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Guia: o perfil do profissional de Arquitetura

Postado por Pablo Nogueira

Projetar casas e edifícios incríveis. Trabalhar com paisagismo. Criar belíssimos projetos urbanísticos. Para quem deseja tornar-se um arquiteto, essas são apenas algumas das atividades que vêm à mente quando se pensa na rotina desse profissional, não é mesmo? Além disso, você já parou para pensar qual é o perfil mais adequado para se tornar um arquiteto de sucesso atualmente? Ou se o mercado de trabalho está favorável para a área?

Refletir sobre essas questões é fundamental na hora de escolher um curso de graduação, seja ele qual for. Saber de antemão essas informações evita surpresas e situações desagradáveis no futuro. Ademais, saber que você possui o perfil para tornar-se um excelente profissional na área que você deseja é gratificante, não é?

Mesmo que você não se encaixe exatamente, poderá estar ciente das características e competências que terá que desenvolver — com dedicação, tudo é possível —, e saberá avaliar se você está disposto a fazer isso ou não.

Para auxiliar os candidatos a arquitetos nessas questões tão importantes elaboramos o post de hoje: um guia completo sobre o perfil do profissional de arquitetura! Se você deseja saber mais sobre isso, continue a leitura e fique por dentro!

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Como é o mercado de trabalho para o profissional de arquitetura?

Mesmo quando temos a total certeza de qual carreira desejamos seguir, sempre nos perguntamos quais são as perspectivas futuras para a profissão dos nossos sonhos, certo? Pois para quem deseja ser arquiteto, as notícias são bastante animadoras no que se refere ao mercado de trabalho de arquitetura.

Com o crescimento e desenvolvimento acelerado do nosso país nos últimos anos, o setor da construção civil, infraestrutura e mobilidade urbana foram extremamente alavancados. Isso gerou, obviamente, um aumento significativo do número de vagas disponíveis para arquitetos na construção civil e também em órgãos públicos, destinados ao planejamento e construção de espaços urbanos e moradias populares.

Mesmo em meio à crise econômica atual, a expectativa é de que esses setores continuem em expansão, mesmo que a taxas menos elevadas. Porém, se engana quem pensa que um arquiteto só pode atuar criando e planejando projetos de construção civil.

Apesar de essa ser a atividade mais conhecida atribuída a esses profissionais, uma pessoa formada na área também pode basear e consolidar sua carreira atuando em empresas de paisagismo e urbanismo, em arquitetura de interiores, na restauração e preservação do patrimônio histórico-cultural de uma cidade, em planejamento e desenvolvimento de projetos de comunicação visual, em projetos de iluminação para eventos e cenografia de espetáculos, além de atuar na área acadêmica, como professor universitário e pesquisador da área de arquitetura.

Ufa! Como você pôde ver, as oportunidades do mercado de trabalho de arquitetura são mais amplas do que você poderia imaginar, não é? Mas e quanto à remuneração? Será que um arquiteto ganha bem? Isso depende bastante da região do país onde você irá atuar profissionalmente e, claro, da sua experiência e competência como arquiteto.

No entanto, um arquiteto formado nunca poderá exercer suas atividades por menos de 6 salários mínimos para 6 horas diárias de trabalho. Esse é o piso salarial, definido pela Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e fiscalizado pelo CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Em média, o salário de um arquiteto em início de carreira fica entre R$ 3 e 5 mil.

Qual é o perfil ideal para ser um arquiteto?

Agora que você já se certificou de que o mercado de trabalho está favorável para arquitetos, é provável que você esteja se perguntando se realmente tem o perfil adequado para seguir nessa profissão, certo?

Como toda e qualquer formação, a arquitetura exige determinadas habilidades, além de competências técnicas e teóricas de seus profissionais. Listamos as mais importantes aqui abaixo, para que você já possa se preparar. Confira!

Facilidade com números

Se essa primeira competência já lhe arrepiou dos pés à cabeça, trate de se acalmar. Apesar de contar com uma grade curricular composta por diversas disciplinas baseadas em matemática e cálculo — afinal, todo o profissional de Arquitetura precisa saber calcular o número de colunas de um edifício, para que ele seja seguro, por exemplo —, isso não significa dizer que você tem que ser um gênio da matemática para ser um bom profissional.

Entretanto, possuir certa facilidade com números, cálculos e geometria é, sim, um grande facilitador na hora de se tornar um arquiteto. Se você não faz parte desse time, obviamente não deve desistir de seu sonho por causa disso, mas já tenha em mente que terá que ralar e estudar bastante sobre esse assunto.

Criatividade

Se números e cálculos exatos fazem parte da rotina de um arquiteto, na outra "ponta" das competências necessárias está outro item essencial: a criatividade. Ser criativo e inovador, capaz de criar projetos únicos e com um estilo próprio, são características marcantes de todos os arquitetos mundialmente conhecidos.

