Enfermagem

3 fundamentos de enfermagem para você conhecer

Mariana Brito
06-08-2018 16:27

Você já ouviu falar naquele ditado "de médico e louco todo mundo tem um pouco"? Logo, quando dizemos que as pessoas têm um pouco de médico dentro delas, estamos, por diversas vezes, nos referindo aos fundamentos da enfermagem e às obrigações que essa profissão exerce junto aos pacientes.

Os fundamentos da enfermagem são os procedimentos realizados pelo enfermeiro antes de o paciente ser atendido pelo médico. Por exemplo, aquele momento de triagem antes de entrar no consultório, quando é medida a temperatura, pressão e peso, sinais vitais e também o quadro de evolução do paciente em caso de internação.

Para exercer essas e outras atividades tão complexas dessa profissão, é necessário ter bastante atenção aos cuidados com os pacientes, além da humanidade em seus gestos. Quer saber mais sobre o assunto e descobrir se o curso é o ideal para você? Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas. Vamos lá?

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1. Evolução de quadro do paciente

A evolução de quadro do paciente é um dos principais fundamentos da enfermagem. Ela nada mais é do que as anotações feitas durante a consulta e/ou internação. Nessa etapa, o enfermeiro anotará informações sobre como o paciente chegou ao hospital, como saiu, os seus sinais vitais, banho, queixas, desjejum, trocas de curativo etc.

Resumindo, de maneira mais leiga, é um relatório da experiência do paciente no hospital durante o período de internação. Para deixar isso mais claro, confira, a seguir, uma anotação de evolução do paciente.

Quadro no primeiro dia: 9:00 paciente consciente, com orientação de tempo e espaço, corado, hidratado, pele íntegra, deambula sob supervisão, mantém venóclise em MSE, aceitou parcialmente o desjejum, relata ter feito boa noite de sono sem intercorrências, realizou banho de modo independente e sem supervisão. Diurese (+) espontânea. Fezes (-) ausente. A conduta foi mantida sob orientação médica. Alta do setor prevista em 2 dias. Foi encaminhado à equipe multidisciplinar para iniciar solicitação de alta a pedido dos familiares.

2. Sinais vitais do paciente

Ao atender um paciente para uma consulta, cirurgia ou algum procedimento médico, é necessário realizar anotações sobre os seus sinais vitais para entender melhor o quadro dele. O enfermeiro precisa medir os batimentos cardíacos, o pulso, a respiração, a pressão arterial e a temperatura.

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2.1 Pulso

A medição do pulso é parte fundamental da avaliação cardiovascular, pois, além de medir a frequência cardíaca, ou seja, os batimentos por segundo, ela também medirá o ritmo e a intensidade com que o sangue bate nas paredes das artérias, o que corresponde ao volume.

Quando consideramos pulsos fracos, é porque há diminuição do volume sanguíneo, também chamado de filiforme. Para cada faixa etária existe uma média do que seja normal para a frequência cardíaca:

  • Adultos: 60 a 120 batimentos por minuto (bpm);
  • Crianças: 80 a 120 bpm;
  • Bebês: 100 a 160 bpm.

2.2 Respiração

A respiração é o sistema que faz ocorrer a troca gasosa de fora para dentro do organismo, ou seja, do ambiente para as células. Ela é estabelecida por dois fatores: a ventilação e a hematose. Também tem variação por faixa etária, conforme mostramos abaixo:

  • Bebês: 30 a 60 movimentos respiratórios por minuto (mrpm);
  • Crianças: 20 a 30 mrpm;
  • Adultos: 12 a 20 mrpm.

2.3 Pressão arterial

A pressão desenvolvida pelo sangue dentro das artérias é chamada de pressão arterial. Ela resulta da força exercida pela sístole ventricular, uma resistência oferecida pelas paredes das artérias e o volume sanguíneo. Também tem valores de acordo com as idades:

  • Adultos: variação média de 120/80 mmHg;
  • Idosos: variação média de 140/90 a 160/100 mmHg;
  • Crianças: têm bastante variação pelas idades, por exemplo:
    • 4 anos: 85/60 mmHg;
    • 6 anos: 95/62 mmHg;
    • 10 anos: 100/65 mmHg;
    • 12 anos: 108/67 mmHg;
    • 16 anos: 118/75 mmHg.

2.4 Temperatura

Há variados fatores que podem influenciar o controle da temperatura corporal, com interferências tanto de meios físicos como de meios químicos, controlados por estímulos do sistema nervoso. A temperatura retrata o equilíbrio do calor produzido com o calor perdido pelo corpo.

Em seguida, veja como a temperatura corporal pode ser medida nas diferentes partes do corpo.

2.4.1 Boca

Medir a temperatura corporal dessa forma é indicado para pacientes que respirem pela boca com suspeita de infecção grave. Esse método oferece a temperatura central. Para realizá-lo, o enfermeiro deve posicionar o termômetro de vidro na bolsa sublingual posterior do paciente. Lá, ele deverá ser mantido com os lábios fechados entre 3 e 8 minutos.

2.4.2 Canal anal

A medição de temperatura por meio do canal anal, ou seja, medida com o termômetro no ânus, é indicado para adultos. Lembrando que não é para forçar o termômetro na região, certo? Não é indicado para pacientes pós-cirurgia do reto ou com ferimento no local. Também não é recomendado para pacientes com hemorróidas.

O enfermeiro deve posicionar o termômetro lubrificado no ânus a uma profundidade máxima de 3 cm, mantendo-o no local de 2 a 4 minutos.

2.4.3 Axila

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É o método mais utilizado atualmente, principalmente por ser o de mais fácil aplicação. O enfermeiro deve posicionar o termômetro no centro da axila com os braços do paciente em contato com o corpo, mantendo-o na região entre 3 e 8 minutos.

Não é indicado para crianças pequenas ou para vítimas com estado de consciência alterado, distúrbio convulsivo, após ingerir líquidos quentes ou frios ou terem fumado. Esse método também não se aplica durante o uso de oxigênio por cânula ou na presença de sofrimento respiratório.

3. Infecção hospitalar

Quando falamos de infecção hospitalar, para os fundamentos da enfermagem, toda infecção que não estava presente no momento de internação do paciente e nem em incubação é caracterizada dessa maneira.

Há também a infecção comunitária, aquela que o paciente vai manifestar após ser internado no hospital, mas que já estava presente. Pode também se encaixar como infecção hospitalar aquela em que os sintomas aparecem no paciente após a internação, pois já estava no estágio de incubação.

A Portaria n. 196, de 24 de julho de 1983 – M.S informa que a infecção hospitalar se trata de “qualquer infecção adquirida após a admissão do paciente, e que se manifesta no decorrer da sua permanência no hospital, ou mesmo depois da alta, em alguns casos conduzindo até a morte, mas sempre relacionada com a hospitalização”.

Há alguns tipos de infecção hospitalar, tais como:

  • Pelo local de instalação;
  • De acordo com o agente causador;
  • Super infecção hospitalar — quadro clínico causado por uma nova bactéria continuando o processo infeccioso no paciente e infecções oportunistas provocadas por germes não patogênicos de um organismo comprometido.

São inúmeros os fundamentos da enfermagem que julgamos interessantes para o seu conhecimento. Listamos apenas os principais para que você tenha a chance de conhecer um pouco mais sobre o dia a dia desse profissional.

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