Descubra todas as possibilidades da mediação empresarial

A mediação é uma forma extrajudicial de solucionar conflitos e pode ser utilizada em questões que envolvem pessoas físicas ou pessoas jurídicas, também entre empresas e indivíduos. Isso significa que empresas de qualquer porte podem adotar tal método como meio para solucionar disputas financeiras que apresentem recursos patrimoniais disponíveis.

As sessões são realizadas em uma Câmara de Mediação, conduzidas pelo mediador, cuja função é tornar o processo mais fácil, menos conflituoso, permitindo que a possibilidade da solução satisfatória esteja efetivamente mais acessível às partes. Ficou interessado? Veja como funciona a mediação empresarial no texto que segue.

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O que é a mediação empresarial

A mediação empresarial envolve rodadas de negociações entre empresas ou entre os sócios de uma mesma empresa que estão em conflito. A finalidade é desmanchar os impasses ou solucionar problemas mais complexos. Dessa maneira, torna-se possível melhorar as atividades de negócio, bem como o próprio relacionamento humano.

Ela é indicada principalmente para empresas familiares, ou seja, aquelas que ficam pertencendo à mesma família durante sua sucessões. Considera-se familiar aquela empresa que, pelo menos durante duas gerações, seja propriedade de uma mesma família.

O perfil desse tipo de empresas varia. Existem organizações pequenas, como padarias e outros negócios locais, mas também grandes corporações, como a Votorantin e os supermercados Pão de Açúcar.

Fazendo uso da mediação, a empresa pode se tornar mais competitiva e eficiente. Trata-se, portanto, de uma estratégia que contribui para construir valores positivos e consolidar a imagem da organização.

As estatísticas

Vale dizer que, entre 2012 e 2017, o Centro de Arbitragem e Mediação da CCBC realizou 43 mediações empresariais. Já a Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da Ciesp/Fiesp fez, no mesmo período, 22 mediações de empresas.

E a Câmara de Comércio Internacional, nesse mesmo tempo, efetuou o total de 156 mediações empresariais.

A mediação nas empresas familiares

A organização familiar envolve bom poder econômico, liderança e influência entre pessoas mais próximas, gerando um ambiente propício a disputas. Com a mediação empresarial, será viável encontrar a abertura para um diálogo mais eficaz, constituindo uma das melhores opções para dirimir litígios.

A gestão estratégica de problemas busca otimizar a organização, gerando valores diversos e ajudando na conquista de maior desenvolvimento, gerando lucros e empregos, produzindo e pagando tributos, aprimorando a qualidade das pessoas que participam dos processos.

Uma empresa familiar desenvolve, na verdade, dois papéis: o de família e o de empresa. E as responsabilidades dos membros de uma família podem criar certas tensões. A mediação procura interagir de maneira que a cultura da paz prevaleça, trabalhando em cima dos melhores vínculos familiares, das relações de propriedade e da gestão.

É praticamente impossível separar a dimensão dos relacionamentos familiares dos empresariais. Essa separação é apenas teórica e hipotética. As causas para o surgimento de problemas podem se relacionar aos bens (patrimônio, haveres, direitos); aos princípios e às ideias (políticas e/ou religiosas); ao poder; ou às relações interpessoais.

A mediação explora os conjuntos de fatores (internos e externos) para melhor compreensão do problema. Entre esses fatores, podemos citar:

  • - A globalização que requer o entendimento dos fenômenos ao redor do mundo;

  • - A própria empresa;

  • - As decisões tomadas em ritmo acelerado;

  • - O respeito à estrutura da empresa, que pode ou não ser muito hierarquizada;

  • - O desenvolvimento da comunicação digital, que diminui o contato físico entre os membros da empresa familiar;

  • - A divisão de poderes entre setores diferentes, levando às decisões conflituosas.

  • - Os conflitos trabalhistas (internos) e os contratuais (externos).

Internamente, a empresa pode apresentar problemas entre e com colaboradores, entre setores ou departamentos, entre a gerência e os funcionários. Externamente, existem os conflitos com clientes, fornecedores e concorrentes.

Em quaisquer desses casos, a mediação é uma alternativa amplamente viável e eficaz.

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Os principais conflitos entre empresas

Complementando o que foi dito mais acima, os conflitos empresariais podem ser caracterizados em 3 tipos:

  1. 1) Comerciais: questões entre empresas parceiras,  concorrentes e também entre franqueador e franqueados;

  2. 2) Societários: disputas entre sócios;

  3. 3) Corporativos: conflitos entre departamentos ou entre funcionários da mesma empresa.

As vantagens da mediação empresarial

Apesar de ser menos formal que a Justiça, a mediação empresarial é um procedimento legítimo, podendo ser aplicado tanto independentemente quanto como etapa do processo judicial. Entre suas vantagens, podemos elencar algumas como:

A agilidade na resolução dos conflitos

Um processo na Justiça pode consumir anos, incluindo todas as formalidades. Na mediação empresarial, o conflito pode ser resolvido em poucos meses.

Como exibe uma natureza dialógica, o processo é conduzido no ritmo das partes envolvidas até que elas encontrem uma solução satisfatória para ambas.

A maior economia

Não existem gastos com processos, somente com os honorários do mediador. Também não há aquelas disputas em longo prazo que representam, sem dúvida, mais gastos.

Na Justiça, a parte derrotada pode vir a dever altas somas à parte vencedora e ao seu advogado.

A facilitação do diálogo

O mediador é imparcial, não deve se envolver diretamente no conflito — o seu compromisso é aproximar as partes para que elas encontrem uma solução satisfatória para as duas. O poder de decisão cabe às partes, que são as pessoas que realmente compreendem os problemas da empresa.

Um princípio básico da mediação, e o mais importante, consiste na autonomia da vontade das partes.

A confidencialidade

Ao contrário da maior parte dos processos judiciais, que são de natureza pública, a mediação é confidencial, ou seja, mantém o sigilo em relação às informações fornecidas pelos mediandos. Essa característica permite que as partes sejam mais espontâneas em seus relatos, contando todas as suas preocupações.

Caso o conflito seja levado aos tribunais, não há por que se preocupar com o sigilo, pois o mediador não pode testemunhar em nenhum processo judicial.

A manutenção do relacionamento entre os mediandos

A mediação empresarial estimula o diálogo entre os envolvidos. Eles se expressam falando o que desejam, cada um com seu próprio ponto de vista. Gerenciando o problema, os mediandos têm consciência de qual o papel que desempenham nele.

O mediador, que dirige o procedimento, ajuda para que as partes encontrem uma solução conjuntamente, que beneficie ambas. Isso significa que, no final de tudo, ao invés de guardarem rancor entre si, elas podem melhorar seu relacionamento, evitando romper amizades ou, pelo menos, procurando manter sentimentos pacíficos, sem desejos de vingança ou represália.

Na verdade, a mediação procura evitar que uma parte saia como perdedora em detrimento da outra. É importante que ambas saiam ganhando. As empresas poderão até formar parcerias ao invés de concorrerem entre si.

Enfim, a mediação empresarial revela-se tão útil na resolução de casos como a mediação entre pessoas físicas. Os objetivos são os mesmos, ainda que os conflitos sejam mais complexos por envolverem grupos e não indivíduos.

Se você gostou do tema e quiser se qualificar como mediador, faça o curso de pós em mediação, conciliação e arbitragem do Unipê. Com a formação, saberá tudo o que precisa para atuar bem no papel de mediador ou como aproveitar mais essa alternativa como advogado.

E então, qual a sua opinião sobre o assunto? Aproveite para deixar seu comentário aqui no blog.

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Tags: mediação, mediação empresarial

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