Fisioterapia

Fisioterapia e pilates: qual é a relação?

Mariana Brito
16-10-2018 7:34

O pilates é uma atividade cada vez mais comum entre a população, não só como exercício físico, mas principalmente por orientação médica para a recuperação de problemas de saúde. Justamente por isso, fisioterapia e pilates são dois assuntos que estão completamente ligados.

Por trabalhar diretamente com a reabilitação de pacientes, o fisioterapeuta é o profissional habilitado para aplicar as técnicas de pilates, seja qual for a necessidade do pessoa. Está pensando em optar por essa profissão? Então continue a leitura!

Neste artigo, separamos os pontos mais importantes sobre o método pilates e a atuação do fisioterapeuta no ramo. Vamos lá?

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O que é o pilates?

Basicamente, esse é um método para o condicionamento mental e físico, que utiliza aparelhos e equipamentos para realizar exercícios de baixo esforço. Entre os objetivos dessa prática, estão o aumento:

  • Da flexibilidade;
  • Da capacidade respiratória;
  • Do condicionamento físico, no geral;
  • Da força muscular;
  • Da coordenação motora;
  • Do equilíbrio;
  • Da consciência do próprio corpo.

Com o pilates, é possível melhorar a postura e os músculos do chamado “centro de força”, que estabiliza a nossa a coluna cervical, torácica e lombar. Na prática, pessoas com músculos encurtados, tensionados ou enfraquecidos conseguem estimulá-los por meio de exercícios de alongamento, relaxamento e fortalecimento.

Vale dizer, porém, que o pilates vai muito além de uma simples atividade física. Isso porque ele também atua como um método terapêutico, uma ferramenta de recuperação para o tratamento de desordens musculoesqueléticas e outras condições de saúde. Interessante, não é mesmo?

Nesse caso, o pilates passa a ser chamado de clínico, e é muito eficiente para a reabilitação de pacientes com:

  • Fraqueza muscular;
  • Incontinência urinária;
  • Escoliose e hiperlordose;
  • Lombalgias, ciatalgias e cervicalgia;
  • Osteoporose;
  • Hérnia de disco;
  • Artrose;
  • Bursite e tendinite;
  • Sequelas neurológicas, e muitas outras disfunções.

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Por que os fisioterapeutas precisam conhecer o pilates?

Por ser essa uma área cada vez mais procurada pela população, conhecer o método pilates é uma ótima oportunidade de mercado para a classe fisioterapeuta.

Esse profissional pode ser muito mais do que um instrutor para a prática dos exercícios. Isso porque, no seu atendimento, o fisioterapeuta faz uma avaliação integral e elege os recursos do método para um serviço personalizado, adequado para cada um de seus pacientes.

Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), o pilates é uma técnica que utiliza recursos mecanoterapêutico e cinesioterapêutico para a educação dos movimentos corporais, por meio de exercícios terapêuticos.

Dessa forma, o profissional fisioterapeuta é habilitado para oferecer esse serviço, com a garantia de um atendimento que promove a recuperação da saúde física e funcional dos seus pacientes.

Como tudo é registrado em prontuário — o que é uma responsabilidade do profissional — é possível fazer um acompanhamento constante da evolução da pessoa quanto à intervenção, propondo sempre melhorias para garantir a sua reabilitação.

Se você tem esse perfil, então, e deseja uma profissão que cuida e ajuda a recuperar a saúde das pessoas, pode ter a certeza que estará fazendo a escolha certa ao optar pela fisioterapia com foco em pilates.

O fisioterapeuta que atua com pilates pode ser cadastrado como MEI?

O Microeempreendedor Individual (MEI) é uma modalidade de microempresa criada pela Lei Complementar nº 128/2008.

Como definição, esse negócio deve ter uma receita anual inferior a R$ 60.000,00. Além disso, ele conta com um sistema de recolhimento de impostos e contribuições simplificado (Simples Nacional ou Super Simples), com um valor mensal fixo, independentemente da sua receita bruta.

O CGSN (Comitê Gestor do Simples Nacional) é o órgão responsável por estabelecer as atividades autorizadas para utilizar a sistemática do Simples Nacional. Mas, pra que saber tudo isso? É simples: conforme a resolução nº 94/2011, publicada pelo CGSN e atualizada em 2 de dezembro de 2014, fisioterapeutas que atuam com o pilates não fazem parte da lista de atividades autorizadas e definidas como MEI.

Assim, apesar de os profissionais que prestam atividades de fisioterapia e pilates poderem optar pela sistemática Simples Nacional, eles não são podem ser enquadrados como Microempreendedores Individuais.

Por esse motivo, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO 15) realiza fiscalizações de clínicas e hospitais para alertar os profissionais que estão cadastrados como MEI, reforçando que essa modalidade de microempresa não se aplica à fisioterapia.

Antes mesmo de iniciar a caminhada rumo a uma profissão, é importante saber o que a lei permite e não permite fazer. Agora que você já sabe que um fisioterapeuta não pode prestar seus serviços como MEI, nada de burlar as regras quando for atuar no mercado, ok?

O que é necessário para atuar nessa profissão?

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O pilates ainda não foi definido como especialidade de uma profissão, por isso, tanto fisioterapeutas quanto educadores físicos podem trabalhar no ramo. A exigência é ter formação em uma instituição de ensino superior, além de um curso de especialização em pilates.

É importante destacar, no entanto, que para o pilates clínico apenas o profissional da fisioterapia tem a formação adequada — muito diferente do pilates como modalidade de exercício, aplicada pelos educadores físicos.

Isso porque a graduação de fisioterapia fornece ao profissional conhecimentos sobre anatomia, biomecânica e cinesiologia, que são essenciais para a base e o planejamento dos exercícios executados no pilates. Isso é regularizado pela resolução n° 386/2011.

Quais são os benefícios de investir nesse tipo de carreira?

A primeira vantagem que um fisioterapeuta usufrui ao investir no pilates é a certeza da demanda de pacientes que procuram por essa modalidade. Afinal, os médicos têm preferência em indicar o pilates com o fisioterapeuta, justamente porque ele tem a formação e olhar clínico necessários, como já dissemos.

Em outras palavras, o pilates clínico contribui para deixar os consultórios de fisioterapias sempre lotados — o que, vamos combinar, é o sonho de todo profissional.

Não são, porém, apenas os pacientes com recomendação médica que procuram pelo pilates com o fisioterapeuta. Quem deseja receber um atendimento personalizado, adaptado às suas necessidades e limitações, também se interessa pela prática como uma forma de aumentar o seu bem-estar e qualidade de vida.

Com tantos benefícios, fica difícil resistir a essa profissão, certo? Como podemos ver, fisioterapia e pilates são uma combinação que tem tudo para dar certo. Por conta da sua formação, o fisioterapeuta adquire o conhecimento mais adequado para prestar um atendimento completo e exclusivo a cada um de seus pacientes.

Assim, é possível recuperar disfunções de saúde e fornecer os benefícios da prática do pilates com toda a excelência e qualidade necessária! Então, invista na sua formação e faça uma especialização em pilates. Você estará construindo uma carreira que tem tudo para ser de sucesso, prestígio e retorno financeiro!

E aí, gostou deste conteúdo? Sobrou alguma dúvida sobre fisioterapia e pilates? Deixe o seu comentário e divida a sua opinião com a gente!

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