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O que se estuda no curso de Gestão Pública?

Diante dos diversos problemas enfrentados pelo Brasil e as dificuldades econômicas e administrativas que o país vem encarando, muitas pessoas começaram a questionar que tipo de competências são necessárias para realizar a gestão pública de uma nação. De fato, é necessário um mix de habilidades, competências e atitudes para ser um bom gestor, porém existem também alguns conhecimentos muito específicos sobre a área que só podem ser transmitidos no curso de Gestão Pública e na prática da profissão. Confira agora um pouco mais sobre esta carreira e o conteúdo do curso:

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Conhecendo a Constituição

Em poucas palavras, a constituição pode ser considerada o conjunto de condutas e normas que regem o bem-estar, os direitos e os deveres de todos os cidadãos brasileiros. Apesar de parecer algo como uma simples lista do que pode ou não ser feito, a Constituição Federal possui muitas leis e frequentemente são criadas emendas constitucionais, que servem para complementar o texto original, caso o mesmo não atenda mais às demandas da sociedade. Desde 1988, ano de sua criação, a Constituição já passou por diversas mudanças, o que exige atualização constante, além do conhecimento daquilo que é ou não constitucional.

Esse mergulho nas leis brasileiras é fundamental para quem deseja se formar em Gestão Pública. Afinal, é preciso conhecer as permissões e deveres de cada protagonista da sociedade brasileira para que o pleno funcionamento do Estado também seja compreendido.

Relações Públicas

O político, por essência, é um representante de uma maioria. E como alguém que exerce papel representativo, é necessário que ele saiba se relacionar diplomaticamente. Dentro do curso de Gestão Pública há o desenvolvimento das habilidades comunicacionais e representativas, algo de extrema funcionalidade para quem precisa representar seu povo nos mais diversos tipos de situação.

Compreensão da sociedade

Filosofia, sociologia, ciência política, história e ética são algumas das ciências humanas que precisam ser compreendidas pelos estudantes do curso de Gestão Pública para que eles, por sua vez, entendam a trajetória de seu país e do seu povo. O conhecimento sobre os aspectos sociais de um Estado é o primeiro passo para a criação de gestores mais responsáveis e conscientes das dificuldades encontradas por um governante.

Estatística e economia

Seis em cada dez brasileiros estão acima do peso, 10% da população brasileira já sofreu algum tipo de descriminação, 14 milhões de brasileiros estão fora da escola. Esses são apenas alguns dos levantamentos feitos pelo IBGE no Brasil. A estatística é fundamental para a análise de dados importantes sobre o comportamento das pessoas e da sociedade como um todo. É através desta ciência que muitos pesquisadores conseguem avaliar a situação do país nas mais diversas nuances sendo extremamente importante dentro da administração pública também.

Outra disciplina matemática de grande relevância são as ciências econômicas. Boa parte do funcionamento da máquina pública passa pelos índices econômicos e pelo desempenho do país no mercado, ou seja, conhecer como funciona a economia e todo o universo financeiro é fundamental para o desenvolvimento de um gestor público.

Cada vez mais fica clara a necessidade de reinvenção do político tradicional e a busca por gestores responsáveis e formados em competências que os creditem como profissionais de Gestão Pública. E não pense que o curso serve apenas para capacitar profissionais para trabalharem na política! Os cursos de Gestão Pública abrem o mercado para quem pretende prestar concurso em autarquias e até mesmo trabalhar na administração de empresas privadas!

Quer fazer parte da próxima turma? Quer saber um pouco mais o que é Gestão Pública? Faz o curso e quer compartilhar suas ideias? Então escreva para a gente nos comentários!  

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.