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Descubra como funciona internato e residência dentro da área médica

É muito importante, antes de começar a dedicar-se aos estudos para ingressar no curso de Medicina, que você entenda bem como funciona a trajetória na área médica, durante e após a graduação. O internato e a residência são etapas pelas quais o estudante de Medicina e o médico passam para se tornar especialistas na área (cardiologista, cirurgião, pediatra etc.).

Há décadas, a graduação em Medicina é uma das mais procuradas pelos que ingressam na faculdade. O que será que faz com esse curso seja o mais disputado no país? A ideia gratificante de trabalhar curando e salvando vidas? Os seriados médicos, que mostram uma rotina emocionante e cheia de desafios (e um pouco de intriga, claro)?

Seja qual for o motivo, quem escolhe ser médico precisa passar por algumas etapas ao longo do caminho de formação.

Vamos entender a diferença entre internato e residência? Acompanhe este texto e mostraremos os principais pontos e diferenças dessas fases pelas quais o médico passa.

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Graduação na área médica

Para entender, vamos começar do começo. O curso de Medicina, no Brasil, apresenta algumas diferenças curriculares entre as faculdades, mas sua estrutura básica é a mesma para todas. Dura seis anos (sim, isso tudo) e, em grande parte das vezes, conta com aulas em período integral e carga horária puxada.

É dividido em três etapas, com duração média de dois anos cada uma.

Ciclo básico

São os primeiros dois anos, compostos pelas matérias que dão base ao curso, as quais vão ajudar a formar o raciocínio clínico do aluno. São elas: anatomia, farmacologia, patologia, fisiologia, entre outras.

As aulas ocorrem dentro de sala de aula e encerram conteúdos densos e extensos, o que pode fazer alguns desanimarem e se sentirem distantes da "medicina de verdade". Mas tenha calma! Essas aulas são necessárias para que se possa avançar para a prática no hospital, que começará no próximo ciclo.

Ciclo clínico

No ciclo clínico, os alunos começam a ter contato com os pacientes e a vivenciar a realidade dentro das unidades de saúde (hospitais, centros de saúde, ambulatórios). As matérias são divididas em blocos, como saúde da mulher, saúde da criança, saúde do idoso.

Os alunos são acompanhados pelos professores. Aprende-se a realizar o exame físico completo nos pacientes e a fazer análises de exames laboratoriais, raios X, tomografia, eletrocardiograma etc.

Internato

É a última etapa da graduação de Medicina, durante a qual se inicia a prática clínica. É considerado o estágio do curso de Medicina. Dura um ano e meio ou dois anos, dependendo da faculdade. Trataremos mais disso a seguir.

Internato

Carga horária

No último ciclo da graduação, a carga horária aumenta, incluindo até plantões de fim semana. Aumenta também a necessidade de estudos para aprimorar o raciocínio para diagnóstico, técnicas médicas e atuação em situações de emergência. Há poucas aulas em sala de aula e menos provas.

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Atividades realizadas

Nessa etapa, o aluno realiza as atividades diárias do médico: faz visita a pacientes, consultas, plantões em emergências e centros obstétricos, técnicas simples de cirurgia (suturas). É sempre acompanhado e supervisionado por médicos preceptores.

São contempladas as grandes áreas médicas (clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria), para que o aluno crie experiência e possa decidir qual especialização seguir depois de formado.

Responsabilidades

No internato, o aluno de Medicina já atua como médico, mas ainda não é graduado, por isso todas as decisões finais passam pelos profissionais formados. Dependendo da instituição, o aluno realiza ou participa de procedimentos mais simples e apenas acompanha as intervenções mais delicadas ou sérias.

Residência

É na residência que a coisa fica séria. Ela é uma modalidade de pós-graduação predominantemente prática na área de saúde. Após sua conclusão, o profissional ganha o título de especialista. É reconhecida como a modalidade ideal e incontestável para a formação de médicos especialistas.

Vamos entender um pouco melhor como ela funciona.

Carga horária

As residências médicas contam com carga horária de 60 horas semanais, geralmente sendo 70-80% práticas, isto é, de atuação no hospital. O restante é distribuído entre discussões de casos clínicos e aulas sobre temas específicos da área de especialização.

Funcionamento

A residência pode durar de 2 a 5 anos, dependendo da área escolhida, e os residentes recebem uma bolsa-auxílio. Durante esse período, o médico já formado atua em diferentes setores essenciais para a especialização em determinada área, com supervisão e acompanhamento de médicos especialistas.

Por exemplo, o médico residente de pediatria passa pelo ambulatório de pediatria, enfermaria pediátrica, emergência pediátrica, UTI neonatal, sala de parto (para assistir ao bebê que nasce), e por aí vai.

Responsabilidades

O residente, apesar de estar em processo de formação, já é um médico formado e registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado em que atua. Portanto, responde por todos os seus atos como médico.

Áreas de residência

Existem as áreas de residência e as subespecializações que as sucedem. Alguns exemplos:

  • Residência em clínica médica: após a obtenção do título de clínico, o médico pode seguir para a residência na área de cardiologia, pneumologia, gastroenterologia, entre outras;
  • Residência em cirurgia: a residência dá o título de cirurgião geral, que pode se subespecializar em cirurgia vascular, cirurgia pediátrica, cirurgia torácica, entre outras;
  • Residência em pediatria: o especialista pediatra pode seguir para a subespecializações pediátricas, como alergia, endocrinologia ou hematologia.

Resumindo, tanto o internato como a residência são compostos por carga horária prática no hospital com o acompanhamento de outros profissionais médicos, tanto professores como médicos especialistas.

A diferença principal entre internato e residência é que, no internato, a intenção é a visão ampla e o conhecimento de todas as áreas, possibilitando a atuação do médico generalista após a formação. A residência é uma especialização na qual a atuação é focada em uma área específica da medicina.

Com esse panorama, já dá para perceber que a formação na área médica apenas começa na graduação e requer muito esforço e dedicação do profissional que a escolhe. Com certeza, será compensado pela satisfação que a profissão traz!

E aí, gostou de saber mais sobre o internato e a residência na área médica? Gostaria de saber mais sobre Medicina ou outras áreas da graduação? Então curta a nossa página do Facebook e fique por dentro das nossas dicas!

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Medicina

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.