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Por que todo estudante deveria participar de um Congresso Estudantil?

As manifestações de junho de 2013 foram um marco divisório na história recente do país. Despertados por mais uma alta no preço das passagens de ônibus em São Paulo (“não é só pelos 20 centavos”, lembram-se do bordão?), vários setores da sociedade deixaram o conformismo de lado e foram para as ruas em todas as cidades brasileiras, clamando por um “padrão Fifa” de educação, saúde e segurança pública, entre inúmeras reivindicações. Esse despertar politizado da nação acabou dando outra dimensão a congressos, seminários e outros encontros estudantis, transformando-os em legítimo espaço de reflexão e elaboração de propostas para a juventude.

Neste artigo, você vai saber por que, hoje em dia, a participação em um congresso estudantil é importante para a vida de todo aluno, não só por causa das palestras, mas pela intensa convivência que ele propicia com colegas e professores. Ficou interessado? Então, continue lendo!

A importância do congresso estudantil

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Normalmente, organizado pelos próprios estudantes por meio do DCE (Diretório Central dos Estudantes), os congressos estudantis podem ocorrer fora do campus, em universidades de outros estados ou até mesmo fora do país. Eles visam promover a integração da comunidade acadêmica a nível nacional, formulando propostas e ideias que visem melhorar pontos estratégicos do ensino superior ou mesmo do setor educacional como um todo.

A incrível batalha do Ensino Superior

Alunos podem participar como delegados ou apenas observadores de palestras, que contam com professores, especialistas ou autoridades diversas, sobre temas de interesse público relacionados ao universo acadêmico que estejam em voga, como passe livre, trotes violentos, financiamento estudantil, acessibilidade, entre tantos outros.

Espaço de convivência

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Muitas vezes a rotina intensa de aulas, trabalhos, estudos e pesquisa impede que venhamos a ter uma convivência mais qualificada com colegas e professores, pelo menos não a ponto de estabelecer um valioso networking - rede de contatos, em tradução livre - para a vida profissional. É aí que entra o congresso estudantil, no sentido de viabilizar uma troca de ideias não só com os colegas de sala, mas de outros cursos e faculdades, formando parcerias - até então improváveis - que poderão gerar frutos no futuro.

Além disso, o congresso permite um tempo de qualidade para que você se divirta ao lado de colegas e professores, fazendo passeios interessantes, ao ar livre, conhecendo lugares diferentes e, quem sabe, até conhecendo sua cara metade… Afinal, são experiências como essas que levamos para o resto da vida, com memórias que certamente iremos partilhar com familiares e amigos.

Mas os congressos estudantis são apenas uma pequena parte do que o ensino superior pode oferecer em termos de experiência, e tirar o melhor proveito desse período compete exclusivamente ao aluno. Lembre-se que, quando for entrar na faculdade pela primeira vez, serão suas atitudes proativas que o levarão a conquistar seu espaço no universo acadêmico, seja como monitor de disciplinas específicas, representante do DCE, líder de turma, etc… Muitas portas se abrirão, mas cabe, exclusivamente, a você encontrar as chaves certas. Boa sorte!

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Dicas

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.

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