao acaso.

A partir destes parâmetros, a TRI também utiliza como critério para o cálculo da nota o grau de dificuldade de cada questão.

As perguntas são separadas em três grupos de dificuldades:

  • Fáceis;

  • Médias;

  • Difíceis.

Durante a prova, elas ficam ocultas e são misturadas, para que o estudante não diferencie a qual grupo ela pertence. Na correção da prova, as questões não são mais avaliadas separadamente, mas em conjunto. Isso é feito para que elas não tenham pesos individuais.

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Como é formulado o resultado?

O resultado é baseado no desempenho do aluno na prova, ou seja, se você acertou as mais difíceis, deve também acertar as questões mais fáceis. Quando isso ocorre, a TRI entende que o candidato teve domínio nas questões mais simples. Se o estudante acertar uma questão com alto nível de dificuldade e errar uma questão mais fácil, a TRI entende que o aluno “chutou” a questão e que houve equívoco na hora da resposta.

Somente após a correção de todas as provas o resultado é divulgado. A nota que você tirar depende somente do seu empenho e dos seus conhecimentos, ou seja, mesmo que o seu amigo tenha tido o mesmo número de acertos que você, a maior nota será daquele que acertar as questões de maneira mais sábia e coerente conforme a metodologia da TRI.

É possível zerar a prova com a TRI?

Utilizando esse método de correção, mesmo que você erre todas as questões de uma das áreas de conhecimento, você não tirará nota zero. Isso também acontece para aqueles que acertam todas as questões ou 50%  delas. O cálculo nestes dois casos é realizado com o peso do conjunto das questões.

Detector de “chutes”

A TRI também tem o detector de chutes, que possui uma regra clara de utilização: se o estudante chutou a resposta, a nota, automaticamente, é diminuída. Para saber se você chutou na questão ou errou sem querer, eles utilizam as estatísticas. Se você errou muitas perguntas fáceis, a chance de ter acertado uma questão difícil tentando adivinhar a alternativa certa é muito maior. Ou seja, você pode ter chutado.

A importância de obter uma boa nota

O Exame Nacional do Ensino Médio é uma das principais formas de ingresso para as universidades públicas e privadas do Brasil e para aqueles que desejam obter a certificação do ensino médio. Além disso, tirar uma boa nota no ENEM possibilita a participação de programas do governo como ProUni, Sisu ou Ciência sem Fronteiras.

Agora que você sabe que o método de correção do ENEM funciona por meio da Teoria de Resposta ao Item. Lembre-se: sua nota é obtida de acordo com o seu empenho e conhecimento nos assuntos apresentados durante a prova. Então se você tiver ido mal em alguma área de conhecimento, ou na prova, não desanime! Dedique-se e estude mais para conseguir uma boa nota na próxima prova!

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.