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4 dicas de como memorizar a matéria estudada

Você, provavelmente, já passou por esta situação: estudou horrores para uma prova ou apresentação, mas na hora de testar o conhecimento, surgiu aquele famoso "branco".

Quando isso acontece, parece que todo o conteúdo estudado nos últimos dias ou meses foi por água abaixo e a mente tornou-se um grande vazio, no qual não sobrou nada para ser analisado ou refletido.

Calma! Isso não acontece só com você, nem é uma falha de sua parte. Todos nós já passamos por situações assim. Chega a ser desesperador, não é mesmo?

Para você não sofrer mais nas provas, separamos 4 dicas incríveis que vão te mostrar como memorizar a matéria estudada. Continue lendo o post para descobri-las.

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1. Revise

Sim, reler e reestruturar é preciso. Por mais que você faça as leituras e os exercícios direitinho, a revisão é totalmente necessária.

Ela pode ajudar, principalmente, se você tem pela frente um exame longo e complexo como o ENEM, por exemplo.

Rever informações nos ajuda a construir um processo de fixação dos conceitos em nossas lembranças, tornando aquilo mais sólido e facilitando o acesso em momentos futuros.

Acredite, você não terá tanto trabalho com isso. Pode até parecer um esforço gigantesco ter que se dedicar a todo conteúdo programático de exames e ainda fazer releituras, deparando-se novamente com todos aqueles conceitos já vistos.

Mas não é bem assim. Ao menos é o que diz Alberto Dell´Isola, considerado por muitos como um dos grandes especialistas de memorização no Brasil.

Ele nos explica, em um estudo, que a memória humana tem um mecanismo natural de esquecimento. Não é a leitura de um determinado conteúdo que é ineficiente, mas a nossa incapacidade de guardar conosco por muito tempo o que foi aprendido.

Então, como resolver esse aspecto, se ele é inerente à nossa natureza? Para Dell´Isola, é simples: basta se programar bem para fazer as revisões. Elas devem ser rápidas, mas fielmente seguidas e organizadas para que a tática funcione.

Veja o passo a passo simplificado da teoria:

  • Nas primeiras 24 horas, faça uma revisão de 10 minutos para cada 1 hora de estudo;
  • Depois de uma semana, reduza para a proporção de 5 minutos;
  • Ao fim de um mês, a proporção necessária será de 2 a 4 minutos.

A ideia é que sua mente irá "segurar" os conhecimentos antes que eles "fujam" naturalmente de sua cabeça. E, convenhamos, não é um tempo longo de dedicação, né? Um pouco por dia e pronto!

Alguns procedimentos são bem úteis para otimizar ainda mais essa rotina frequente de revisor. Veja:

  • Faça resumos e fichamentos enquanto estuda, porque isso servirá como uma excelente fonte de acesso rápido às teorias;
  • Sabe aquelas anotações todas feitas em sala de aula? Recorra a elas sem medo nenhum;
  • Grave as aulas! A voz de seu professor pode até não ser bonita, mas será uma ajuda e tanto na hora que pintar aquela dúvida;
  • Releia trechos fundamentais em voz alta;
  • Faça esquemas gráficos, marcações coloridas, rabiscos e o que mais for preciso para destacar os pontos-chave a serem relembrados posteriormente.

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2. Ensine

Você não leu errado. Experimente repassar essas dicas para aquele seu amigo que quer prestar medicina. Ele não só ficará bastante feliz, como você também perceberá os efeitos quase instantâneos de tentar ensinar algo para alguém.

Além de ser uma revisão automática — o que é importantíssimo, conforme vimos no tópico anterior (espero que não tenha esquecido!) —, a tentativa de ensinar nos faz olhar para os assuntos com outra perspectiva, o que facilita a memorização da matéria.

Quando tentamos passar algo para outra pessoa, a tendência é que façamos reflexões mais profundas: como transmitir aquele detalhe? Era assim mesmo que funcionava? E aquela exceção?

Pouco a pouco, a elaboração ou a simplificação de um assunto para fazer com que o saber chegue da melhor forma para quem você está ensinando possibilitará a fixação mental de todos os pormenores da temática em questão.

Segundo Richard Feynman, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1965, os resultados são ótimos a partir do momento em que criamos explicações a respeito de alguma coisa. Portanto, não hesite e encontre alternativas para inserir de vez esse método em sua rotina de estudos.

Para isso, as dicas abaixo poderão te ajudar.

  • Inverta o processo e tente explicar para os colegas justamente as matérias que você ainda não domina;
  • Faça pequenas aulas com planos e roteiros, como se você precisasse, de fato, saber de todas as estratégias didáticas para fazer com que alguém entenda um tema específico;
  • Elabore exercícios, bem como suas respectivas resoluções.

3. Pratique

De acordo com um estudo científico divulgado pela revista Psychological Science in Public Interest, a realização de simulados e testes práticos é muito mais efetiva do que outras técnicas de aprendizagem comumente utilizadas.

Por isso, nunca deixe de praticar com muitos exercícios, não importa qual for a disciplina. Busque manter contato frequente com indagações e formas de comprovar um conteúdo.

Se você pretende fazer uma prova específica, como o ENEM, o recomendado é estudar a partir das questões utilizadas nas edições passadas. Assim, aumentam as chances de fixar os conteúdos e você ainda ganha um vasto repertório em relação à dinâmica usada pelo exame.

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4. Concentre-se

Estudar em casa muitas vezes parece uma tarefa impossível por conta da quantidade de imprevistos que podem acontecer. Sendo assim, procure por lugares silenciosos, como bibliotecas ou salas de estudo de sua própria escola.

O ideal é que você possa destinar todo o seu foco ao conteúdo estudado. O comprometimento é essencial e sem ele será muito difícil fazer a memorização de qualquer coisa. Pior ainda, será impraticável entender como funciona e se desenvolve determinado saber.

Lembre-se: uma faculdade pode mudar sua vida. Portanto, além de saber como memorizar a matéria estudada, é fundamental que você também avalie suas escolhas e opte pelo caminho que parece ser o melhor, de acordo com os seus próprios critérios e experiências.

Só assim será possível ter uma formação satisfatória, considerando os aspectos profissionais e pessoais.

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Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia da Fonseca

Ana Flávia Pereira Medeiros da Fonseca é reitora do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Maryland-EUA, exerceu cargo de Chefe de Arquitetura de Informação (Chief Information Architect) e Gerente do Departamento de Gestão da Informação do Banco Mundial. Possui experiência em negociação e cooperação internacional na área de projetos de informação com agências multilaterais e bilaterais, administrando programas relacionados à análise e ao apoio de projetos científicos e tecnológicos.