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Descubra o que muda no Enem 2017

O Enem está chegando, e você sabia que ele vem acompanhado de algumas mudanças que visam seu aperfeiçoamento e melhoria? Essas transformações prometem deixar a prova mais justa e acessível aos candidatos. Mas certamente nem todo mundo sabe o que muda no Enem 2017, não é mesmo? Se esse é o seu caso, fique tranquilo: nós vamos te ajudar.

Para que você e outros estudantes entendam melhor, o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) realizaram, no início deste ano, uma consulta pública sobre o exame com a finalidade de entender seus principais problemas e como eles poderiam ser resolvidos.

Assim, após analisar os resultados e iniciar o planejamento do Enem deste ano, o MEC resolveu fazer alguns ajustes. E todos os candidatos precisam entender essas alterações para não ficarem confusos ou não correrem o risco de perder os dias das provas.

Curioso para descobrir o que muda na edição desse ano? Então, confira agora a lista que preparamos para você com as principais alterações no Enem. Acompanhe!

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Dias de prova

Acostumados (ou não) a fazerem o Enem num único fim de semana, os estudantes tinham o sábado reservado para as questões de ciências humanas e ciências da natureza, e o domingo para a parte de matemática, linguagens e redação. Dessa maneira, muitos consideravam as provas bem maçantes e cansativas, e aqueles que nunca a fizeram tinham bastante receio de não dar conta do recado.  

Na edição de 2017, o exame será aplicado em dois domingos consecutivos: nos dias 05 e 12 de novembro. Ou seja, haverá um intervalo de uma semana entre o primeiro e o segundo dias. Então, ao mesmo tempo em que você não ficará tão exausto, serão sete longos dias separando uma parte da outra.

Se não quiser ficar parado, uma boa dica para aproveitar esse meio tempo é estudar o que estava faltando ou dar uma revisada naqueles assuntos em que ainda se sente inseguro. Assim, o tempo passará mais rápido e você ficará mais pronto do que nunca.  

Dia da redação

Se até o ano passado a redação do Enem era feita no segundo dia (sendo o último item a ser resolvido por muitos alunos), em 2017 ela vai ser aplicada no primeiro domingo, com a prova de linguagens e ciências humanas. Os alunos terão até cinco horas e 30 minutos para resolver as questões e elaborar seus textos.  

Sendo assim, o segundo domingo ficará reservado para as questões de matemática e ciências da natureza. O tempo para a resolução das perguntas será de quatro horas e 30 minutos.

Portanto, decore essa nova organização das provas para não se surpreender nos dias em que for fazê-las.

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Cadernos de prova

Até 2016, os participantes recebiam um cartão de respostas à parte, e precisavam preenchê-lo de acordo com a cor do caderno de provas.

Já em 2017, os candidatos receberão o caderno de questões e o cartão de respostas juntos, que estarão personalizados com o nome e o número de inscrição do estudante. Dessa forma, o Inep acredita que reforçará a segurança dos quatro cadernos diferentes, identificados cada um com sua respectiva cor.

Então, na hora de receber o material de prova, não deixe de conferir se todas as informações estão corretas, evitando possíveis erros e falhas na hora da correção.

Processo de isenção de taxa

O recurso para conseguir a isenção da taxa de inscrição também sofreu alterações. Se antes a gratuidade era concedida por meio de uma simples autodeclaração, agora o candidato precisa informar o seu número de Identificação Social (NIS), que pode ser obtido ao fazer um cadastro no portal de relacionamento Conectividade Social.

Além disso, os alunos que estão cadastrados no CadÚnico (banco de dados do Governo Federal) também terão a isenção, contanto que atendam aos critérios de baixa renda exigidos pelo Enem. Caso contrário, perderão a gratuidade.

Apesar de as inscrições estarem encerradas para a edição de 2017, é essencial que você saiba dessas informações para os anos seguintes. Mas fique sempre atento caso haja novas mudanças.

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Gratuidade no ano seguinte

Os alunos que obtiveram a gratuidade na inscrição em 2017 precisam ficar espertos para não perdê-la no próximo ano, caso desejem fazer a prova novamente.

Isso acontecerá se o beneficiado não comparecer nos dias de realização da prova. Será como uma punição — e vamos combinar que não é nada legal essa atitude, não é mesmo?

A única exceção será para aqueles candidatos que comprovarem, por meio de um atestado médico ou declaração oficial, que estavam impossibilitados de comparecer nos dias do exame.

Por isso, caso você tenha a isenção, faça um esforço para não perder essa prova tão importante para o seu futuro.  

Acesso à certificação do ensino médio

Um dos públicos do Enem era formado por maiores de 18 anos que ainda não tinham o Certificado de Conclusão do Ensino Médio. Se eles obtivessem o mínimo de 450 pontos de média nas áreas de conhecimento e pelo menos 500 na redação, tinham direito à certificação.

Entretanto, com as mudanças no Enem 2017, a certificação será concedida apenas pelo Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja), que é aplicado em parceria com os estados e os municípios. O MEC considera que o Enem não é adequado para esse fim.

Sendo assim, avise as pessoas mais próximas e alerte os conhecidos interessados sobre esta mudança. Dessa forma, eles terão tempo para fazer o exame correto.

Agora que você já entendeu as principais mudanças no Enem 2017, aproveite o tempinho que ainda tem para estudar bastante e, depois, conquistar uma excelente nota. Além disso, fique atento às alterações na prova e certifique-se de que está tudo certo. Dessa maneira, o seu caminho rumo à vaga no Ensino Superior será bem mais fácil e tranquilo.

Para encerrarmos o papo, já que agora você sabe tudo sobre o que muda no Enem 2017, que tal curtir a nossa página no Facebook? Dê o seu like e fique por dentro de assuntos tão fresquinhos e interessantes quanto esse!

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.

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