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Descubra como anda o mercado de trabalho para Fisioterapia

O fisioterapeuta é o profissional responsável pelo tratamento e a prevenção de doenças e lesões por meio de técnicas próprias, que envolvem massagens e ginástica. Ele diagnostica e trata dos problemas que são causados por más-formações, acidentes e até mesmo vícios de postura.

Portanto, cabe ao fisioterapeuta aplicar massagens e orientar as práticas corretas de exercícios com o objetivo de restaurar, desenvolver e manter a capacidade física e funcional dos seus pacientes.

Quem atua na Fisioterapia sabe aplicar elementos como água, calor, frio e aparelhos próprios em tratamentos específicos para cada problema identificado. E não há restrições: crianças, idosos, gestantes e pessoas com deficiência física ou mental podem ser tratados pelo fisioterapeuta.

E aí, você tem vontade de cursar Fisioterapia, mas não sabe muito sobre o mercado de trabalho para esse profissional? Então este post é para você! Continue lendo e descubra como anda o mercado de trabalho para Fisioterapia, a área da saúde dedicada ao bem-estar!

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Quais são as principais áreas de atuação do fisioterapeuta?

Atualmente, o mercado de trabalho para o fisioterapeuta permite a atuação em uma ou mais áreas da profissão. Agora, vamos apresentar a principais delas e descrever um pouco sobre como é a atuação desse profissional em cada uma. Confira:

Terapia intensiva

Os pacientes que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) precisam de cuidados específicos para reabilitar a respiração, a parte neurológica e o aparelho musculoesquelético. E é o fisioterapeuta o responsável por esse tratamento.

Ortopedia e traumatologia

Pessoas que sofreram fraturas, traumas ou luxações também necessitam de um tratamento específico para recuperar seus movimentos de maneira mais rápida e reduzir a dor causada por eles.

Nesses casos, o fisioterapeuta consegue aplicar técnicas específicas para isso — além de prevenir e reabilitar lesões que tenham sido causadas na coluna vertebral, nas articulações ou em outras partes do corpo devido a esforços repetitivos, por exemplo.

Neurologia pediátrica

O fisioterapeuta ajuda na reabilitação de pacientes que são portadores de doenças e síndromes comuns em crianças, como a Síndrome de Down e a paralisia cerebral.

Neurologia adulta

Cabe também ao fisioterapeuta auxiliar na reabilitação física dos pacientes que sofreram com problemas como traumatismo no crânio ou na coluna, paralisia e derrame cerebral.

Cardiologia e pneumonia

Nessa área, o fisioterapeuta cuida de pacientes que estão tanto na fase pré quanto na pós-operatória. Ele previne e trata de doenças cardíacas e respiratórias, e reabilita doentes, prescrevendo e aplicando exercícios que melhorem os sistemas respiratório e circulatório.

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Dermatofuncional

Quem passa por qualquer tipo de cirurgia, independentemente de ela ser geral ou plástica, pode (e deve) contar com a ajuda de um fisioterapeuta para amenizar os desconfortos pós-operatórios por meio de massagens.

Grupos especiais

As pessoas que sofrem com limitações em seus movimentos, como idosos e portadores de mobilidade reduzida precisam de um fisioterapeuta para ter seus músculos estimulados. Isso evita que estes fiquem atrofiados, e ajuda na sua recuperação.

Fisioterapia do trabalho

Lesões causadas por esforço repetitivo no ambiente de trabalho também podem ser evitadas com a ajuda de um profissional formado em fisioterapia. Aliás, a sua presença nas organizações — tanto públicas quanto privadas — é essencial para garantir a qualidade de vida e a saúde dos colaboradores.

Fisioterapia esportiva

Por fim, temos a fisioterapia esportiva. Obviamente, atletas e praticantes de atividades esportivas contam com o trabalho de um fisioterapeuta para prevenir, tratar e reabilitar o corpo após sofrerem uma ou mais lesões.

Como é o estágio na Fisioterapia?

Quem cursa Fisioterapia precisa saber algumas informações sobre o ingresso no mercado de trabalho, que se dá na fase do estágio — que é obrigatório.

Durante o ano todo, organizações como clínicas, consultórios particulares e hospitais conveniados com instituições de ensino recrutam estagiários. Então, a partir do terceiro ano de graduação, quando se aprende avaliação, fisiologia e a fisioterapia, o aluno já pode buscar por uma oportunidade de estágio.

É nesse período que os conceitos vistos em sala podem ser aplicados. No estágio, você desenvolve algumas atividades; entre elas, o auxílio ao fisioterapeuta da instituição.

E você poderá, também, dar orientações ao paciente durante uma terapia, buscar e montar equipamentos necessários para o tratamento de alguém e monitorar o uso correto dos equipamentos durante uma sessão — tudo isso de maneira supervisionada.

Como está o mercado de trabalho para essa profissão?

Ao se formar no curso de Fisioterapia, você precisa cumprir duas exigências para ingressar no mercado de trabalho: ter o diploma de conclusão e estar regularmente registrado no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Segundo o Portal Carreiras, do iG, inicialmente, o piso salarial de um profissional recém-formado gira em torno de R$1.500,00, para uma carga de trabalho de 30 horas semanais. Quem já tem mais experiência, consegue ganhar até R$5.000,00 por mês, e, no auge, os profissionais podem ganhar até R$10.000,00 mensais.

Sobre as áreas possíveis de atuação, o fisioterapeuta desenvolve atividades distintas no começo de sua carreira. Em um consultório particular, geralmente, o começo se dá na aplicação de terapias. Já na ortopedia, o início é num centro de reabilitação.

Depois, a evolução na profissão se dá por meio de especializações, novos cursos e formações dentro da área escolhida. As novas técnicas permitem que o profissional formado em Fisioterapia possa se aprimorar, melhorando seus ganhos e ganhando visibilidade na comunidade.

E quem trabalha em hospitais ou no setor público, ao longo da carreira, pode vir a assumir cargos administrativos e coordenação de equipes. O auge da carreira acontece, em média, entre 5 e 6 anos de atuação.

Qual é o perfil profissional do fisioterapeuta?

Por fim, vale ressaltar que o fisioterapeuta que deseja ter sucesso no mercado de trabalho precisa ser empreendedor. Além dos conhecimentos práticos que envolvem a sua profissão, existe a necessidade de aprender técnicas de gestão e habilidades que permitam que ele abra o seu próprio negócio.

Isso permite que os fisioterapeutas recém-formados não fiquem reféns apenas das vagas disponíveis no mercado de trabalho — afinal, é importante que esse profissional saiba criar suas próprias oportunidades.

Logo, para se manter no mercado de trabalho e superar suas expectativas de ganho e carreira, o profissional formado em Fisioterapia precisa buscar por cursos e atualizações frequentes, que proporcionem uma atuação na área que o destaque perante os demais.

E aí, gostou dessas informações sobre o mercado de trabalho em Fisioterapia? Tem mais curiosidades sobre como é fazer esse curso? Então, curta a nossa página no Facebook e tenha acesso a mais informações sobre esse curso e outros mais.

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Fisioterapia

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.