Porém, aqui novamente ressaltamos: você não precisa desanimar e desistir de seguir a carreira de arquiteto se a criatividade não está entre as suas aptidões. Apesar de algumas pessoas já nascerem naturalmente criativas e com imensa facilidade de criação, outras são mais lógicas e calculistas, isso é absolutamente normal.

Entretanto, isso não quer dizer que a criatividade não seja uma característica que possa ser desenvolvida, com bastante treino e dedicação. Isso é, inclusive, estimulado e ensinado desde o primeiro ano de graduação. Então, não se preocupe, você será capaz de encontrar a sua criatividade: ela está escondida em algum cantinho do seu cérebro, só esperando para aflorar.

Alinhamento de competências técnicas com os desejos do cliente

Aqui está uma competência fundamental para o profissional de arquitetura. Como arquiteto, você provavelmente trabalhará desenvolvendo projetos para clientes que o contratarão com uma ideia específica. Muitas vezes, essa ideia não estará 100% alinhada com os princípios e conhecimentos arquitetônicos que você adquiriu durante a graduação.

É preciso, então, ter bastante paciência, tolerância e, principalmente, saber ouvir as demandas do cliente com atenção. Você terá que aprender a aliar tudo o que estudou na faculdade com os desejos de quem contratou os seus serviços.

Somente dessa maneira será possível exercer o seu poder de criação e atender às expectativas do cliente ao mesmo tempo, deixando-o satisfeito com o resultado e promovendo sua boa imagem como profissional.

Preocupação com a qualidade técnica e estética

Não importa se você será um arquiteto responsável por projetar mansões e castelos ou condomínios populares. A preocupação em realizar qualquer projeto da melhor maneira possível é o que deve guiar, acima de tudo, as suas atividades profissionais.

Além das questões técnicas, relacionadas à criação, desenvolvimento e execução dos projetos da maneira mais segura e sustentável possível, também é necessário levar em consideração a qualidade estética de cada criação. Lembre-se sempre de que o seu nome estará atrelado para sempre àquele projeto. Por isso, dar o melhor de si em tudo é essencial.

Interesse em desenvolvimento urbano

A humanidade está cada vez mais urbanizada. Nunca antes na história tantas pessoas viveram em cidades. Apesar de esse fato estar intimamente atrelado ao desenvolvimento de países e regiões, ele traz consigo problemas bastante significativos.

O desenvolvimento desordenado de zonas urbanas causa muitos transtornos e afeta diretamente a qualidade de vida da população que ali reside. Os arquitetos possuem, portanto, um papel superimportante no desenvolvimento de projetos de ocupação, mobilidade e infraestrutura urbanas, de modo a contribuir, efetivamente, para a construção de ambientes harmônicos, saudáveis e tecnicamente viáveis.

Por isso, todo e qualquer arquiteto que deseja se dar bem na profissão precisa ter (ou desenvolver) um interesse genuíno em desenvolvimento urbano. Todas as profissões possuem um papel crucial dentro da sociedade, direta ou indiretamente, visando a melhoria das condições de vida de todos, e otimizar a qualidade das cidades será o seu.

Agora que você já descobriu quais as competências necessárias para tornar-se um excelente profissional de arquitetura, continuaremos nosso post falando sobre quais atividades são inerentes a essa profissão. Vamos lá?

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O que faz um arquiteto?

De maneira bem sucinta e generalista, um arquiteto é o profissional responsável por criar, projetar e planejar espaços habitados pelo homem. Apesar de essa descrição abranger de maneira bastante ampla o que faz o profissional de arquitetura, a profissão não se restringe somente a isso.

A pessoa formada em arquitetura também é capaz de coordenar e supervisionar equipes de trabalho, realizar estudos de viabilidade técnico-econômica de empreendimentos, executar e fiscalizar obras, efetuar vistorias, perícias e avaliações, bem como emitir laudos e pareceres.

Além disso, você sairá da faculdade apto a projetar, além de casas e edifícios, obras urbanas voltadas ao paisagismo e ao urbanismo, decoração de interiores e questões sobre iluminação e sustentabilidade.

Na verdade, o item mais importante, que deve guiar toda e qualquer atividade profissional ligada ao ramo da arquitetura, não importando ela qual seja, deve ser a capacidade do arquiteto em priorizar, sempre, a qualidade de vida das pessoas que irão habitar ou frequentar o espaço por ele projetado, executado ou fiscalizado. Para isso, deve-se levar sempre em consideração aspectos técnicos, históricos, culturais e ambientais de cada local.

Justamente por abranger tanto questões técnicas e precisas como também as de cunho cultural e histórico, o curso de arquitetura é de caráter multidisciplinar. Durante o período de graduação — que dura, em média, 5 anos — você cursará disciplinas diretamente ligadas às Ciências Exatas, como geometria e computação gráfica, mas também outras pertencentes às Ciências Humanas e Sociais, como história da arquitetura, sociologia, ética e legislação.

