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Como funciona o teste vocacional?

Medicina ou Direito? Engenharia ou Odontologia? Quem sabe Arquitetura ou até Design de Interiores?

Se tantas interrogações como essas povoam a sua cabeça na hora de pensar sobre qual carreira seguir, saiba que existe uma maneira de dar fim a esse tormento: por meio de um teste vocacional! Já ouviu falar sobre ele?

Esqueça aqueles testes superficiais que, vez ou outra, pipocam na timeline do seu Facebook prometendo desvendar a profissão ideal para você.

Uma orientação vocacional é mais complexa e séria. Ela trabalha o seu autoconhecimento e traça um perfil para mapear as opções profissionais mais adequadas à sua personalidade.

Leia este artigo e aprenda hoje mesmo como funciona o teste vocacional e o quanto ele é importante para você nesse momento da sua vida. Vamos lá?

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Como funciona o teste vocacional?

O teste ou orientação vocacional é um instrumento utilizado para identificar aspectos psicológicos e de personalidade de quem é avaliado. As características levantadas são ligadas a um perfil profissional e de carreira possíveis de serem traçados pelo orientando.

Como veremos mais adiante, neste post, o conhecimento sobre si mesmo e a autorreflexão ajudam bastante na hora de passar por esse teste.

Quanto à aplicação, existem duas possibilidades: em grupo e individual. O orientando pode participar também de entrevistas e dinâmicas de grupo, que garantirão resultados mais refinados ao fim do processo.

Quem conduz as etapas é um psicólogo ou um especialista da área da educação, os quais atuam como orientadores vocacionais. O papel desses profissionais se baseia essencialmente em:

  • Dar apoio ao examinando ao refletir sobre a própria realidade;
  • Detectar eventuais conflitos em meio às escolhas profissionais;
  • Ajudá-lo a definir de maneira mais segura e satisfatória o caminho profissional com o qual se identifica.

A quem se destina o teste vocacional?

A orientação é aplicada aos jovens que cursam o ensino médio e que, geralmente, já se preparam para o vestibular. Você deve imaginar a pressão existente nessa fase da vida para escolher a faculdade ideal e a profissão, certo? Não à toa, o teste vocacional é voltado para esse público!

Dúvidas sobre a carreira, no entanto, estão longe de aparecer somente quando se é vestibulando. Seja jovem ou adulto, em algum momento é preciso pedir ajuda especializada — daí a importância do teste vocacional para todas as idades.

Ele é indicado também para quem já tem experiência e atua há bastante tempo no mercado de trabalho, mas se vê insatisfeito com a vida profissional. Nesse contexto, a orientação auxilia na escolha de uma nova profissão ou na recolocação no mercado.

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Como funciona o processo de avaliação?

O teste envolve, a princípio, conversas com os orientadores, entrevistas, dinâmicas e outras atividades. Dessa primeira interação já é possível mapear os interesses e a personalidade do orientando.

Por exemplo: você gosta de cuidar de pessoas, mas detesta Biologia? Talvez Medicina não seria a carreira apropriada. Ou você tem facilidade com cálculos, mas nada relacionado à Economia te interessa? Essa área, então, deve ser descartada...

Conhecer melhor as ocupações envolve também tomar conhecimento da grade curricular das universidades, ficar a par do investimento necessário para se graduar e onde buscar a formação.

Bom, para ficar mais claro como um teste vocacional é conduzido, dê uma olhada nos tópicos seguintes:

Levantamento das profissões

Baseados nas conversas e exercícios, os orientadores elaboram uma lista com as profissões que têm afinidade com as aptidões e interesses detectados nas entrevistas e dinâmicas anteriores. Essa é uma fase importante, porque oferece a chance ao orientando de conhecer carreiras que até então ele ignorava.

Encontro com profissionais

Um próximo passo para ajudar na escolha do caminho profissional é encontrar quem já tem experiência no mercado da possível área de interesse. Esse encontro é promovido pelo orientador e, nele, são obtidas informações mais detalhadas a respeito da rotina daquela profissão, os altos e baixos e os campos de atuação.

Mercado de trabalho

Quando muitas dúvidas já são esclarecidas ao longo do processo, chega a hora de o examinando aprender mais sobre o mercado de trabalho da profissão na qual se mostra mais interessado em trilhar.

Esse é o momento de evitar desilusões futuras: ele entra em contato com a realidade do mercado e trabalha, desse modo, as expectativas em relação à carreira. Aqui, ele também compara o que os cursos superiores cobram com o que, de fato, as empresas exigem.

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O resultado do teste

O resultado não é taxativo, algo como “siga a profissão X”. Pelo contrário. Ao fim do processo, o orientando toma conhecimento de suas habilidades e interesses, e dispõe de cursos que têm afinidade com o perfil dele.

Com todo esse conhecimento em mãos, fica a cargo dele a reflexão final sobre qual o caminho mais adequado a ser seguido.

Qual o valor do autoconhecimento?

A reflexão é o ponto-chave de um teste vocacional. De nada adianta optar por uma carreira avaliando apenas fatores externos — mercado aquecido, salários atrativos, oportunidades de crescimento, local de trabalho — sem antes olhar para si mesmo e descobrir a própria vocação.

A análise de cursos vem depois de se conhecer a si próprio: sua personalidade, habilidades, influências durante a vida, interesses etc. Devem ser levadas em consideração as pressões comuns, mas danosas, ao se decidir sobre a vida profissional. Algumas questões pertinentes:

  • Penso em cursar determinada faculdade porque quero ou por que meus pais querem?;
  • Eu estudaria o curso X por que tenho habilidades ligadas a ele ou porque ele é certeza de estabilidade financeira?;
  • Quero me dedicar à carreira Y por que meus amigos também vão segui-la?

Quando esclarecidos esses fatores, aí sim é o momento de pensar nas profissões relacionadas aos gostos pessoais. Desse modo, sua decisão será consciente, e o teste vocacional ajuda você a chegar até ela.

Preparar-se para os melhores anos da sua vida requer conhecimento, pesar os prós e contras e se informar, seja pela internet, por alunos e profissionais de uma área específica ou por meio de uma instituição. E, claro, recorrer a apoio especializado, como no caso dos testes ou orientações vocacionais.

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Institucional, Teste vocacional

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.