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ENEM 2016: veja tudo que mudou na prova este ano

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma das principais portas de entrada para uma universidade. Consequentemente, é uma porta, também, para uma boa carreira profissional, para um intercâmbio, para a independência financeira — enfim, para a realização de seus sonhos.

Neste post, iremos elencar as principais mudanças que aconteceram do Enem 2015 para o ENEM 2016. Vamos lá?

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Sobre o Enem

O exame foi criado em 1998 para avaliar o desempenho dos alunos ao saírem do Ensino médio, e, a partir de 2009, passou a ser usado como ferramenta de seleção para o ingresso em várias instituições de ensino superior. De lá para cá o teste foi se aperfeiçoando, e, por isso, sempre apresenta algumas novidades.

O que muda todo o ano, faça sol ou faça chuva, é o número de alunos que tentam uma vaga em universidade por meio do Enem. Em 2015, cerca de 5,8 milhões de estudantes fizeram a prova. Para esse ano, já foram quase 9 milhões de inscritos.  

O aplicativo Enem 2016

Vamos começar pelas formas de acompanhamento do cronograma do Enem. Até 2015, a única maneira de saber das novidades, ler os avisos, e consultar datas, horários e locais de prova era por meio do site do Enem, vinculado ao site do Ministério da Educação. Esse ano, o MEC criou o aplicativo Enem 2016, que possibilita aos estudantes acompanharem as informações divulgadas pelo Ministério da Educação.

Além do acompanhamento do cronograma, dados como o número de inscrição e a senha podem ser armazenados no próprio aplicativo, e os estudantes ainda poderão consultar a situação da inscrição, locais de provas, cartão de confirmação, bem como conferir gabaritos e consultar os resultados das provas. O aplicativo Enem 2016 está disponível para Android, IOS e Windows Phone.

E, quem baixa um aplicativo, pode baixar dois! Então aproveite e, quando for baixar o app Enem 2016, conheça também alguns aplicativos que poderão te ajudar na hora de estudar para a prova.

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Segurança reforçada

Como medida de segurança, o INEP — órgão que organiza o Enem — vai adotar medidas ainda mais rígidas para evitar fraudes esse ano. Além do porta-objetos, usado para lacrar objetos eletrônicos como tablets e smartphones, e do detector de metais, já utilizado em 2015, os dados biométricos dos alunos serão coletados em algum momento da prova este ano, para que não aconteça de alguém se passar por outra pessoa e fazer a prova em seu lugar. O MEC, porém, ainda não divulgou em que momento exato esses dados serão coletados.

Outra novidade para aumentar a segurança e evitar fraudes é que, para a abertura dos malotes com os cadernos de provas, agora será necessária a presença de uma terceira pessoa — além de todos os alunos que irão fazer a prova, é claro.

Além disso, o mês da prova também foi alterado de 2015 para 2016. Geralmente, ela é aplicada em outubro, mas, este ano, a data será adiada para novembro em razão das eleições. O objetivo é evitar o clima conturbado de disputa, para que os estudantes façam a prova mais tranquilos.

Dias e horários

Esse ano as provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. No sábado (5), os alunos terão 4 horas e 30 minutos para responder a 45 itens de Ciências Humanas e 45 de Ciências da Natureza. No domingo (6), serão 5 horas e 30 minutos para as 45 questões de Linguagem e Códigos e 45 de Matemática, além da redação.

A mudança, aqui, aconteceu no horário de início das provas. Os estudantes deverão se dirigir às salas de 12h às 13h, mas a prova só terá início às 13h30. A alteração foi feita por razões de segurança, e para que os candidatos tenham tempo de irem ao banheiro, tomar água, passar pelo detector de metais e começar a prova sem apavoramentos e estresse.

Então, fique ligado e não se atrase, ok? Se não, o sonho de entrar em uma faculdade vai ficar só para 2017. E, para evitar isso, confira também estas dicas para não se atrasar para o Enem.

Inscrição

As inscrições para o Enem 2016 se encerraram em maio. Quem fez, fez, quem não fez... só em 2017. Porém, uma mudança significativa foi feita em relação ao valor da inscrição, e, quanto a isso, é bom se informar.

Até 2014, o valor da inscrição para o Enem foi mantido no valor de R$35. Já em 2015, o valor quase dobrou: subiu para R$63! Neste ano, mais um aumento foi feito — não tão grande como o de 2014 para 2015, mas, de qualquer forma, é um aumento: o valor foi para R$68.

Outra novidade sobre a inscrição é que, este ano, o Guia de Recolhimento da União (GRU) pode ser pago em qualquer banco, agências dos Correios e Casas Lotéricas. Até 2015, só recebiam a GRU o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

A isenção da taxa de inscrição vai seguir a lógica adotada no ano passado. Antes, todos os alunos e ex-alunos do ensino médio de instituições públicas eram isentos; a partir de 2015, somente os alunos que estão cursando o último ano do ensino médio e os que comprovam carência estão isentos da taxa.

Vale lembrar que o candidato que declarou carência em 2015, mas não compareceu para fazer a prova, automaticamente perde esse direito para 2016 e não poderá mais solicitar a isenção.

Outras dúvidas

Enfim, se ainda te restam dúvidas sobre o Enem, vale a pena conferir como usar a nota do exame para conseguir uma vaga em uma universidade pública ou privada.

Caso você já tenha se decidido a fazer o Enem 2016, pode se atualizar sobre os possíveis temas que poderão cair na redação este ano. E aproveite também para treinar seus conhecimentos, já que o terceiro simulado do Enem já foi disponibilizado!

Outra dica importante é se preparar físico e mentalmente para o exame, adotando hábitos saudáveis em sua rotina diária. Agora, se você perdeu o prazo de inscrição ou decidiu se preparar mais para fazer o Enem só em 2017, veja o que pode mudar para o próximo ano.

E então, curtiu nossas dicas? Já está atualizado? Então curta a nossa página no Facebook e fique por dentro das próximas novidades!

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ENEM

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.