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O que faz um administrador de empresas?

Se você está prestes a prestar vestibular e anda pensando no curso de Administração, precisa saber desde já que se trata de uma ciência interessantíssima (sim, gestão também é ciência, viu?), com uma grade horária bem diversificada para transformá-lo em um profissional completo. Isso sem contar que a carreira oferece um leque enorme de opções de trabalho, afinal, não há um só lugar nesse mundo que não precisa de um bom administrador! Mas antes de explicarmos, de fato, o que faz um administrador, vamos a algumas informações preliminares? Acompanhe e tome logo sua decisão!

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Para entender a rotina da profissão de administrador, é importante, antes de mais nada, conhecer alguns detalhes. Você já deve saber que uma das habilidades que a carreira proporciona é a de gerir o próprio negócio, em todos os seus aspectos, ou seja, organizar processos, pessoas e recursos de forma inteligente e lucrativa. Mas será que também sabe o que isso realmente quer dizer? Simples: ao longo da carreira, o profissional de Administração tem a possibilidade de se tornar um executivo de uma grande companhia ou até empreender por si mesmo, tornando-se o Chief Executive Officer (CEO) da própria organização. Que tal?

Esse é o caminho perfeito para quem é dinâmico, estrategista e quer adquirir aptidões para liderar pessoas. Na graduação em Administração, as matérias não são como muitas do colégio, que exigem estudo intenso para, na prática, parecerem não ter aplicabilidade. E isso acontece, basicamente, por 2 motivos: primeiramente, porque os professores da faculdade também atuam nas empresas e estão sempre conectados com as exigências do mercado e, segundo lugar, porque cada disciplina é pensada para ser útil no cotidiano profissional.

O administrador é um profissional que pode atuar em diversos tipos de organização, sejam elas públicas, privadas ou ainda sem fins lucrativos, como as ONGs. Além disso, ele também pode trabalhar em nichos diferentes da indústria e do comércio, podendo escolher o mercado tecnológico, gastronômico ou o universo fashion. Afinal de contas, todo empreendimento precisa de um gestor!

A profissão de administrador

Mesmo dentro de uma única empresa, o leque de opções ainda é vasto. Na prática, o administrador pode rodar em diversos departamentos, sendo que sua função principal continua a mesma: gerenciar e criar estratégias para atingir as metas da empresa. Simplificando: é ele quem traça o caminho que conduz a organização ao sucesso!

Na gestão de pessoas, ele pode gerenciar contratações e dispensas, ao mesmo tempo em que aprimora planos de carreira e benefícios. No setor de compras, controla a necessidade de matérias-primas e insumos, negociando com fornecedores e garantindo que não haja desabastecimento. Em vendas e marketing, lá está ele de novo, dessa vez gerenciando equipes, formulando metas ou elaborando novas estratégias de comunicação. Isso sem falar no setor de finanças, onde desempenha papel central nas políticas de aplicação de recursos e na administração de dívidas e investimentos da empresa. E não podemos nos esquecer que ele ainda pode definir as políticas corporativas de sustentabilidade e responsabilidade social, temas em alta hoje em dia!

As principais funções do administrador podem ser resumidas da seguinte forma:

  • Planejar: delimitando objetivos e metas;
  • Organizar: ordenando recursos financeiros, materiais e de pessoal;
  • Controlar: acompanhando tarefas, cronogramas e qualidade;
  • Liderar: direcionando a equipe de colaboradores;
  • Solucionar: resolvendo os problemas que eventualmente surgirem.

São 2 os conceitos fundamentais de eficiência que regem a profissão de administrador: minimizar os custos e maximizar os lucros. Isso quer dizer que a missão aqui é cuidar de cada atividade da empresa, escolhendo materiais (e métodos), calculando despesas, negociando com fornecedores e acompanhando o trabalho dos funcionários. Tudo isso para garantir que o produto (ou serviço) seja entregue com qualidade e a empresa não precise lidar com maiores dores de cabeça.

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O que faz um administrador

As atividades administrativas executadas no dia a dia desse profissional podem ser classificadas em 3 níveis:

Nível estratégico

Estamos na cúpula da empresa. Envolve a formulação de estratégias de longo prazo (acima de 5 anos) e de altíssima importância, como abrir novas filiais, desenvolver um novo produto ou abaixar preços para atacar a concorrência, por exemplo. As decisões tomadas aqui são bem amplas, a fim de definir o rumos, objetivos e planos futuros. Em geral, essa atividade é exercida pelos proprietários, pelo CEO ou por outros diretores.

Nível tático

É nesse nível departamental que o planejamento da diretoria se transforma em ideias mais concretas, de médio prazo (3 a 5 anos). Ou seja: para que o objetivo maior seja alcançado, cada setor deve correr atrás e fazer sua parte, estabelecendo uma meta específica. Por isso, é fundamental que o profissional tenha criatividade e ousadia.

Nível operacional

É o nível das ações de curto prazo, que engloba a execução das tarefas anteriormente planejadas. Nesse nível, tudo é colocado em prática, com os administradores atuando nas funções de controle das tarefas e liderança dos colaboradores.

As especificidades das áreas

Falamos rapidamente sobre as grandes áreas da carreira de Administração demandadas pelo mercado, correto? Mas o assunto definitivamente merece um maior detalhamento. E é o que vamos fazer agora:

Recursos Humanos

A área de Recursos Humanos (também chamada de gestão de pessoas) se encarrega de administrar os comportamentos internos dos colaboradores e direcionar seu potencial. Tem como objetivo selecionar, monitorar e conduzir o capital humano na direção dos objetivos e das metas da empresa.

Finanças

E se o RH é o coração da empresa, a área de finanças é o cérebro. O objetivo desse setor é organizar, captar e aplicar os recursos financeiros da empresa (receitas, despesas, estoques e saldo), sempre prestando contas à diretoria, emitindo pareceres e auxiliando na tomada de decisões.

Logística

Essa área cuida do transporte e do armazenamento de mercadorias, planejando e controlando a entrada e a saída de materiais, de produtos, de serviços e informações da empresa. Atua desde a produção até a entrega ao consumidor.

Gestão Ambiental

Esse é o dedo verde da empresa, campo administrativo que se ocupa da sustentabilidade. Tem como objetivo usar racionalmente os recursos naturais, procurando implantar sistemas de reciclagem, de reutilização da água, de redução a poluição e demais ações que preservem o meio ambiente, gerando economia e ainda melhorando a imagem da empresa.

O cenário para a categoria

A categoria dos profissionais de Administração tem se organizado cada vez mais. Em 2010 foi divulgado um código de ética que trata dos direitos, deveres e honorários da categoria, por exemplo. E ainda é possível obter a carteirinha de administrador, vinculando-se ao Conselho Regional de Administração (CRA), um dos órgãos que orientam e fiscalizam o exercício da profissão.

Mas atenção: depois de formado, não é para estacionar, ok? Para ser bem-sucedido, continuar evoluindo e estar à frente no mercado, é interessante fazer um curso de especialização. Pode inclusive ser em uma das áreas citadas ali acima. Basta escolher a que acha mais interessante e mãos à obra.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que faz um administrador e sobre a profissão de administrador em si, comente aqui e nos conte: já decidiu encarar? Em qual área acha que vai se adaptar melhor? Divida suas impressões conosco!

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.