Conheça os principais tipos de mediação existentes

A mediação é uma das formas de resolução de conflitos extrajudiciais que está se tornando cada vez mais popular. Os próprios advogados e o Poder Judiciários estimulam a adoção da mediação em diferentes casos. Dessa maneira, será possível reduzir o impacto que o volume de processos judiciais causa sobre os tribunais da Justiça.

Além disso, a mediação favorece uma resolução mais amigável, um melhor entendimento entre as partes, visto que são elas mesmas que resolvem o conflito, tendo um profissional para mediar a relação e tornar o entendimento entre os envolvidos verdadeiramente exequível.

Existem diferentes tipos de mediação. Você conhece quais são? Leia o post a seguir e conheça os principais.

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A mediação facilitadora

Esta se trata da mediação tradicional. Também chamada de mediação satisfativa ou de modelo tradicional-linear de Harvard. Consiste em um estilo de mediação muito antigo, pois já é aplicada há muitos e muitos séculos. Não obstante, sua estruturação formal só começou a ser estudada e mais bem organizada no início do século XX.

De acordo com a mediação facilitadora, as partes podem chegar a um acordo sólido e mais duradouro, se munidas de informação, de tempo e de apoio suficientes. A imparcialidade, a neutralidade e a equidistância são considerados princípios importantes, pois o conflito é considerado um movimento caótico que necessita ser colocado em ordem.

Esse tipo de mediação se divide em cinco etapas:

  1. 1. Abertura do mediador, o qual introduz o que será negociado;
  2. 2. Abertura das partes em sessão conjunta, cada uma apresentando seu parecer;
  3. 3. Sessões privadas, nas quais o mediador conversa em separado com cada parte envolvida;
  4. 4. Negociação, durante a qual se discute o que é possível concordar ou ceder;
  5. 5. Acordo, no qual as partes chegam a um denominador comum.

O mediador dificilmente emite qualquer tipo de opinião, principalmente sobre os resultados de qualquer ação judicial.

A mediação avaliativa

Entre os tipos de mediação, a mediação avaliativa busca, prioritariamente, o melhor resultado e não, necessariamente, o interesse de cada parte. A mediação avaliativa fundamenta-se na possibilidade de como o conflito se desenvolveria em um tribunal de Justiça.

O mediador que, nesses episódios, atua na área jurídica, avalia a situação e faz sua exposição, considerando o que ele acredita que seria a resolução no Poder Judiciário. Trata-se, portanto, de um tipo de mediação cujo objetivo é emular o processo judicial.

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A mediação narrativa

Recebe também a designação de mediação narrativa circular ou modelo circular narrativo de Sara Cobb. Essa modalidade de mediação procura considerar as histórias das partes a fim de encontrar um sentido na construção da relação entre ambas para a existência e a solução do conflito.

A mediação narrativa parte da ideia de que as pessoas vivem através de discursos e histórias, o que significa que a formação é construída por meio das relações.

Ela evita assim determinismos essencialistas, não assumindo que o ser humano possa ser, por natureza, agressivo, dócil, frágil, depressivo, bom ou mau, mas que desenvolve essas condutas e comportamentos em sociedade.

Escutando cada versão da história, o mediador procura encontrar uma ressignificação delas. A finalidade é encontrar uma solução do problema na construção de uma nova história. O conflito não está ligado, necessariamente, ao antagonismo e à agressão nas relações, mas consiste em uma presença interna e quase constante em cada pessoa.

A mediação transformativa

É outro dos tipos de mediação mais importantes. Sua finalidade é o restabelecimento da relação e o empoderamento das partes envolvidas para, em seguida, solucionar o litígio. A intenção é que cada um dos envolvidos possa compreender as necessidades da outra parte.

Semelhante ao método tradicional, o mediador atua apenas como uma facilitador da mediação. Ou seja, ele não interfere na decisão das partes.

A mediação transformativa também recebe o nome de modelo transformativo de Bush e Folger. Uma de suas metas é transformar a relação entre as partes, diferindo, nesse aspecto, do modelo tradicional-linear de Harvard, pois não visa somente ao acordo, mas foca na transformação das relações.

A mediação warattiana

Trata-se de um tipo de mediação cujo proponente foi Luís Alberto Warat. Sua finalidade é trabalhar o amor, o que torna essa modalidade de mediação um tanto especial. Seu objetivo não é, assim, alcançar necessariamente um acordo, mas a construção da diferença e da alteridade entre as partes.

Dessa maneira, ela busca que os litigantes reconheçam o amor um pelo outro.

Outro nome dado a esse tipo de mediação é Terapia do Amor Mediado (TAM). Sua proposta é desenvolver o amor e a sensibilidade como formas de mediação e também como sentimentos que podem ser aplicados ao longo do processo judicial.

A mediação familiar

Nas relações familiares, mais que em quaisquer outras, a ausência de diálogo contribui para o aparecimento de conflitos, sejam eles pequenos (rotina da família), sejam eles grandes (divórcio, pensão, sucessão, herança).

Na chamada mediação familiar, o mediador administra o conflito. Controla as partes envolvidas, dando-lhes a oportunidade de se expressarem e de desenvolverem uma relação que realmente ajude a encontrar a resolução do conflito.

Nessa categoria de mediação, pode ocorrer de as partes serem representadas por mais de duas pessoas, mas geralmente se mantêm somente dois polos que disputam seus interesses.

A mediação escolar

A escola é um local muito relevante dentro da sociedade, em que se desenvolvem aprendizagens em diferentes instâncias mentais: no âmbito racional (por meio dos programas que compõem as grades curriculares) e no âmbito social e emocional (por meio das redes de relacionamento que são desenvolvidas no ambiente escolar).

A punição, a suspensão, a expulsão, a repressão e a conversa são alguns métodos utilizados em instituições educativas para a manutenção da ordem e da disciplina. Algumas vezes, os métodos funcionam; outras vezes, eles não dão certo.

A mediação escolar é um método menos invasivo e até mais eficiente que os outros, na busca pela resolução de conflitos e também na prevenção de ocorrências mais sérias.

No caso da mediação escolar, o mediador pode ser um pedagogo ou um psicólogo, por exemplo. Sua função será promover o diálogo entre as partes, ouvindo-as ao mesmo tempo em que lhes confere autonomia. Ele deve escutar suas demandas e procurar organizá-las de maneira que o litígio se resolva dentro da pacificação, evitando atos de violência.

Ainda existem outros tipos de mediação, mas os acima citados estão entre os mais importantes. A mediação também pode ser aplicada, por exemplo, na área da saúde e na área ambiental. O ponto básico da mediação é facilitar o entendimento entre as partes, resolvendo conflitos sem a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário, mais demorado e burocrático.

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Tags: tipos de mediação, mediação, câmara de arbitragem

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