Além disso, para tornar-se um bacharel em arquitetura, você também aprenderá questões específicas da profissão de arquiteto, com disciplinas como estruturas, conforto ambiental, projeto paisagístico, desenho arquitetônico, ergonomia, resistência de materiais, topografia, desenho, tecnologia da construção, entre outras.

Para formar-se arquiteto, além de todas essas e mais outras disciplinas — a grade curricular varia de instituição para instituição —, é necessário também realizar um período de estágio obrigatório e desenvolver um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), que, na maioria das vezes, consiste na criação de um projeto arquitetônico completo.

Porém, para tornar-se um arquiteto de sucesso e reconhecido na área, somente ter um diploma de bacharel em mãos não vai funcionar, viu? Além da graduação, é necessário realizar ações e desenvolver habilidades que o levem a construir uma carreira sólida na área. Quer descobrir como? Leia os próximos tópicos!

Como ser um arquiteto de sucesso?

Como dissemos no item anterior, para ter uma vida feliz e bem-sucedida como arquiteto, não basta somente concluir a graduação. A construção de uma vida profissional sólida e gratificante passa também por alguns passos essenciais, que são muito importantes na vida de um arquiteto.

Confira abaixo quais são eles:

Aprimorar-se constantemente

Para ser um bom arquiteto você deve, obrigatoriamente, manter-se na vanguarda do conhecimento da área. Ou seja, o aprendizado não acaba, de maneira nenhuma, quando você termina a faculdade.

É preciso que você se mantenha em constante aprimoramento e atualização se quiser se destacar em sua profissão. Fazer cursos de especialização, pós-graduação, frequentar eventos da área focados na apresentação e discussão de novidades no setor, ler constantemente o que está sendo publicado, ir a mostras e exposições de arquitetura.

Todas essas são maneiras de manter-se sempre por dentro do que está acontecendo e, mais do que isso, permite que você desenvolva ainda mais suas habilidades como profissional e enriqueça todas as suas criações com o que há de mais atual por aí.

Estar aberto às inovações

O mundo da arquitetura é um dos mais inovadores que existem. Todos os dias novos materiais, técnicas de construção, sistemas e tecnologias são desenvolvidos e aprimorados, ficando à disposição dos arquitetos interessados.

Lembre-se sempre: o mundo está mudando de maneira muito acelerada atualmente, e se você não quiser ficar para trás nessa corrida, é bom estar aberto às inovações e sempre disposto a experimentá-las em seus projetos e ideias.

Construir um bom networking

Apesar de essa ser uma sugestão que vale para toda e qualquer profissão, contar com uma boa rede de contatos é essencial para quem deseja se destacar no ramo da arquitetura. Conheça de perto o trabalho de arquitetos renomados, mas também daqueles que vivem, estudam e trabalham perto de você.

Além de associar-se ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo de sua região — obrigatório para desempenhar as atividades profissionais —, procure frequentar reuniões, eventos, congressos e feiras da área de arquitetura. Nesse tipo de ambiente é possível conhecer outros profissionais, "trocar figurinhas" sobre a profissão e até mesmo estabelecer parcerias em projetos futuros, além de conseguir boas indicações para empregos e sociedades. Faça-se presente!

Engana-se quem pensa que a construção de um bom networking só começa depois da formatura. É possível (e recomendável) que isso comece a ser planejado ainda na graduação. Estabeleça uma relação amigável com os professores — dentro do possível, é claro —, frequente os eventos universitários da área e, principalmente, empenhe-se em conseguir estágios durante a graduação.

É durante os períodos de estágio que você, além de aprender na prática o que é visto em sala de aula e adquirir experiência como profissional, irá conhecer outros profissionais da área. Se você se destacar como estagiário de arquitetura, mostrando-se competente e com capacidade de trabalhar em equipe, você pode, inclusive, ser efetivado ou conseguir excelentes indicações de trabalho após formar-se. Por isso, nunca se esqueça: contatos são superimportantes!

Desenvolver a paciência e a tolerância

Como já descrevemos acima, o bom arquiteto é aquele que possui a capacidade de alinhar seus conhecimentos técnicos e gostos pessoais com as expectativas do cliente. Entretanto, essa não é das tarefas mais fáceis.

Justamente por isso, os profissionais que conseguem desenvolver a paciência e a tolerância com as aspirações (muitas vezes impossíveis de realizar) de seus clientes, se destacam na profissão. Ter sempre em mente que o seu cliente não estudou arquitetura, como você, e que, por isso, pode estar imaginando coisas impossíveis, é o primeiro passo para ter mais paciência e empatia.

