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8 ótimos motivos para cursar Fisioterapia

A fisioterapia é uma profissão que cresceu muito no Brasil nas últimas décadas. Voltada para a reabilitação do movimento do corpo humano como um todo, ela surge com grande expressividade em áreas esportivas devido à grande demanda por reabilitação. Além disso, a necessidade de condicionamento físico para prevenção e recuperação de lesões musculares, ligamentos e tendões, faz com que esse profissional seja ainda mais essencial para manter o rendimento físico dos atletas.

Para melhorar ainda mais esse cenário, o fisioterapeuta tem hoje uma área muito mais abrangente de atuação, que vai além da área esportiva e ortopédica, passando pelas áreas hospitalar, ambulatorial, saúde preventiva do trabalhador e cuidados com o corpo.

Trata-se de uma profissão que, assim como a maioria das que compõem a grande área da saúde, atrai pessoas que gostam de cuidar de outras pessoas e tem como motivação aliviar o sofrimento do corpo.

Portanto, neste post vamos listar algumas razões que fazem da fisioterapia uma excelente opção para quem deseja construir uma carreira na área de saúde. Então, continue lendo e confira por que cursar fisioterapia!

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Profissão regulamentada

Em primeiro lugar, a profissão e a atuação dos fisioterapeutas são regulamentadas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e por seus órgãos regionais, os CREFITOs.

Além disso, a categoria tem uma Federação, o que garante aos profissionais direitos trabalhistas específicos reconhecidos e regulamentados por lei, como uma jornada de trabalho de 30 horas semanais, definição de resoluções de parâmetros de atuação assistencial, especialidades de atuação reconhecidas etc.

Amplas possibilidades de especialização

De fato, quem faz o curso de Fisioterapia tem um leque variado de especializações em que pode atuar. Quanto a isso, o COFFITO reconhece as seguintes especializações em fisioterapia:

  • Acupuntura;
  • Aquática;
  • Cardiovascular;
  • Dermatofuncional;
  • Esportiva;
  • Do trabalho;
  • Neurofuncional;
  • Oncológica;
  • Respiratória;
  • Traumato-ortopédica;
  • Osteopatia;
  • Quiropraxia;
  • Saúde da mulher;
  • Terapia intensiva.

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Possibilidade de trabalho na área hospitalar

Para quem deseja trabalhar em hospitais, há várias possibilidades de especializações com atuação nas principais clínicas médicas — como na ortopedia, que é a área clássica de ação do fisioterapeuta, com grande demanda de pacientes acidentados e com lesões de coluna, joelhos, pés etc.

A neurologia demanda a atuação junto a pacientes que sofreram sequelas devido a acidentes vasculares cerebrais, ou que têm outras doenças neurológicas — algumas degenerativas, como o Parkinson e a esclerose múltipla, que atrofiam os músculos e limitam o movimento.

Já na clínica cardiorrespiratória, os trabalhos de recuperação envolvem pacientes que ficaram muito tempo entubados em CTI e UTI, por exemplo, e que precisam recuperar os músculos envolvidos no processo respiratório.

De toda forma, trabalhar em hospitais demanda uma boa capacidade de lidar com a dor e o sofrimento do outro, já que a terapia é feita em pessoas que muitas vezes estão acamadas há muito um tempo e têm períodos longos de internação, o que as deixa bastante sensíveis e, em alguns casos, resistentes ao tratamento.

Atuação em empresas privadas

Para aqueles que desejam evitar o ambiente hospitalar, a atuação corporativa e ambulatorial são boas opções. As empresas privadas descobriram, junto à necessidade de práticas de recursos humanos mais abrangentes, a vantagem produtiva de se ter trabalhadores mais saudáveis.

Isso também levou ao reconhecimento do papel fundamental do fisioterapeuta para manter a saúde ocupacional, e reduzir faltas ao posto de trabalho por condições clínicas evitáveis, como dores lombares e lesões por movimentos repetitivos, por exemplo.

Assim, em grandes empresas, há vagas para a atuação do fisioterapeuta que deseja trabalhar com saúde preventiva e ocupacional. As empresas menores costumam utilizar o serviço de clínicas especializadas em saúde do trabalhador, ou contratam um fisioterapeuta autônomo para sessões e palestras sobre saúde ocupacional — o que também representa uma excelente opção de atuação.

Atuação em empresas públicas

Há ainda oportunidades em órgãos estatais, como os ambulatórios de serviços complementares de saúde ou os Núcleos de Saúde da Família. Muitos órgãos também já contratam fisioterapeutas para sessões de exercícios funcionais, visando preservar a saúde dos servidores.

Para o serviço público, o mais comum é que a contratação seja feita por meio de concurso público, mas há outras formas de contratação, como contratos administrativos temporários. Em 2015, a fisioterapia foi incorporada ao plano de carreira via concurso público no Exército Brasileiro, ampliando as vagas para esses profissionais no setor público.

Crescimento da demanda no mercado fitness

Outro mercado crescente para os profissionais de fisioterapia é o ambiente fitness. Com uma maior preocupação das pessoas em manter a saúde e a boa forma física, e o aumento na expectativa de vida da população em geral, houve também uma maior procura por atividades físicas de fortalecimento muscular e correção postural.

É o caso, por exemplo, do crescimento de clínicas especializadas em pilates, Reeducação Postural Global (RPG) e outras atividades de condicionamento físico, que precisam da orientação de um fisioterapeuta formado e registrado no COFFITO. O público para essa atividade é amplo e engloba gestantes, idosos, jovens e crianças.

Boas perspectivas de ganhos salariais

Uma das muitas preocupações de quem pensa em cursar fisioterapia é quanto aos ganhos salariais. E, apesar do piso salarial de cada estado ser atualmente definido por meio de negociação sindical, há uma tabela única de referência para o pagamento mínimo de honorários fisioterapêuticos de acordo com o tipo de procedimento realizado, o que norteia esses ganhos inclusive para quem vai atuar como autônomo.

Quanto a isso, a média salarial está em torno de R$ 1.500, mas esse valor ainda pode crescer de acordo com os procedimentos realizados. O Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos é definido pela Resolução Nº 428, DE 08/07/2013.

Mais oportunidades de trabalho nas regiões Norte e Nordeste

As regiões Norte e Nordeste oferecem mais oportunidades de trabalho que as regiões Sul e Sudeste, que já têm uma maior concentração de profissionais. Em todo o Brasil, segundo dados do COFFITO, estão registrados 222.630 fisioterapeutas. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que haja um fisioterapeuta para cada grupo de 1.500 habitantes.

Esses são só alguns motivos para cursar fisioterapia. Lembre-se de que, em sua decisão, você deve considerar pontos objetivos para cursar fisioterapia como salário, mercado de trabalho e formação profissional, mas também questões subjetivas, como sua tolerância para a rotina da profissão e se essas atividades lhe deixariam feliz.

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Fisioterapia

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.