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4 dicas de como se preparar para a faculdade de fonoaudiologia

A escolha do curso de graduação envolve diversos fatores, como mercado de trabalho, áreas de atuação, desejo de uma carreira estável e sólida — além, é claro, de interesse e vocação pela profissão. No caso da faculdade de Fonoaudiologia não poderia ser diferente.

Contudo, se engana quem acredita que se preparar para a vida acadêmica se resume apenas ao vestibular. É preciso que a sua preparação englobe ainda outros fatores, que te ajudarão a alcançar o sucesso desejado.

Por isso, neste post reunimos 4 dicas para te ajudar a se preparar para a universidade e para o seu futuro profissional como fonoaudiólogo. Continue lendo e confira!

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1. Leia sobre as áreas de atuação de um fonoaudiólogo

Durante quatro anos de graduação, o estudante que aspira ser fonoaudiólogo se prepara para a pesquisa, a intervenção, o diagnóstico, a reabilitação e a prevenção de possíveis alterações de audição, fluência, voz, e linguagem oral e escrita.

Logo, quem se interessa pela fonoaudiologia pode (e deve) ler e se aprofundar mais sobre os campos de atuação dessa área. Não apenas para decidir onde quer atuar, mas também para começar o processo de identificação pessoal com a carreira que pretende seguir.

Atualmente, existem 11 especialidades em que o fonoaudiólogo pode atuar. São elas:

  • Audiologia: diagnóstico, prevenção e correção de problemas auditivos;
  • Linguagem: prevenção e tratamento de distúrbios na fala e na escrita, além de doenças graves que afetam a comunicação oral;
  • Motricidade Orofacial: aperfeiçoamento muscular do rosto e tratamento de problemas relacionados à mastigação, sucção, deglutição, respiração e fala;
  • Voz: prevenção e tratamento de problemas ligados à voz, como a rouquidão. Também aplica técnicas para aperfeiçoar a entonação e a pronúncia, especialmente para quem usa a voz como principal ferramenta de trabalho;
  • Gerontologia: promoção, prevenção e diagnóstico dos distúrbios relacionados à fala, à linguagem e ao equilíbrio (entre outros) na saúde do idoso;
  • Disfagia: trata, diagnostica e intervém em distúrbios da deglutição e da comunicação;
  • Neuropsicologia: o fonoaudiólogo que se especializa em neuropsicologia atua na prevenção, no tratamento e no gerenciamento dos distúrbios que afetam a comunicação, e seus impactos na cognição e no funcionamento cerebral;
  • Fonoaudiologia Educacional: aprofunda-se em estudos que contribuam para a promoção e a prevenção de alterações na audição, linguagem e motricidade que otimizem a aprendizagem e o processo de ensino;
  • Fonoaudiologia Neurofuncional: avalia, diagnostica e habilita pessoas de diferentes ciclos de vida com alterações neurofuncionais, seja nas sequelas de danos ao sistema nervoso central ou periférico;
  • Saúde Coletiva: atua na prevenção, promoção, educação e intervenção a partir de diagnósticos de grupos populacionais para a gestão de saúde pública;
  • Fonoaudiologia do Trabalho: promove mudanças na organização do trabalho a fim de aperfeiçoar a comunicação, desenvolver programas de prevenção ocupacional, detectar riscos fisiológicos, dentre outros.

Para tanto, independentemente da área, é indispensável que o profissional tenha a capacidade de gostar e se relacionar com o próximo. Especialmente por lidar com pacientes de todas as idades, desde bebês até idosos.

Além disso, muitos tratamentos podem ter um prazo de duração maior do que o projetado e apresentar um grau maior de dificuldade. O que requer sensibilidade, criatividade e paciência por parte do fonoaudiólogo para incentivar quem está sendo tratado a não desistir.

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2. Pesquise sobre o mercado de trabalho

A comunicação e a linguagem são as bases das nossas relações pessoais e profissionais. Por isso, a fonoaudiologia tem se destacado ao longo dos anos, especialmente dentro da área de saúde.

Não é à toa que a variedade de oportunidades dentro do mercado de trabalho é bastante propícia para quem deseja seguir a carreira. Parte dos profissionais atua em clínicas, postos de saúde, hospitais e com atendimento domiciliar, prestando serviços de fonoaudiologia.

Contudo, você, como fonoaudiólogo, também pode trabalhar no setor público em programas de saúde auditiva ou em núcleos de apoio à família. Ou, se preferir, também pode seguir a carreira acadêmica e lecionar em instituições privadas e públicas.

3. Escolha a melhor faculdade de Fonoaudiologia

A escolha de uma boa instituição de ensino impactará decisivamente no conhecimento adquirido e no seu desenvolvimento como profissional. Portanto, essa é uma das dicas que os estudantes mais escutam, e que serve independentemente do curso.

A faculdade não pode ser apenas um estabelecimento onde você vai para ter aula e fazer provas. Pelo contrário: deve ser um complexo que te ofereça uma infraestrutura completa, um corpo docente de primeira e a capacidade de praticar sua profissão no âmbito acadêmico por meio de clínicas-escolas.

No caso da fonoaudiologia, elas são ainda mais importantes. Isso porque as instalações e os equipamentos de última geração proporcionam o seu desenvolvimento nas mais distintas atividades do ensino-aprendizagem, e também te permitem prestar serviços gratuitos à população.

Além disso, é essencial que, na hora de escolher a sua faculdade de Fonoaudiologia, você se atente aos diferenciais do curso.

Pesquise sobre as atividades desenvolvidas, os convênios e a integração com os demais cursos de saúde oferecidos pela universidade. Essas informações são essenciais para garantir que a sua formação vá além do campo teórico, sendo também dinâmica, contextualizada e contemporânea.

4. Fique por dentro da grade curricular do curso

Além da escolha de uma faculdade que proporcione a melhor estrutura para o seu crescimento e aprendizado, é essencial pesquisar mais sobre a grade curricular do curso.

Afinal, é importante conhecer as disciplinas que você estudará ao longo da sua formação para estar apto a ajudar outras pessoas a se comunicar melhor, certo?

A estrutura da base curricular ao longo dos 4 anos está dividida entre disciplinas práticas, teórico-práticas e clínico-terapêuticas. Abrangendo, assim, conteúdos das mais diversas áreas, como: psicologia, pedagogia, linguística, fonética, sociologia, anatomia e fisiologia.

Além disso, você conta com os estágios nos mais diversos campos de atuação da fonoaudiologia, que podem ser realizados dentro da clínica-escola ou nos convênios que a faculdade oferece.

Assim, eles te permitirão uma perspectiva única de crescimento, capacitação e constante atualização dos conhecimentos obtidos em sala de aula.

Por fim, vale ressaltar que, embora sejam bastante completos e preparatórios para a sua carreira, os estudos que você começa na faculdade de Fonoaudiologia não acabam quando você se forma.

Na verdade, o fonoaudiólogo nunca deixa de estudar, se especializar e se informar — afinal, a atualização é uma característica fundamental nessa área. Assim, somente por meio da evolução você poderá atender e auxiliar seus pacientes com perfeição!

Então, gostou do post? Se quer saber ainda mais sobre a faculdade de Fonoaudiologia e se manter informado sobre tudo o que o curso tem a oferecer, curta a nossa página do Facebook e fique atento às nossas publicações!

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Fonoaudiologia

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.