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Medicina, desafio contemporâneo

Você gosta da segurança que a tradição proporciona, mas está ligado nos desafios contemporâneos? Gostaria de trabalhar em uma profissão de saberes seculares, mas que tem que estar atento ao que está acontecendo na sociedade de hoje, aliando tudo isso ao mesmo tempo? Então você é um forte candidato a fazer o curso de Medicina.

Embora muitos escolham esse curso ora por influência familiar, ora por algum tipo de status da profissão ou, simplesmente, por questões de mercado, a profissão de médico exige grande atenção não apenas ao corpo e às patologias, mas às mudanças atuais no campo e na sociedade.

Medicina: tradição e vocação

Embora seja um dos ofícios mais antigos e tradicionais, a Medicina, que nasceu na Antiga Grécia, foi a última das profissões na área de Saúde a ser regulamentada. Isso por causa de sua enorme abrangência, que foi se especializando ao longo dos anos e, principalmente, no século XX. Dela derivam todos os outros ofícios da Saúde, como a Fisioterapia, a Fonoaudiologia ou a Odontologia, que foram parcelas de atuação do médico que se tornaram especialidade e campos de saberes próprios e independentes. Tais ofícios foram regulamentados muito antes da própria Medicina.

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A publicação do ato médico definiu melhor o que é aplicado somente a médico e o que não pode. O que não deixou de ser controverso, dentro de uma sociedade que vê o médico como principal articulador do cuidado com a Saúde. De tal modo que, nessa situação, por exemplo, o médico tem ainda que pesar as decisões de sua classe, assim como as necessidades e o pensamento da sociedade sobre o ofício, uma grande tarefa sociopolítica!

Dedicação, Sacerdócio e Tecnologias

A Medicina tem que ser pensada como uma espécie de sacerdócio. Isso mesmo. Ainda que a Medicina não tenha nada a ver com religião, o trabalho do médico se assemelha ao do sacerdote religioso, no que diz respeito a sua dedicação e à importância de seu trabalho, de conduzir as pessoas. Nesse caso, saber conduzir a vida e a saúde das pessoas. É preciso paciência, resiliência, persistência, muita dedicação aos estudos, inclusive mesmo quando terminado o curso e a especialização, que acontece logo depois de formado, nas residências médicas. São nelas que o médico pode escolher e desenvolver-se em um campo específico.

Ser médico é um dom e uma forma de vida. É estar em constante aprendizado e é muitas vezes ter que abrir mão de algo pra poder estar onde há mais necessidade de cura. Uma prova disso é o Programa Médicos Sem Fronteiras, em que médicos voluntários vão até países e comunidades muito carentes com o único objetivo: salvar vidas.

Se você está interessado tanto em pesquisar sobre o novo e saber mais dos conhecimentos já estabelecidos, quanto em se arriscar em prol do próximo, a Medicina é o campo ideal a ser seguido!

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.