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Entenda de uma vez as áreas de conhecimento do Enem

Você sabe exatamente quais são as área de conhecimento do Enem? Quem já participou desse exame em algum momento já sabe que ele é bem diferente do vestibular ou das provas e simulados que os professores fazem com seus alunos. A começar pela forma como se apresenta: as questões não estão divididas conforme as matérias que estudamos na escola, mas, sim, em quatro grandes áreas de conhecimento.

Isso acontece porque, diferente do vestibular, o Enem quer saber se você está preparado para colocar em prática - literalmente — tudo o que aprendeu no ensino médio. E isso se reflete nos tipos de questões apresentadas: elas tentam, a todo momento, aproximar as aulas teóricas que você teve em sala de aula com as situações mais corriqueiras que existem por aí

É assim que o Enem consegue medir exatamente as habilidades e competências de cada aluno — e nem sempre o nível de conhecimento que ele apresenta.

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Quais são as áreas de conhecimento do Enem?

Com base em tudo isso que falamos acima, aí vai a primeira regra de ouro: para se dar bem no Enem não basta decorar fórmulas, conceitos e datas importantes. Mais do que tudo, você precisa compreender de verdade o que está estudando e, com isso, ser capaz de cruzar e contextualizar todos os conteúdos entre si. Não, isso não é impossível. Afinal, tudo está interligado, mas nem sempre o aluno — que está envolvido com a pressão e a correria das provas - consegue se dar conta disso.

A seguir, vamos dar uma mãozinha e contar detalhes sobre cada uma dessas quatro áreas de conhecimento do Enem e o que cada uma delas pode lhe reservar para o dia da prova!

1. Ciências humanas e suas tecnologias

O que cai: conteúdos de história, geografia, filosofia e sociologia.

Prepare-se para uma prova recheada de figuras, textos de notícias, pensamentos filosóficos, gráficos, charges e fontes documentais. O Enem se utiliza de recursos neste estilo para testar a capacidade que o aluno tem de fazer a relação entre questões sociais, políticas, econômicas, ambientais e culturais da sociedade com diferentes momentos históricos, o que é típico das matérias que englobam essa área de conhecimento.

Isso, aliás, vai muito além do domínio dos conteúdos que estão sendo cobrados: o aluno também precisa estar pronto para fazer uma análise profunda e crítica de cada um deles e associá-los sempre à realidade que os cerca.

2. Ciências da natureza e suas tecnologias

O que cai: conteúdos de química, física e biologia.

As questões desta temática tentam trazer os conceitos técnicos da química, da física e da biologia para o contexto social e aproximá-lo da realidade do aluno e do seu dia a dia. Assim, ele precisará, por exemplo, identificar fenômenos da natureza, explicar processos naturais e tecnológicos por meio das leis da física e da química e relacionar o que determinados fatos do cotidiano têm com a ver com ciência e com o senso comum.

Portanto, para se preparar para este tipo de avaliação, a melhor técnica é olhar para os lados: observe tudo o que acontece em sua volta e dê atenção aos pequenos acontecimentos, como a simples queda de um copo, o movimento de um carro e o voar dos pássaros, e tente explicar para si mesmo como esses acontecimentos se desenrolam, o que os provoca e de que forma esses conhecimentos podem ser aplicados no dia a dia.

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3. Linguagens, códigos e suas tecnologias + redação

O que cai: conteúdos de português, literatura, redação, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação.

Embora seja a área que compreenda o maior número de disciplinas, todas as questões irão se concentrar em um único ponto: a Língua Portuguesa. A prova, portanto, é marcada pela interpretação de textos do início ao fim.

O Enem costuma utilizar diversos recursos para testar a capacidade de interpretação do aluno, usando conceitos, imagens, vocábulos, símbolos, letras de músicas e trechos literários (como poemas), por exemplo, exigindo a aplicação da língua materna em diversas ocasiões do cotidiano e do contexto social, histórico e político - inclusive nas questões de inglês ou espanhol.

Então, é importante que você esteja muito bem informado a respeito do que está acontecendo no Brasil e mundo.

4. Matemática e suas tecnologias

O que cai: conteúdos de matemática.

As questões apresentadas aqui exigem que o aluno vá além da tríade comum de verificar o enunciado, aplicar fórmulas e fazer cálculos, método ao qual ele já está acostumado. A prova que cobra matemática no Enem procura ser a mais próxima possível do mundo real, com situações-problema baseadas em contextos do cotidiano e exemplos práticos que fazem conexão com outras áreas de conhecimento.

A ideia, com isso, é realmente testar se o aluno tem capacidade de interpretar esses dados e utilizar o conhecimento matemático e geométrico para fazer a leitura da realidade e agir sobre ela, dando significado prático para os números e as operações

Então, prepare-se para questões para as quais você terá que interpretar textos, tal qual faz em uma prova de português, para descobrir qual fórmula deve ser utilizada para acertar o resultado.

Mesmo com a divisão das matérias em quatro grandes grupos de estudos, o Enem tem uma marca bem particular que o diferencia do vestibular: a interpretação do texto das questões. Assim, não importa qual é a matéria e qual é o conteúdo cobrado. Se o aluno não conseguir interpretar o que o enunciado está pedindo, ele terá dificuldade de entender a questão e, portanto, assinalar a resposta certa - por mais que domine o conteúdo tratado.

Então, não perca mais tempo: para estar pronto a dominar todas as áreas de conhecimento do Enem, comece já a acompanhar o noticiário da TV, leia jornais, revistas e tente interpretar o que está sendo dito e a que os textos se referem. Com esse exercício diário, você vai treinando a sua capacidade de interpretação e terá mais facilidade durante a prova.

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.