Do mesmo modo, saber explicar os pontos de vista técnicos do projeto da maneira mais clara e simples possível, para que ele entenda a viabilidade técnica e as limitações do projeto, faz com que o cliente lhe respeite como profissional e permita que você faça o seu trabalho. Então, antes de irritar-se com pedidos esdrúxulos, respire fundo e controle-se!

Ter coragem para expor as suas ideias

Como você já sabe, criatividade e capacidade de inovar são características cruciais para quem deseja ser um bom arquiteto. Mas como você poderá colocar suas ideias em prática se não expô-las a seus chefes e equipe de trabalho?

Sua sacada pode ser realmente genial, mas ela jamais será incorporada ao projeto se você não se encher de coragem para apresentá-la e defendê-la. Mostrar soluções mais adequadas e melhorias é, inclusive, superimportante para a sua imagem profissional. Diretores e clientes costumam apreciar bastante esse tipo de intervenção e colaboração. Por isso, coragem!

Experimentar e aprender novas ferramentas tecnológicas

A cada ano, mais e mais softwares, programas e aplicativos voltados à área da arquitetura são lançados no mercado. Você não deve, de maneira alguma, ficar de fora dessa "onda tecnológica".

Primeiramente, porque ela veio para ficar. Depois, porque quanto mais softwares e programas você dominar, mais estará apto a criar projetos de maneira inovadora e moderna. A tecnologia BIM (Building Information Modeling) é um bom exemplo de como novas tecnologias estão mudando a cara dos setores de arquitetura, engenharia e construção.

Considerada como uma das tecnologias mais promissoras da área, ela está baseada no gerenciamento de informações dentro de um projeto, desde suas fases iniciais até a sua conclusão, criando um modelo digital que abrange todo o ciclo de vida da edificação. Se for viável, aprenda a utilizar essa tecnologia ainda durante a graduação.

Além disso, ofereça-se, sempre que possível, como voluntário para testar a utilização de novos softwares. Apresente-os aos seus superiores, utilize-os em seus projetos ainda na graduação. Esteja à frente, na vanguarda da tecnologia, e colha os frutos bem mais rápido do que você imagina.

Focar-se na sustentabilidade

O ramo da arquitetura focado na sustentabilidade — e por isso mesmo chamado Arquitetura Sustentável — é visto por muitos especialistas da área como o futuro da profissão. Os aspirantes a arquitetos que focam em aprender técnicas de sustentabilidade em construções e projetos ainda na graduação estão tendo cada vez mais visibilidade e respeito.

Não é para menos! Com a escassez dos recursos naturais e as evidentes mudanças climáticas, as pessoas estão cada dia mais preocupadas em incluir hábitos sustentáveis em suas vidas e rotinas. E isso vale também na hora de contratar um arquiteto para construir ou reformar.

Já existem projetos "amigos do meio ambiente" incríveis, assinados por arquitetos de renome em todo o mundo. Uma pesquisa rápida no Google pode lhe mostrar belíssimos exemplos, como o prédio da prefeitura de Melbourne, na Austrália, ou a sede do Bank of America, em Nova York. Dê uma conferida e inspire-se!

E então? Agora que você já sabe tudo sobre o perfil do profissional de Arquitetura, está certo de que essa é a profissão ideal para você? Em caso afirmativo, ótimo! Siga em frente e corra atrás de seu sonho!

Entretanto, se você percebeu que algumas competências e informações apresentadas ao longo desse post não são características naturais suas, não precisa desanimar! Se essa é realmente a profissão que você deseja seguir, tenha em mente que, com treino e dedicação, qualquer competência ou talento pode ser desenvolvido!

A graduação está aí para isso: ensinar você quais caminhos seguir para se tornar um bom arquiteto (além de aspectos técnicos e teóricos, obviamente). Lembre-se que a sua graduação e a sua carreira, quem faz é você!

Claro que escolher uma instituição de ensino de qualidade é superimportante, mas cabe a você extrair o melhor que o ensino superior tem a lhe oferecer! Por isso, se tornar-se um arquiteto é mesmo o seu sonho, arregace suas mangas e mãos à obra! O futuro lhe espera!

Você gostou desse artigo? Acha que ele foi útil para você? Então não deixe de acompanhar nosso blog para ficar por dentro dos melhores conteúdos sobre Arquitetura e Urbanismo!

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Arquitetura e Urbanismo

Pablo Nogueira

Pablo Nogueira

Pablo é de Porto Alegre, Arquiteto com especialização em Gestão Educacional e mestre em Design pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Foi em sua passagem pela Universidad de La República em Montevideo, Uruguay, ainda durante a graduação, que o docente se apaixonou pelas metodologias de ensino e aprendizagem dentro da Arquitetura, e passou a trilhar o caminho que, para ele, teria sido natural. Atualmente, Pablo Nogueira é o coordenador dos cursos de Design de Interiores e Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê.